{"id":10150,"date":"2023-08-12T10:49:58","date_gmt":"2023-08-12T08:49:58","guid":{"rendered":"http:\/\/fibrainternacional.org\/?p=10150"},"modified":"2023-08-12T13:50:41","modified_gmt":"2023-08-12T11:50:41","slug":"a-forca-das-culturas-brasileiras-no-exterior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fibrainternacional.org\/?p=10150","title":{"rendered":"A for\u00e7a daS culturaS brasileiraS no exterior","gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"text"}]},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>contra o Drag\u00e3o da Maldade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De <strong>Fl\u00e1vio Carvalho<\/strong>, para o site da FIBRA.<br><strong>@1flaviocarvalho<\/strong>, soci\u00f3logo e escritor.<br>@quixotemacunaima, no Facebook.<\/p>\n\n\n\n<p>Barcelona, agosto de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size\">\u201cSe oriente, rapaz, pela constata\u00e7\u00e3o de que a aranha vive do que tece.<br>V\u00ea se n\u00e3o se esquece. Pela simples raz\u00e3o de que tudo merece Considera\u00e7\u00e3o&#8230;<br>V\u00ea se compreende. Pela simples raz\u00e3o de que tudo depende.<br>De Determina\u00e7\u00e3o. Determine, rapaz..\u201d<br>(Oriente, Gilberto Gil).<\/p>\n\n\n\n<p>A retomada das pol\u00edticas p\u00fablicas com intensa participa\u00e7\u00e3o popular, neste novo governo, passa pela realiza\u00e7\u00e3o de diversas confer\u00eancias de promo\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas. Tal como o partido que tem Lula como Presidente de Honra, o PT, come\u00e7ou a fazer desde que assumiu as primeiras prefeituras.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Screenshot-2023-08-12-at-10.41.36-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-10151\" style=\"width:414px;height:233px\" width=\"414\" height=\"233\" srcset=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Screenshot-2023-08-12-at-10.41.36-1024x576.png 1024w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Screenshot-2023-08-12-at-10.41.36-300x169.png 300w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Screenshot-2023-08-12-at-10.41.36-768x432.png 768w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Screenshot-2023-08-12-at-10.41.36-1536x864.png 1536w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Screenshot-2023-08-12-at-10.41.36-2048x1151.png 2048w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Screenshot-2023-08-12-at-10.41.36-1170x658.png 1170w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Screenshot-2023-08-12-at-10.41.36-600x337.png 600w\" sizes=\"(max-width: 414px) 100vw, 414px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>E n\u00e3o foi por acaso que estas mesmas confer\u00eancias enfrentaram o alvo letal das primeiras canetadas nazifascistas, logo que a <em>famil\u00edcia<\/em> assumiu, extinguindo-as, todas as confer\u00eancias. Bem como (mal) fez, o ineleg\u00edvel, com todos os conselhos de participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3, inclusive o Conselho de Representantes dos Brasileiros no Exterior, o CRBE. Do qual tive a feliz oportunidade de participar, como vice-presidente. E a infelicidade de constatar o rumo for\u00e7ado que logo fomos obrigados a assumir.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o escondi a emo\u00e7\u00e3o quando vi que a Ministra Margareth Menezes, convocou a Confer\u00eancia Nacional de Cultura para come\u00e7ar no dia 4 de dezembro deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Igual felicidade ocupou-me quando a minha amiga, a artista Priscila Barbosa, na Barcelona onde vivemos, me convidou para participar de um grupo chamado Frente Internacional de Cultura Brasileira, FICB. Artistas de diversas \u00e1reas, morando em diversos pa\u00edses, e v\u00e1rias pessoas ligadas \u00e0s produ\u00e7\u00f5es culturais, carregadas de ideias potentes, chamando aten\u00e7\u00e3o para a nossa parcela de contribui\u00e7\u00e3o, mesmo vivendo no exterior, naqueles famosos entre 2% e 3% de contribui\u00e7\u00e3o da chamada Economia da Cultura no PIB brasileiro. A contribui\u00e7\u00e3o das tais Ind\u00fastrias Culturais para o Produto Interno Bruto do nosso pa\u00eds. Acompanho e participo desde ent\u00e3o, desse esperan\u00e7oso grupo de pessoas. Mais uma Frente na minha vida.<\/p>\n\n\n\n<p>No nosso caso, eu at\u00e9 trocaria o \u201cmesmo vivendo no exterior\u201d, para \u201cprincipalmente n\u00f3s que vivemos no exterior\u201d, conseguimos perceber de forma (assumidamente!) privilegiada as imensas possibilidades das culturas que produzimos para o desenvolvimento social do nosso povo, l\u00e1 ou aqui. Desenvolvimento, por exemplo, promovido por meio da Diplomacia P\u00fablica. Um conceito muito mais amplo do que a diplomacia institucional e tradicional, como muitos pa\u00edses j\u00e1 perceberam e incorporaram nas suas mais modernas formas de governan\u00e7a. Desenvolvimento Sustent\u00e1vel proporcionado por atividades como a capoeira, a m\u00fasica, o audiovisual, a literatura, as artes c\u00eanicas e as artes visuais, entre outros exemplos, que sempre foram admiradas fora das fronteiras do nosso gigante pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Caetano Veloso vive repetindo que a originalidade criativa dever\u00e1 ser a nossa for\u00e7a primordial perante o mundo. Concordo e me inspiro nisso.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema, para quem j\u00e1 participa de tantas frentes antifascistas, internacionalistas, de solidariedade, no exterior, \u00e9 a principal raz\u00e3o dos nossos males, a meu ver: o desconhecimento (podem chamar de ignor\u00e2ncia, raiz de muitos males).<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil n\u00e3o d\u00e1 a m\u00ednima pra gente. Nunca deu. N\u00e3o tem a menor ideia de quem somos, o que somos, o que fazemos e como fazemos. Sabe aquilo de \u201cnunca comi, mas j\u00e1 n\u00e3o gostei\u201d? O Brasil nunca nos \u201cprovou\u201d, de fato. E como poderia ser diferente, num pa\u00eds de mais de duzentos milh\u00f5es, ao esquecer estes 2, 3, 4% da sua enorme popula\u00e7\u00e3o? \u00c9 que no meio de tanta imensid\u00e3o, somos mais que muitos Estados. Sabe? Pois o Brasil n\u00e3o sabe disso.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que tenham uma ideia, em pele pr\u00f3pria. Em 2012, fui selecionado como um dos projetos premiados, no Pr\u00eamio Pontos de Mem\u00f3ria no Exterior. Eu j\u00e1 trabalhava com a burocracia, mas jamais imaginei que ela \u2013 que j\u00e1 \u00e9 monstruosa no nosso Brasil \u2013 tivesse ainda maior capacidade destrutiva, ao cruzar o Atl\u00e2ntico. Exigir de quem mora h\u00e1 muitos anos no exterior, um C\u00f3digo de Endere\u00e7o Postal, um CEP Brasileiro, al\u00e9m de uma infinidade de burocracias na hora de preencher uma ficha cadastral online, pode ser uma trag\u00e9dia. Isso, para um cidad\u00e3o que possui o pleno direito de haver preenchido na Receita Federal uma Declara\u00e7\u00e3o de Sa\u00edda Definitiva do Pa\u00eds. Resultado: jamais recebi um centavo por aquela suposta premia\u00e7\u00e3o (de 20 mil Euros). Por isso, n\u00e3o me surpreendo. Gato escaldado tem medo at\u00e9 de chuva.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, escrevi diversos textos que abordam uma desconfian\u00e7a hist\u00f3rica da maioria do nosso povo sofrido que nos associa aos (minorit\u00e1rios) \u201cFilhinhos de Papai\u201d nas Europas. Ou \u00e0s \u201cPatricinhas bancadas pelas madames-mam\u00e3es\u201d, num pa\u00eds onde a absoluta falta de comida, ainda condena mais de 30 milh\u00f5es de pessoas a dormir com fome, cada santo dia. \u201cMandar dinheiro pra Europa, se aqui ao meu lado tem gente com fome?\u201d, n\u00e3o foi a primeira vez que escutei, quando, em Bras\u00edlia, recebi a Ordem do Rio Branco, e fui indicado para a Ordem do M\u00e9rito Cultural do MINC. H\u00e1 uma cultura subjetiva que nos atribui uma distorcida e p\u00e9ssima imagem. Necessitaremos muitos anos de esclarecimento e campanhas para mostrar que a maioria das brasileiras que migram (mulheres, sim, na maioria), s\u00e3o trabalhadoras e enfrentam novas formas de pobreza. Diferentes desafios, velhas mazelas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 achismo. Felizmente ou infelizmente eu sei do que estou falando. Perdoe a falta de falsa mod\u00e9stia. Mas \u00e9 urgente. O Brasil precisa nos escutar. Mas, pra isso precisa primeiro saber que a gente n\u00e3o s\u00f3 existe, mas que somos fortes no que fazemos. Porque migrar fortalece muito.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o ano 2008, quando desenvolvi o primeiro perfil da Comunidade Brasileira na Espanha; desde 2004, quando fui consultor do MINC no F\u00f3rum Mundial das Culturas; desde 2001, quando fui Consultor da UNESCO&#8230; Quando eu ainda nem sonhava que um dia iria migrar.<\/p>\n\n\n\n<p>O tempo passou e ainda somos capazes de escutar os mesmos absurdos. Olhemos pra frente?<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Brasil lan\u00e7ou, recentemente, nova compila\u00e7\u00e3o de dados sobre a quantidade de brasileiros no exterior. Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, mesmo depois de alertado nesse sentido, todos os dados recolhidos carecem de fiabilidade emp\u00edrica. Sim, s\u00e3o todos baseados em \u201cestimativas\u201d. Quais? Fontes? Ou seja, baseado em puro \u201cachismo\u201d. Como cada pa\u00eds tem a sua forma de cadastrar (e, principalmente, de N\u00e3o cadastrar os irregulares) imigrantes, os diplomatas de turno tamb\u00e9m n\u00e3o falam uma mesma l\u00edngua na hora de informar as estimativas locais. \u00c9, portanto, imposs\u00edvel contar-nos, com um m\u00ednimo de evid\u00eancia estat\u00edsticamente cient\u00edfica? N\u00e3o. A solu\u00e7\u00e3o at\u00e9 parece f\u00e1cil e n\u00e3o imposs\u00edvel. Por isso, afirmamos, rotundamente, que h\u00e1 in\u00fameras possibilidade de criar um perfil n\u00e3o somente quantitativo, mas tamb\u00e9m qualitativo. Como? Basta nos perguntar. A quem? \u00c0s comunidades, \u00e0s associa\u00e7\u00f5es de brasileiros emigrados, \u00e0s redes de profissionais dedicados ao tema, aos pesquisadores acad\u00eamicos que dedicaram anos de estudos nesse sentido, aos organismos locais acostumados a esse tipo de pergunta, aos v\u00ednculos que estabelecemos com in\u00fameros institutos de pesquisa, ONGS, e institui\u00e7\u00f5es diversas que, com um m\u00ednimo de esfor\u00e7o (e de recursos) ajudariam a esclarecer quem somos. Nem que seja aproximadamente. Mas, sem d\u00favida, com muito mais credibilidade \u00e0 realidade do que somos. Todo planejamento de pol\u00edtica p\u00fablica iniciaria melhor, sem d\u00favida, com um bom diagn\u00f3stico. Por que n\u00e3o o faz?<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o SEBRAE acabou de anunciar a primeira iniciativa econ\u00f4mica deste governo a tratar de um projeto piloto para o empreendedorismo brasileiro que cruza fronteiras, agu\u00e7ou-me a capacidade cr\u00edtica. Conversou conosco, cara p\u00e1lida? Tinha que come\u00e7ar pelo empreendedorismo, n\u00e9? T\u00f4 s\u00f3 te vendo! Quer ler nosso conjunto de demandas reprimidas? J\u00e1 soube dos resultados do nosso \u00faltimo encontro, da FIBRA, Frente Internacional Brasileira, em Lisboa? Mas, parab\u00e9ns. Felicito-vos, pra n\u00e3o dizer que n\u00e3o falei das flores.<\/p>\n\n\n\n<p>Navegar \u00e9 preciso.<\/p>\n\n\n\n<p>Escutei algo esclarecedor da boca do ent\u00e3o Ministro Gilberto Gil, quando em Barcelona relatou a dificuldade para implantar 10 m\u00edseros Pontos de Cultura no Exterior. Se for pra subvencionar um grupo cultural brasileiro, voc\u00ea acredita que o senso comum brasileiro o far\u00e1, direcionando recursos de todos os tipos (inclusive econ\u00f4micos, n\u00e3o sejamos hip\u00f3critas) para um grupo musical que vive em Paris ou em Ouricuri, no Sert\u00e3o de Pernambuco? Por sorte, Gilberto Gil trouxe a sua sabedoria de vida para dentro do Minist\u00e9rio: \u201ctudo \u00e9 complemento e, para nossa sorte e alegria, \u00e9 perfeitamente compat\u00edvel\u201d, segundo explicava, em outras palavras, no seu Do-In Antropol\u00f3gico. Este era o nome do seu discurso de posse no Minist\u00e9rio da Cultura. Est\u00e1 dispon\u00edvel em toda a vasta Internet e os convido a ler, sempre que for poss\u00edvel e necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 chegada, portanto, a hora da retomada. Se oriente, rapaz. O Cruzeiro do Sul \u00e9 nosso.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da chegada de Gil, em Barcelona (e de Ivana Bentes, naquela \u00e9poca), veio Juca Ferreira, representando o MINC \u2013 quando a Prefeitura de Barcelona decidiu denominar Cultura Viva, o mesmo nome do programa \u201cde Gil\u201d, ao conjunto da sua pol\u00edtica municipal de cultura (da capital da Catalunha, onde eu moro).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 influenciado pelo que Juca nos disse, naquele momento, que eu sigo acreditando que seremos capazes de dar a nossa parcela de contribui\u00e7\u00e3o onde quer que estejamos. Ali j\u00e1 se falava na intera\u00e7\u00e3o entre as tr\u00eas principais dimens\u00f5es da pol\u00edtica cultural abrangente: simb\u00f3lica, econ\u00f4mica e cidad\u00e3. Perfeitamente compat\u00edveis, como tudo que Gil nos cantou.<\/p>\n\n\n\n<p>Da primeira forma, a simb\u00f3lica? De longe, tudo \u00e9 mais. E n\u00f3s podemos ajudar a miss\u00e3o institucional da diplomacia (a que olha pro futuro do nosso pa\u00eds, mais do que aquela que se amarra ao passado) a revalorizar o papel significativo da influ\u00eancia do gigante latino-americano no mundo. No dia que o Brasil perceber a nossa articulada capacidade de incid\u00eancia pol\u00edtica nos grandes centros culturais do mundo (de um mundo onde os centros culturais s\u00e3o cada vez mais descentralizados), ver\u00e1 que com pouqu\u00edssimos recursos, seremos capazes de buscar nas localidades onde produzimos cultura, muito mais amplas riquezas do que at\u00e9 hoje nosso governo foi capaz de (n\u00e3o) captar. Margareth Menezes, outra artista universal, sabe do que estamos falando. Entrevistei-a no Festival Dia do Brasil em Barcelona e tenho certeza de que, pelo menos, saber\u00e1 nos escutar. At\u00e9 melhor: saber\u00e1 nos orientar, como Gil.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, um alerta. Lamento. Se est\u00e1s pensando de forma absolutamente capitalista (investimento econ\u00f4mico), leia mais Juca Ferreira e tire o seu cavalo branco da chuva. A gente n\u00e3o quer s\u00f3 comida! Apresento o exemplo da Espanha, pa\u00eds cuja economia depende absolutamente da nossa &#8211; leia os informes de <em>stocks<\/em>, ac\u00famulos de investimento econ\u00f4mico direto, privado. Os n\u00fameros est\u00e3o l\u00e1! Ou se quiser serei mais claro: observe a sangria de dinheiro do Brasil para a Espanha, por meio do lucrativo neocolonialismo, o \u00e1vido capitalismo ib\u00e9rico.<\/p>\n\n\n\n<p>Percebeu que a empresa Telef\u00f4nica, com mais clientes telef\u00f4nicos s\u00f3 em S\u00e3o Paulo do que em toda a Espanha, sonegou milh\u00f5es \u00e0 nossa Receita Federal, ao mesmo tempo em que aumentou descaradamente o valor do dividendo dos seus principais acionistas espanh\u00f3is? Qual a estrat\u00e9gia do Governo do Brasil para ressignificar o que essas empresas chamam de \u201cParceria Estrat\u00e9gica\u201d com o nosso pa\u00eds? J\u00e1 pensou o nosso governo em fazer que sejam elas, com seus planos de Responsabilidade Social Corporativa ou como o seu departamento de marketing queira chamar, mas o que importa \u00e9: como pensam efetivamente em sair do marco mental das esmolas, e passar a associar seus \u00eaxitos empreendedores \u00e0s centenas de projetos socioculturais de um crescente contingente de milhares de brasileiros na Espanha? Pedindo pra m\u00fasico brasileiro tocar de gra\u00e7a em jantar de gala de outra grande empresa, como aconteceu muito recentemente (e eu tenho testemunhas para comprovar)? Bota a gente na fita, mas valoriza&#8230; Ou, pelo menos, respeita.<\/p>\n\n\n\n<p>Querem uma dica sobre um mar de infinitas possibilidades, somente pra come\u00e7o de conversa? Entrem na <em>website<\/em> da majestosa <em><a href=\"https:\/\/fchb.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fundaci\u00f3n Cultural Hispano Brasile\u00f1a<\/a><\/em>. Uma joia, situada em Madri. Somente vos digo que os presidentes em\u00e9ritos do patronato desta funda\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 tive a grata oportunidade de conhecer de perto s\u00e3o o Presidente do Brasil e o Rei da Espanha. Agora entrem nas <em>websites<\/em> das funda\u00e7\u00f5es culturais de cada uma dessas grandes empresas&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Qual a melhor forma, em minha opini\u00e3o? A terceira dimens\u00e3o trazida por Juca \u00e9 a cidad\u00e3. A capacidade criativa da cultura como um direito e fonte inesgot\u00e1vel de cidadania. Leiam a Conven\u00e7\u00e3o da UNESCO sobre Patrim\u00f4nio Cult<strong>u<\/strong>ral Material e Imaterial, e percebam o quanto essa hist\u00f3ria de fronteiras j\u00e1 ficou muito pra tr\u00e1s quando o assunto \u00e9 linguagem universal. Podem chamar de Cidadania Universal: a diversidade art\u00edstica de Ouricuri pode chegar mais r\u00e1pida a Paris do que muito burocrata brasileiro pensa. S\u00f3 precisa parar pra escutar. F\u00e1cil. N\u00e9?<\/p>\n\n\n\n<p>Que tal parar para nos escutar? \u00c9 longe. Mas se precisar a gente grita. Ou canta. Que \u00e9 melhor.<\/p>\n\n\n\n<p>Parafraseando Paulo Freire, concluo dizendo que a cultura n\u00e3o muda o mundo. A cultura muda as pessoas que est\u00e3o realmente mudando o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, mudar tem que ser pra melhor; porque l\u00e1 no sert\u00e3o de Pernambuco a gente fala que quem cresce pra baixo \u00e9 rabo de cavalo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aquele abra\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Fl\u00e1vio Carvalho<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>T<em>witter e Instagram: <strong>@1flaviocarvalho<\/strong><\/em><br><em>Facebook: <strong>@quixotemacunaima<\/strong><\/em> | <strong>@amaconaima<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>#maconaima #quixotemacunaima<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#d4faeb\"><strong>Nota: <\/strong>Os textos, cita\u00e7\u00f5es, e opini\u00f5es s\u00e3o fornecidos pelo autor, sendo de sua exclusiva responsabilidade, e podem n\u00e3o expressar \u2013 no todo ou em parte, a opini\u00e3o dos Coletivos da Fibra<\/p>\n","protected":false,"gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"html"}]},"excerpt":{"rendered":"<p>contra o Drag\u00e3o da Maldade De Fl\u00e1vio Carvalho, para o site da FIBRA.@1flaviocarvalho, soci\u00f3logo e escritor.@quixotemacunaima, no Facebook. 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