{"id":2606,"date":"2021-04-11T06:19:47","date_gmt":"2021-04-11T09:19:47","guid":{"rendered":"https:\/\/fibrabrasil.wordpress.com\/?p=2606"},"modified":"2021-04-11T06:19:47","modified_gmt":"2021-04-11T09:19:47","slug":"suely-torres-e-otima-sua-cria-o-museu-da-migracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fibrainternacional.org\/?p=2606","title":{"rendered":"Suely Torres \u00e9 \u00f3tima. Sua cria, o Museu da Migra\u00e7\u00e3o.","gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"text"}]},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/fibrabrasil.files.wordpress.com\/2021\/04\/screenshot-2021-04-11-at-11.09.54-1.png?w=1024\" alt=\"\" class=\"wp-image-2609\" width=\"329\" height=\"327\" \/><figcaption>Entrevista concedida  ao Instagram da FIBRA<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Autor: Fl\u00e1vio Carvalho, soci\u00f3logo e escritor.<br>(@1fl\u00e1viocarvalho)<br>Barcelona, 10 de abril de 2021. Para a Fibra.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO trem que chega \u00e9 o mesmo trem da partida\u201d (Nascimento, Brant).<\/p>\n\n\n\n<p>Brasileira, pioneira, em Berlim.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos ao \u201cseu\u201d Museu?<\/p>\n\n\n\n<p>Danada, ela insiste em algumas coisas que qualquer um de n\u00f3s poderia discordar, se n\u00e3o a conhec\u00eassemos melhor por meio dessa conversa, solta e descontra\u00edda, para a Fibra.<\/p>\n\n\n\n<p>Assista aqui: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/tv\/CNf2l5sKc57\/?igshid=xwtqe9omw78\">https:\/\/www.instagram.com\/tv\/CNf2l5sKc57\/?igshid=xwtqe9omw78<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\"><strong>A<\/strong> que coisas eu me refiro?<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro deixem-me mencionar um bel\u00edssimo filme chamado Ondina, onde uma educadora do Museu de Maquetes (miniaturas) de Berlim nos faz uma visita guiada cinematogr\u00e1fica. Em determinado momento, ao assistir esse filme, senti-me (eu mesmo) como a cidade, capital da Alemanha: ao longo da hist\u00f3ria, aquele museu tratava principalmente do que eu, a cidade, queria ser&#8230; N\u00e3o do que eu j\u00e1 era, o visitante, mais do que eu queria ser. Importante.<\/p>\n\n\n\n<p>Pois voltemos \u00e0 muse\u00f3loga, Suely. Este t\u00edtulo, de muse\u00f3loga, o concedo eu, do alto da minha falsa prepot\u00eancia. Ela, Suely, insiste na humildade e em tirar-se o protagonismo do projeto que (ela sabe!) tem a gra\u00e7a da sua persist\u00eancia como mulher, migrante, ativista cultural, cultivadora de imagens&#8230; Afinal, nos convence. Logo, porque ela estudou curadoria art\u00edstica para aprender a dar o \u201crecorte\u201d que um bom projeto merece \u2013 e pra fugir do \u201clugar comum\u201d. O Museu da Migra\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe somente pra contar hist\u00f3rias de vida, como um dos museus mais importantes do mundo, o National Immigration Museum, em Nova Iorque. O seu projeto \u00e9 muito mais, propondo menos. Uma exitosa decis\u00e3o metodol\u00f3gica, a meu ver.<\/p>\n\n\n\n<p>O curioso \u00e9 que a pr\u00f3pria hist\u00f3ria de vida dessa pernambucana j\u00e1 daria um bom livro.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 disso que se trata, por enquanto.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa entrevista, compreendemos e nos identificamos com o eliminar algumas letras iniciais: o I de Imigrante, o E de Emigrante e outras tantas categorias bin\u00e1rias, como bem diz Suely.<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho absoluta certeza que um migrante (como eu, como ela), se identificar\u00e1 plenamente com a narrativa que nos prop\u00f5e.<\/p>\n\n\n\n<p>Conhecer o DMM &#8211; Deutsches Migrations Museum, de forma virtual, como se prop\u00f5e, n\u00e3o \u00e9 nada mais que re-significar a pr\u00f3pria concep\u00e7\u00e3o de Museu, \u201caquele lugar de guardar velharias\u201d (perdoem a necess\u00e1ria men\u00e7\u00e3o \u00e0 imbecilidade).<\/p>\n\n\n\n<p>Quando pensava que j\u00e1 tinha tudo, naquela ideia que a perseguia, Suely embarcou mais ainda atr\u00e1s do sonho: estudou antropologia, al\u00e9m da curadoria de arte; integrou-se, como podia, ao (excelente!) Museu da Pessoa, em S\u00e3o Paulo; rebuscou arquivos de (i)migrantes na Alemanha e de (e)migrantes alem\u00e3es pelo mundo; comprou briga, enfim. E ganhou. Ali\u00e1s, ganhamos n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta do Museu da Migra\u00e7\u00e3o \u00e9 alteridade: que o outro se pergunte ao (des)conhecer o interlocutor, ao migrante, sempre \u201cmais por dentro\u201d do que a gente pensa. Mais dentro de n\u00f3s do que imaginamos. Afinal, o que \u00e9 isso mesmo: migrar?!<\/p>\n\n\n\n<p>Conheci Suely no Encontro da Fibra, em Berlim, em 2019, deliciando-me com sua exposi\u00e7\u00e3o de fotos na Funda\u00e7\u00e3o Rosa Luxemburgo. Depois soubemos que viemos, eu e ela, de t\u00e3o perto, em Olinda, Pernambuco, que n\u00e3o descartamos tratar-se de um reencontro. Quem sabe?<\/p>\n\n\n\n<p>E acabo este texto como a conversa que os convido a assistir na \u00edntegra. At\u00e9 porque esses v\u00eddeos gravados no Instagram da Fibra duram pouco, mas s\u00e3o intensos em conte\u00fado e formato.<\/p>\n\n\n\n<p>Saudades imensas de um Minist\u00e9rio de Cultura, do Brasil, que abriu um in\u00e9dito edital, anos atr\u00e1s, para projetos de museus de brasileiros no exterior, apoiando-nos. Chamavam-se Pontos de Mem\u00f3ria. Apresentei e ganhei o segundo pr\u00eamio com um projeto semelhante ao de Suely. Mas gosto muito de reconhecer que este, \u201co seu\u201d, \u00e9 imensamente melhor. O Ministro era Gilberto Gil. O nome do Presidente era Lula. Eram outros tempos. Evidentemente.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.deutschesimigrationsmuseum.de\">www.deutschesmigrationsmuseum.de<\/a>. N\u00e3o deixe de entrar na website do Museu.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.suelytorres.com\">www.suelytorres.com<\/a> e tamb\u00e9m nesta website, de Suely. Mas que ela n\u00e3o saiba que eu tamb\u00e9m recomendei a sua p\u00e1gina pessoal, como excelente fot\u00f3grafa que \u00e9. Como eu j\u00e1 disse, ela insiste que o protagonismo \u00e9 do Museu. A pernambucana \u00e9 humilde, mas \u00e9 valente. Ainda bem. Sen\u00e3o n\u00e3o haveria (n\u00e3o haver\u00edamos) chegado at\u00e9 aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>Viva o sonho de Suely!<\/p>\n","protected":false,"gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"html"}]},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor: Fl\u00e1vio Carvalho, soci\u00f3logo e escritor.(@1fl\u00e1viocarvalho)Barcelona, 10 de abril de 2021. 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