{"id":1538,"date":"2021-01-14T11:45:10","date_gmt":"2021-01-14T14:45:10","guid":{"rendered":"https:\/\/fibrabrasil.wordpress.com\/?p=1538"},"modified":"2021-01-14T11:45:10","modified_gmt":"2021-01-14T14:45:10","slug":"sindemia-fascista-genocidio-branquitude-e-homem-feminista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fibrainternacional.org\/?p=1538","title":{"rendered":"&#8220;Sindemia&#8221;, &#8220;fascista&#8221;, &#8220;genoc\u00eddio&#8221;, &#8220;branquitude&#8221; e &#8220;homem feminista&#8221;.","gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"text"}]},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">5 conceitos para come\u00e7ar o ano (pelo menos) pensando.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"http:\/\/desacato.info\/a-outra-reflexao-2\/flavio-carvalho\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Por Fl\u00e1vio Carvalho, para Desacato.info.<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/fibrabrasil.files.wordpress.com\/2021\/01\/covid-19-coronavirus.jpg?w=960\" alt=\"\" class=\"wp-image-1540\" \/><figcaption>Pirate Bay<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cExplique-nos Luanda. E que o Chico Buarque de Holanda nos resgate. Xeque-mate. O que quer? O que pode esta l\u00edngua?\u201d (Caetano Veloso, L\u00edngua).<\/p>\n\n\n\n<p>Karina Falcone \u00e9 uma amiga pernambucana que estudou aqui em Barcelona. Em 2005, ao ler seu orientador holand\u00eas, aprendi a prestar mais aten\u00e7\u00e3o nos meus pr\u00f3prios v\u00edcios de linguagem. Hoje me sinto melhor assim. Por isso, compartilho o meu sentimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pol\u00edtica, quem domina o discurso, utilizando a linguagem ao seu favor, pre-domina. Nenhuma linguagem \u00e9 neutra. As palavras que utilizamos quase sem perceber est\u00e3o carregadas de significados que v\u00e3o sendo empurrados para dentro de n\u00f3s durante toda a nossa vida. Compreendendo esse funcionamento, na base do empurr\u00e3o, nos preparamos para dois gestos important\u00edssimos: rebater e refazer, ajudando a disseminar a exist\u00eancia do outro lado da hist\u00f3ria. Aquela que se constroi a cada dia. Aqui apresento cinco exemplos, bem atuais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sindemia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, mais da metade do mundo nunca havia escutado a palavra Pandemia. Hoje em dia, no come\u00e7o do ano 2021, n\u00e3o fale mais em Pandemia, por favor. Comece a falar agora mesmo, sem medo, em Sindemia do coronav\u00edrus. Pois j\u00e1 faz muitos anos que o m\u00e9dico e antrop\u00f3logo estadounidense Merrill Singer convenceu a comunidade cient\u00edfica de que uma Sindemia n\u00e3o \u00e9 nada mais que a comprova\u00e7\u00e3o efetiva de que uma Pandemia, como esta, do Covid-19, n\u00e3o atua de forma igualit\u00e1ria. H\u00e1 componentes sociais espec\u00edficos (popula\u00e7\u00e3o mais pobre, por exemplo) que aumenta a incid\u00eancia deste v\u00edrus sobre alguns mais que em outros, acabando aquele mito de que a doen\u00e7a ataca a todos por igual. Incide sobre determinados coletivos mais vulner\u00e1veis (melhor dizer vulnerabilizados, por ser uma condi\u00e7\u00e3o assumida e n\u00e3o naturalizada). Por outro lado, nessa Sindemia, est\u00e1 mais que comprovado que a desigualdade social protege os mais ricos \u2013 sempre em detrimento dos mais pobres. Quando o de cima sobe, o de baixo desce, j\u00e1 cantava Francisco.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fascista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sim, eu tamb\u00e9m hesitei em chamar Bolsonaro de Fascista, anos atr\u00e1s. Agora, isso acabou. Basta de referir-se a Bolsonaro como ultradireita! Esse conceito, ultradireita, mais leve e mais assum\u00edvel pelos grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o, j\u00e1 foi mais que superado por ele mesmo, pelo pr\u00f3prio presidente fascista. Voc\u00ea acha leve o que est\u00e1 acontecendo com o Brasil? N\u00e3o esque\u00e7amos que a ultradireita segue existindo e at\u00e9 \u00e9 tolerada dentro de institui\u00e7oes pol\u00edticas mundiais. E n\u00e3o \u00e9 que todo bolsonarista seja fascista, banalizando a express\u00e3o. Ele, sim! A linha que separa um pol\u00edtico de ultradireita de um fascista (assumido ou n\u00e3o) foi ultrapassada por ele mesmo, pelo Presidente, e n\u00e3o por voc\u00ea. Entao porque n\u00e3o o chamas logo de fascista como boa parte do mundo j\u00e1 passou a fazer? Lembra de quando a hist\u00f3ria explica que Hitler deixou de ser ultradireita, protegido por um mandato eleitoral, e concentrou a maioria do Mundo contra ele, nazista? Isso aconteceu depois de quantas vidas ele j\u00e1 havia assassinado?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Genoc\u00eddio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um Genoc\u00eddio \u00e9 a caracteriza\u00e7\u00e3o bem fundamentada de quando se come\u00e7a a perceber que os mortos aparentam-se: algo os une; em algo as milhares de mortes se parecem. \u201cE porque morrem mais esses do que aqueles?\u201d, o povo se pergunta. A diferen\u00e7a \u00e9 que os mortos n\u00e3o simplesmente morreram; foram assassinados. Em outras palavras, poderiam ser salvos \u2013 e n\u00e3o foram. Com que cara quem poderia os haver salvado acordaria um belo dia, admitindo sua (ir)responsabilidade? Um assassinato pode ser culposo (involunt\u00e1rio) ou doloso (intencional, deliberado, conscientemente planejado). Quando o Mundo inteiro, n\u00e3o somente a maioria da popula\u00e7\u00e3o brasileira, come\u00e7a a perceber que o Presidente da Rep\u00fablica decide n\u00e3o fazer nada para evitar a morte de milhares da sua pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o, cai a m\u00e1scara da involuntariedade. Pode um Presidente decidir n\u00e3o fazer nada e assistir de camarote a morte do seu povo? At\u00e9 quando o n\u00e3o fazer nada pode igualar-se a matar? Nenhum Genoc\u00eddio, em toda a hist\u00f3ria da humanidade foi assim declarado, como \u201cum Genoc\u00eddio\u201d, por toda a Comunidade Internacional, a tempo de ser evitado. Ent\u00e3o, n\u00f3s estamos mesmo esperando o qu\u00ea? Estamos esperando por quem?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Branquitude<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Antes de tudo, \u00e9 important\u00edssimo entender a profunda diferen\u00e7a entre culpa, em rela\u00e7\u00e3o ao passado (imanente, inevit\u00e1vel, inerente), e responsabilidade, como uma atitude presente (transcendente, que pode ser superada). Se voc\u00ea ainda n\u00e3o percebeu, lamento informar que o Brasil est\u00e1 chegando \u2013 atrasado, como sempre \u2013 \u00e0 conclus\u00e3o de que a escravid\u00e3o n\u00e3o foi um acidente de percurso na nossa hist\u00f3ria, perdida no meio do mito das tr\u00eas ra\u00e7as maravilhosamente miscigenadas, com a ben\u00e7\u00e3o do brasileiro cordial. A escravid\u00e3o \u00e9 O Elemento PRINCIPAL na constru\u00e7\u00e3o do nosso injusto projeto de pa\u00eds. E portanto, infelizmente, est\u00e1 mais presente na nossa sociedade e cultura do que n\u00f3s imagin\u00e1vamos a um, dez ou vinte anos atr\u00e1s. N\u00e3o \u00e9 algo novo, sempre esteve presente; at\u00e9 hoje (e isso todos sab\u00edamos). A diferen\u00e7a \u00e9 uma transformadora nova percep\u00e7\u00e3o. Antes tarde do que nunca. Agora, o futuro do pa\u00eds passa por um novo olhar sobre tudo o que n\u00e3o \u00e9 passado, na escravid\u00e3o no Brasil. E isso tamb\u00e9m tem um outro lado. A Branquitude \u00e9 a atitude dos que dominam (em contraposi\u00e7\u00e3o a um velho conceito de Negritude, oprimida). E que precisam(os), esses dominantes, acordarem (acordarmos) para a realidade. Antes de tudo (como eu mesmo e, portanto, sempre \u00e9 hora de assumir nossos privil\u00e9gios, como \u00fanica forma poss\u00edvel de come\u00e7ar a transform\u00e1-los), sermos conscientes, n\u00f3s, os n\u00e3o-pretos, de que tudo o que pens\u00e1vamos que hav\u00edamos feito, j\u00e1 servia. Lamento informar que n\u00e3o. J\u00e1 n\u00e3o basta dizer que \u00e9 antiracista ou denunciar os racismos presentes: h\u00e1 que lutar, em todos os diversos sentidos dessa express\u00e3o \u201clutar\u201d, para acabar com esse mal. \u00c9 pra ontem, sim. Desconstrua-se! Isso \u00e9 s\u00f3 o come\u00e7o. Ao seu favor, voc\u00ea agora tem uma excelente vantagem, como oportunidade: a\u00ed do seu ladinho, mais perto do que voc\u00ea imagina, h\u00e1 uma preta superdisposta, com quem voc\u00ea pode e deve aprender. \u00c9 hora de perceber. \u00c9 hora de perceber-se.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Homem Feminista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um paradoxo (ou um ox\u00edmoro, sua m\u00e1xima express\u00e3o), ocorre principalmente para revelar as contradi\u00e7\u00f5es da vida. Cam\u00f5es, por exemplo, referiu-se ao amor como um contentamento descontente, lembra? Depois de d\u00e9cadas de lutas acumuladas, o feminismo ganhou, felizmente, visibilidade nunca antes alcan\u00e7ada, traduzindo em a\u00e7\u00f5es cotidianas um novo relato sobre a constru\u00e7\u00e3o social e cultural, hegem\u00f4nica (maiorit\u00e1ria, predominante) do que sempre conhecemos como Rela\u00e7\u00f5es de G\u00eanero. Inclusive questionando a equa\u00e7\u00e3o bin\u00e1ria (reducionista, somente \u201cou isso ou aquilo\u201d) de classifica\u00e7\u00e3o ou categoriza\u00e7\u00e3o do que \u00e9 ser (e principalmente o que se espera de) um homem ou de uma mulher. Compartilho hoje o resumo de que aquela velha classifica\u00e7\u00e3o, categ\u00f3rica, do que \u00e9 ser homem deu-me (sempre!) o privil\u00e9gio de fazer parte de um mundo onde quando um ganha (o homem) a outra perde (a mulher). N\u00e3o \u00e9 um jogo igualit\u00e1rio, nem equilibrado. Nunca foi. Portanto, se voc\u00ea ainda est\u00e1 iludido somente pelo mito da \u201cigualdade\u201d, lamento informar que ele caducou e vai fazer cem anos; at\u00e9 chegarmos na merda onde ainda estamos. \u00c9 preciso querer mais. Ou tudo vai continuar como est\u00e1. Pois h\u00e1 quem queira que continue assim. E voc\u00ea, sem querer querendo (eis o paradoxo!), pode estar interessado em que isso siga como \u00e9. De fato, nunca se esque\u00e7a que, no fundo, no seu inconsciente ou no seu subconsciente, voc\u00ea pode estar querendo que tudo continue como est\u00e1, mesmo sem perceber ou admitir. E tem at\u00e9 explica\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o justifica. \u00c9 o medo: quanto a isso, todos temos, pode ficar tranquilo; e assumir s\u00f3 far\u00e1 o nosso bem (acredite!). Quanto ao resto, n\u00e3o d\u00e1 mais pra ficar s\u00f3 no medo: \u00e9 preciso enfrent\u00e1-lo pois ser\u00e1 sempre um impedimento de felicidade. Vamos juntas? A m\u00e1 not\u00edcia para os meus amigos homens que se dizem feministas \u00e9 que a mera percep\u00e7\u00e3o ou compreens\u00e3o do que antes afirmei \u00e9 um passo fundamental a ser dado, por\u00e9m absolutamente insuficiente. Mesmo n\u00e3o deixando de \u201cser homem\u201d, ou seja l\u00e1 o que isso signifique, e conhecendo, compreendendo e apoiando as lutas feministas, a melhor contribui\u00e7\u00e3o que eu posso dar a esse processo \u00e9 n\u00e3o pretender NENHUM protagonismo. Come\u00e7ando por calar e escutar; e bastando assumir algumas \u201cvelhas novas tarefas\u201d. Principalmente as quais nunca antes estivemos acostumados: porque adivinha quem as assumia\u2026 Da\u00ed a situa\u00e7\u00e3o paradoxal de que o \u201cquerer ser feminista\u201d como atitude motivadora e, portanto, n\u00e3o paralisante, \u00e9 mais importante que o j\u00e1 sentir-se feminista \u2013 que amea\u00e7aria todo o processo de desconstru\u00e7\u00e3o que qualquer um de n\u00f3s pode e deve praticar a cada dia. Esse querer \u00e9 poderoso. Pode chamar-se utopia: sonho poss\u00edvel de realizar-se, mesmo que pare\u00e7a que nunca se realiza ou que isso n\u00e3o seja o mais importante (o realizar-se). E remove montanhas. Bote f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Minha mensagem de ano novo, neste janeiro: eu quero \u00e9 querer.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa SINDEMIA, contra o FASCISTA, parar o GENOC\u00cdDIO, assumindo a BRANQUITUDE: venha para a nossa luta. Comece assumindo-se (como eu) como uma racista em desconstru\u00e7\u00e3o, como um machista em desconstru\u00e7\u00e3o. A minha luta anticapitalista (re)come\u00e7a por aqui. E a sua?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bem-vindos. A linguagem muda o mundo<\/strong>!<\/p>\n\n\n\n<p>PS.: Quando um homem se refere a si mesmo como \u201cn\u00f3s, juntAs\u201d, no feminino, s\u00f3 est\u00e1 chamando a aten\u00e7\u00e3o para algo que n\u00e3o \u00e9 novo. Uma vez, o educador Paulo Freire esteve numa assembleia do Sindicato dos Professores, diante de uma plateia composta por 90% de professorAs. Referiu-se a si mesmo sempre no feminino. Um professor, \u201cpobre homem\u201d, incomodado, protestou, estranhando. Freire respondeu que, mesmo sendo a imensa maioria, ELAS nunca reclamaram que a placa l\u00e1 fora, na frente do sindicato estava escrita \u201cdos Professores\u201d. Porque ser\u00e1? Fa\u00e7a como eu: n\u00e3o tenha medo nem perca seu tempo de ficar o tempo todo falando para eles e elas, senhoras e senhoras, professoras e professores\u2026 Use somente o feminino! Se sempre foi \u201cinclusivo\u201d para uns, porque n\u00e3o pode, nem que seja \u201cexperimentalmente\u201d, ser \u201cinclusivo\u201d tamb\u00e9m para outras? Incomodemos quem n\u00e3o deveria se incomodar.<\/p>\n\n\n\n<p>Catalunha, Janeiro de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:15% auto;\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/fibrabrasil.files.wordpress.com\/2021\/01\/flavio-carvalho.png?w=146\" alt=\"\" class=\"wp-image-1545 size-full\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%;\">\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em><sup>Fl\u00e1vio Carvalho \u00e9 soci\u00f3logo e escritor, participante da FIBRA e do Coletivo Brasil Catalunya. @1flaviocarvalho. @quixotemacunaima Siga-me, por favor.<\/sup><\/em><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false,"gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"html"}]},"excerpt":{"rendered":"<p>Sindemia, Fascista, Genoc\u00eddio, Branquitude e Homem Feminista. 5 Conceitos para come\u00e7ar o ano (pelo menos) pensando.<\/p>\n","protected":false,"gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"html"}]},"author":1,"featured_media":1946,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_eb_attr":"","footnotes":""},"categories":[6,9,10],"tags":[59,60,61,62,23,51,55],"class_list":["post-1538","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-opiniao","category-reportagens","tag-branquitude-e-homem-feminista","tag-fascista","tag-genocidio","tag-sindemia","tag-fibra","tag-fibra-frente-internacional","tag-flavio-carvalho","three-columns"],"aioseo_notices":[],"rttpg_featured_image_url":null,"rttpg_author":{"display_name":"FibraInternacional","author_link":"https:\/\/fibrainternacional.org\/?author=1"},"rttpg_comment":1,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/?cat=6\" rel=\"category\">Artigos<\/a> <a href=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/?cat=9\" rel=\"category\">opiniao<\/a> <a href=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/?cat=10\" rel=\"category\">Reportagens<\/a>","rttpg_excerpt":"Sindemia, Fascista, Genoc\u00eddio, Branquitude e Homem Feminista. 5 Conceitos para come\u00e7ar o ano (pelo menos) pensando.","gt_translate_keys":[{"key":"link","format":"url"}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fibrainternacional.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1538","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fibrainternacional.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fibrainternacional.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fibrainternacional.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fibrainternacional.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1538"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fibrainternacional.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1538\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fibrainternacional.org\/index.php?rest_route=\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fibrainternacional.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1538"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fibrainternacional.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1538"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fibrainternacional.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1538"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}