{"id":10407,"date":"2024-08-31T16:09:57","date_gmt":"2024-08-31T14:09:57","guid":{"rendered":"https:\/\/fibrainternacional.org\/?p=10407"},"modified":"2024-08-31T16:16:37","modified_gmt":"2024-08-31T14:16:37","slug":"o-brazil-nao-entende-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fibrainternacional.org\/?p=10407","title":{"rendered":"\u201cO Brazil n\u00e3o entende o Brasil.\u201d","gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"text"}]},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-left\">Por Flavio Carvalho, para o site da FIBRA.<br>Soci\u00f3logo e escritor, residente em Barcelona. <br>@1flaviocarvalho, @amaconaima, @fibrainternacional<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Barcelona, 31 de agosto de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Em 1991, Paulo Freire j\u00e1 usava a linguagem inclusiva. Boulos tinha 9 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Guilherme Boulos, candidato a prefeito da maior metr\u00f3pole da Abya Ayla, n\u00e3o inventou a linguagem inclusiva, nem um novo hino nacional. <br>Boa parte da esquerda brasileira tem um medo sobrenatural de perder Poder Pol\u00edtico. O Poder pr\u00f3prio, que pode at\u00e9 ser pouqu\u00edssimo (\u201ceu tamb\u00e9m sou pobre, p\u00f4rra\u201d), mas que tamb\u00e9m pode ser um \u201cprivil\u00e9gio\u201d (aquilo que tem gente que n\u00e3o tem, nenhum!). Um medo danado &#8211; \u201co medo d\u00e1 origem ao mal\u201d &#8211; de dois tipos. Explico.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"566\" src=\"http:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Screenshot-2024-08-31-at-16.13.35-1024x566.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10410\" style=\"width:409px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Screenshot-2024-08-31-at-16.13.35-1024x566.jpg 1024w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Screenshot-2024-08-31-at-16.13.35-300x166.jpg 300w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Screenshot-2024-08-31-at-16.13.35-768x424.jpg 768w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Screenshot-2024-08-31-at-16.13.35-1536x849.jpg 1536w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Screenshot-2024-08-31-at-16.13.35-1170x647.jpg 1170w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Screenshot-2024-08-31-at-16.13.35-600x332.jpg 600w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Screenshot-2024-08-31-at-16.13.35.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem: Flavio Carvalho<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Um medo \u201cnormal\u201d de perder poder pol\u00edtico para o fascismo. E isso acaba explicando determinadas atitudes beeeem \u00e0 direita. Sempre de olho nos meios de comunica\u00e7\u00e3o beeeem de direita. E de olho no voto do votante de direita.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro medo, \u201canormal\u201d, a meu ver, \u00e9 o medo de perder o pr\u00f3prio poder. Um poder que se retro-alimenta, narcisicamente, faz tempo, dentro da esquerda. Meio \u201csem perceber\u201d ou sem querer, querendo. Ou, pior ainda percebendo, mas sempre fazendo de conta, hipocritamente, que nem sabem que conserva esse poder, sim. -\u201c30 anos na frente desse sindicato, minha querida jovem negra trans, e agora vem voc\u00ea querer me dizer, a esse velho comunista, que lutou contra a ditadura, p\u00f4rra, o que eu tenho que fazer?\u201d Por isso, morrem de medo, os companheiros (claro que n\u00e3o admitindo isso), de serem substitu\u00eddos, reciclados \u201ccomo um m\u00f3vel velho\u201d e sem o devido reconhecimento. E ainda sendo chamados de privilegiados. Que o s\u00e3o, mas n\u00e3o querem ver. Ali\u00e1s, que Somos. Sim. Eu, pelo menos, admito.<\/p>\n\n\n\n<p>Adotaram (aqueles que acham feio o que n\u00e3o \u00e9 espelho), uma velha estrat\u00e9gia da direita, acusando-os, aos \u201coutros\u201d: a diversidade, o diferente, a novidade (como se isso fosse novidade para algu\u00e9m). S\u00e3o Identit\u00e1rios. Deveriam ter se dedicado mais aos livros, como os meus. Assim, desta forma, quem n\u00e3o entra nesse campo, o dos privil\u00e9gios, os chamados de Identit\u00e1rios, acabam sofrendo dos dois lados. <\/p>\n\n\n\n<p>O Henry Bugalhos, por coincid\u00eancia um homem branco (perceba como s\u00e3o todos iguais), universit\u00e1rio, intelectual de esquerda, privilegiado, mora na Europa, com muitos seguidores nas redes, acaba de dizer que esses identit\u00e1rios, rid\u00edculos, entraram na onda da Guerra Cultural, outro conceito alcunhado pela direita dona das marcas registradas mundiais. S\u00f3 faltava a tal da pessoa \u201cidentit\u00e1ria\u201d ainda ter que pedir desculpas por terem lhe identificado (de fora pra dentro dele) assim. Por essa pessoa gritar muito. Por assustar. Por querer cantar um hino de uma forma diferente. Criminosa, segundo o mencionado intelectual, citando a lei nacional dos s\u00edmbolos p\u00e1trios. Porque a direita pegou. Porque Bolsonaro\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Sofre \u201ca pessoa identit\u00e1ria\u201d pelo <em>N4z1F4sc1smo<\/em>, que os quer assassinar, exterminar, nem os quer ver, era melhor que nem existissem. E do outro lado, sofre por levar porrada daquela \u201cboa parte\u201d da Esquerda que diz que lhes est\u00e3o atrapalhando o caminho rumo \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o socialista. Dividem a classe. S\u00e3o rid\u00edculos. Fazem o jogo da direita. Os confunde com os votantes da Kamala Harris. Misturam tudo. Como n\u00e3o percebem esse grand\u00edssimo absurdo?<\/p>\n\n\n\n<p>Gritam-lhes, os Comunistas de(dA) Verdade, que o certo seria sentarem e esperarem, calminhos, d\u00f3ceis, mais um pouco, essas pessoas \u201cidentit\u00e1rias\u201d. Que guardem isso somente para si. Pois o revolucion\u00e1rio, depois de tudo, isso sim, pode tamb\u00e9m, transversalmente, jamais pelo centro da quest\u00e3o, poder ser um novo macho desconstru\u00eddo, um branco antirracista, que j\u00e1 trocou a palavra \u00cdndio por povo ind\u00edgena, que n\u00e3o cospe em pessoas trans e at\u00e9 comprou, ontem, pelo Amazon, uma bandeira da Palestina. \u00c9 que depois de resolvida a grande luta, A Luta de Classes, a\u00ed sim.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema \u00e9 que isso \u00e9 o mesmo que dizia a esquerda brasileira, o universit\u00e1rio vanguardista na favela, em 1991, em 1971, os l\u00edderes homens da Revolu\u00e7\u00e3o Russa para as oper\u00e1rias feministas que trabalhavam mais horas que os homens, as sufragistas, para Angela Davis na cadeira, para Mandela preso, que tivessem paci\u00eancia. Por mais que estes admitissem que era compat\u00edvel concordar com a luta de classes mas que o que n\u00e3o gostavam \u00e9 que n\u00e3o se falasse, nem um pouquinho, sobre essas dores que o l\u00edder branco talvez n\u00e3o sentisse igual que eles. <\/p>\n\n\n\n<p>Antes de vir essa tal feminista negra criar o conceito de Lugar de Fala, complicando tudo mais ainda. T\u00e1 vendo? Que perda de tempo! Com o detalhe de que o intelectual de esquerda, narc\u00edsico sentencia, sem nem perguntar: \u201cvoc\u00eas\u201d s\u00e3o alienados, sem leitura, fazendo o jogo da direita, dividindo-nos. E logo se defende: quando no fundo n\u00e3o h\u00e1 incompatibilidade entre uma coisa e outra, pelo contr\u00e1rio, h\u00e1 complemento, nem enxergam que at\u00e9 o Marxismo cl\u00e1ssico admitia a exist\u00eancia de todas essas lutas, claro, sem adivinhar o que viria no futuro. E ainda por cima com os velhos preconceitos, os da \u00e9poca. Mas n\u00e3o se pode ter tudo. H\u00e1 que escolher-se. E na hora de escolher, melhor que sejam escolhidos \u201cos meus\u201d. \u201cDeixa que a gente te engloba\u201d, sentenciam, enfim.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00ed sim, dizem eles, quando o comunismo (Branco? Hetero? Cisnormativo? O de sempre? Qual?) finalmente chegar, a gente pode voltar a falar dessas tolices. E pedem que votem, novamente, numa maioria branca, homem, hetero, cisnormativa, na de sempre. Pois se dizem comprometidos, sens\u00edveis e que anotaram suas demandas, para quando a revolu\u00e7\u00e3o, finalmente, tiver vencido. At\u00e9 escolheram, no meio de tanto branco, um ou outro preto. Percebeu? <\/p>\n\n\n\n<p>Imagine-se agora uma m\u00e3e negra, favelada, com 8 filhos negros chorando de fome, a mil\u00edcia batendo numa porta e a pol\u00edcia atirando na outra, e esse branco lhe pedindo paci\u00eancia. E que leia mais Marx depois que a molecada estiver, finalmente, dormindo. Com fome, mas dormindo. E se ela protestar, a m\u00e3e negra, dessa inc\u00f4moda forma diferente, vendida, ele a chama de Identit\u00e1ria. Isso, de Identidade, que ela ouviu falar um dia, na Internet, sem nem saber ao certo o que isso quer dizer. Identidade para ela sempre foi aquilo de RG.<\/p>\n\n\n\n<p>E pronto. Ele a entende como \u201cvendida\u201d, iludida, alienada. A ser dirigida. Pela Vanguarda. Ela o entende como um <em>F4sc1sta<\/em> de esquerda. \u201cDe Merda\u201d, de fato, \u00e9 o que ela tem vontade de dizer. Mas se cala. E somatiza. Porque o que n\u00e3o se fala, tamb\u00e9m adoece.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, sobre curar, quer falar mais de dor? Aonde queremos chegar com tudo isso? <\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio dos anos 90, eu, Flavio, estava numa assembleia do Sindicato dos Professores de Pernambuco (assim se chamava, sim). Paulo Freire discursou em Linguagem Inclusiva. Referiu-se todo tempo ao Sindicato das Professoras, dialogando com o inc\u00f4modo, indignado, de uma minoria de esquerdo-machos (ainda n\u00e3o existia essa express\u00e3o) na mesa diretora do sindicato. Mais de 90% das professoras, as sindicalizadas, as presentes, nas salas de aula, eram todas mulheres. Est\u00e1vamos em 1991. Ocorreu o mesmo que agora, depois do com\u00edcio do Boulos, em S\u00e3o Paulo. Com essa coisa rid\u00edcula de Linguagem Neutra e o cacete. Voc\u00ea escutou o que falou sobre isso, na Globo, a Michele Bolsonaro?<\/p>\n\n\n\n<p>Mas em 91 n\u00e3o era uma mulher negra, muito menos trans, ou ind\u00edgena. Era Paulo Freire.<br>Ainda bem. At\u00e9 quando, isso? Aceita meu desafio de debater sobre isso? -&#8220;Mas, Flavio, voc\u00ea mesmo \u00e9 homem, branco, hetero cis normativo, privilegiado. Porque fica se metendo nisso?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso mesmo, companheiro. Por isso mesmo. <\/p>\n\n\n\n<p>Aquele abra\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p>T<em>witter e Instagram: <strong>@1flaviocarvalho<\/strong><\/em><br><em>Facebook: <strong>@quixotemacunaima<\/strong><\/em> | <strong>@amaconaima<\/strong><br>Instagram: @fibrainternacional<\/p>\n\n\n\n<p>#maconaima #quixotemacunaima<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-background\" style=\"background-color:#f0e2fd\"><strong>Nota: <\/strong>Os textos, cita\u00e7\u00f5es e opini\u00f5es deste texto podem n\u00e3o expressar \u2013 no todo ou em parte, a opini\u00e3o dos Coletivos da Fibra.<\/p>\n","protected":false,"gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"html"}]},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Flavio Carvalho, para o site da FIBRA.Soci\u00f3logo e escritor, residente em Barcelona. @1flaviocarvalho, @amaconaima, @fibrainternacional Barcelona, 31 de agosto de 2024. 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