{"id":3276,"date":"2021-06-07T18:51:51","date_gmt":"2021-06-07T21:51:51","guid":{"rendered":"https:\/\/fibrabrasil.wordpress.com\/?p=3276"},"modified":"2021-06-07T18:51:51","modified_gmt":"2021-06-07T21:51:51","slug":"a-educacao-e-a-cultura-nao-salvarao-o-brasil-vai-doer-mas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fibrainternacional.org\/?p=3276","title":{"rendered":"A educa\u00e7\u00e3o e a cultura n\u00e3o salvar\u00e3o o Brasil. Vai doer, mas&#8230;","gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"text"}]},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>@1flaviocarvalho. @quixotemacunaima. Soci\u00f3logo e Escritor.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/fibrabrasil.files.wordpress.com\/2021\/06\/screenshot-2021-06-07-at-23.46.43-1.png?w=1024\" alt=\"\" class=\"wp-image-3282\" width=\"310\" height=\"309\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Escrito pelo anivers\u00e1rio de um ano da morte de George Floyd, quando o Governador do Estado norte-americano, dizia que A \u00daNICA solu\u00e7\u00e3o era essa: cultura e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPrivil\u00e9gio n\u00e3o \u00e9 a presen\u00e7a de vantagens e benef\u00edcios. \u00c9 a aus\u00eancia de obst\u00e1culos e barreiras. Isso \u00e9 muito mais dif\u00edcil de perceber. Se voc\u00ea tiver dificuldade em reconhecer seus privil\u00e9gios, concentre-se no que voc\u00ea n\u00e3o precisa passar e deixe que isso te alimente de empatia\u201d. Marie Beecham.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 verdade que a solu\u00e7\u00e3o dos nossos principais problemas como o racismo e o machismo passa, necessariamente, pela educa\u00e7\u00e3o. A educa\u00e7\u00e3o requer paci\u00eancia pedag\u00f3gica. Pro racismo, acabou-se a paci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o devemos atrever-nos a pedir paci\u00eancia a quem est\u00e1 morrendo, de fome, ou de bala (da pol\u00edcia); ou qualquer mulher assassinada pelo pr\u00f3prio ex-companheiro. O discurso da educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um discurso f\u00e1cil de encarregar a professoras \u2013 elas sempre foram maioria em rela\u00e7\u00e3o a Eles, e nunca as incorporamos numa linguagem inclusiva e verdadeiramente transformadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Passamos muito tempo atribuindo a elas, \u00e0s educadoras, aquilo que n\u00e3o praticamos n\u00f3s mesmos. Isso tem nome: chama-se hipocrisia &#8211; palavra amarga, que machuca. Incoerente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 bonito esse discurso, porque educa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma palavra linda. Mas as pessoas que passaram toda a vida encarregando a solu\u00e7\u00e3o dos nossos problemas sociais \u00e0 educa\u00e7\u00e3o sabem que a escola hoje \u00e9 regida pela \u00f3tica do capitalismo: n\u00e3o para formar cidad\u00e3os, e sim para formar m\u00e3o-de-obra para o mercado de trabalho. \u00c9 s\u00e1bio esperar da escola o tanto e o somente que a escola pode nos dar, sem ilus\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Afinal, n\u00e3o se trata de um mero \u201cdesencargo de consci\u00eancia\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 claro que h\u00e1 exce\u00e7\u00f5es, e que sempre as apoiaremos. Mas exce\u00e7\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o. E, em geral, a maioria dos estudantes, quando perguntados na escola se querem ir \u00e0 escola (ou no que mais gostam da escola), j\u00e1 te responder\u00e1 com um rotundo n\u00e3o. E com imensa desilus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 hora de sair por a\u00ed buscando culpados, entre n\u00f3s mesmos. N\u00e3o h\u00e1 tempo a perder quando j\u00e1 sabemos onde est\u00e1 o problema. Criamos v\u00e1rios artif\u00edcios para n\u00e3o falar do que nos incomoda. Como se n\u00e3o falar fosse c\u00f4modo. N\u00e3o falar \u00e9 engolir. N\u00e3o desaparece. Transforma-se, como um monstro; como toda essa merda, dentro da gente. Cresce e explode.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f4modo pra quem, cara-p\u00e1lida?! O n\u00e3o falar beneficia sempre ao menos incomodado. Porque pra cada muito incomodado (um assassinado \u00e9 o \u00e1pice do incomodado) h\u00e1 um menos incomodado. N\u00e3o \u00e9 jogo de soma zero. Pra cada um que perde, h\u00e1 quem ganha. E o pior de tudo \u00e9 que s\u00e3o sempre os mesmos. Mas h\u00e1 ganhos sutis, entre n\u00f3s mesmos, tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a solu\u00e7\u00e3o para o machismo e para o racismo n\u00e3o passa necessariamente pelo desencargo de consci\u00eancia de exigir da escola p\u00fablica (e nem te falo da privada, a aberra\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u201cnormalizada\u201d), o que ela, a escola, n\u00e3o seria capaz. Que por mais que a gente queira, j\u00e1 sabemos que \u2013 sozinha, principalmente \u2013 ela, a escola, n\u00e3o ser\u00e1 capaz de resolver.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 a cultura que nos salvar\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>A cultura, no marco em que estamos (sem mais hipocrisias, por favor), dentro da sociedade capitalista e individualista, tamb\u00e9m alivia consci\u00eancias. Porque se compra. Por quem se pode permitir: comprar cultura. N\u00e3o s\u00f3 os milion\u00e1rios. Porque todos compramos cultura, cada dia.<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 leg\u00edtimo vender cultura quando se necessita dela para comer. O que n\u00e3o \u00e9 leg\u00edtimo \u00e9 tranquilizar tua pr\u00f3pria consci\u00eancia, enganando-te a ti mesmo, comprando \u201ca cultura\u201d que te conv\u00e9m. Mas, afinal, qual o conceito de cultura, para voc\u00ea?<\/p>\n\n\n\n<p>Cultura tanto pode ser festa quanto arte. E pode ser muito mais.<\/p>\n\n\n\n<p>A festa \u00e9 ef\u00eamera, embora sempre a defenderemos \u2013 pelo seu car\u00e1ter emancipador. A festa \u00e9 libert\u00e1ria por natureza: libera nossos sentimentos e emo\u00e7\u00f5es. Mas o mesmo que liberta, entorpece, aliena e pode ser conservador, afinal. E aqui estaremos falando todo o tempo da pior mentira: a que \u00e9 capaz de contar-se para si mesmo. Faltam espelhos na tua casa?<\/p>\n\n\n\n<p>A arte \u00e9 diferente, embora quando combinada com a festa pode ser maravilhosa. A arte (como a tecnologia) est\u00e1 repleta de important\u00edssimas possibilidades. N\u00e3o \u00e9 boa ou m\u00e1 em si, pois h\u00e1 que contextualizar-se. E isso depende de cada um. Redes sociais, por exemplo, n\u00e3o s\u00e3o boas ou m\u00e1s em sim. O que voc\u00ea faz ou deixa de fazer com elas, pode ser, sim: pro bem ou pro mal.<\/p>\n\n\n\n<p>Milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, os fil\u00f3sofos estoicos j\u00e1 diziam: n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante o que acontece (que sim, o \u00e9!), mas ser\u00e1 sempre mais importante o sentimento que nos produz cada coisa que acontece. Porque nos abre a possibilidade de agir, interpretando, ou melhor: sentindo-nos.<\/p>\n\n\n\n<p>O discurso de apreciar um artista e apostar na cultura como redentora tamb\u00e9m \u00e9 lindo e \u00e9 sedutor. Mas n\u00e3o \u00e9 suficiente. E, sem d\u00favida, anestesia. \u00c9 recomend\u00e1vel. Mas n\u00e3o \u00e9 tudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Poderia ser realmente libertador, se estiv\u00e9ssemos em outro est\u00e1gio de consci\u00eancia mundial. Mas a situa\u00e7\u00e3o \u201cl\u00e1 fora\u201d \u00e9 de desespero mesmo. A estat\u00edstica fala por si e eu poderia buscar mil dados para justificar a necessidade de urg\u00eancia mundial. Mas n\u00e3o preciso, pois n\u00e3o \u00e9 disso que estou falando. Cura melhor o rem\u00e9dio que mais arde, j\u00e1 dizia a minha av\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro discurso falido \u00e9 o que prega a conc\u00f3rdia, outra palavra linda. Defender a paz, no meio do campo de batalha, pode at\u00e9 ser lindo e necess\u00e1rio (e o \u00e9, sim) \u2013 mas, infelizmente, tamb\u00e9m mata. Principalmente quando h\u00e1 um desarmado e outro que est\u00e1 prestes a te matar. E que, efetivamente, te mata \u2013 ali\u00e1s&#8230; De onde voc\u00ea prega a sua, a tal da paz? Vais pedir paci\u00eancia a quantos Georges Floyds, enquanto eles gritam que j\u00e1 n\u00e3o podem respirar?<\/p>\n\n\n\n<p>Onze minutos \u00e9 o tempo estat\u00edstico de viol\u00eancia sexual contra as mulheres no Brasil. Vinte e tr\u00eas anos \u00e9 a estimativa de vida de milh\u00f5es de jovens pretos brasileiros. Qual \u00e9 o pa\u00eds recordista de mortes homof\u00f3bicas? Qual a esperan\u00e7a de vida de uma Transexual brasileira?<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea vai ter coragem de pedir a elas pra esperar mais o qu\u00ea, cara-p\u00e1lida?<\/p>\n\n\n\n<p>O seu privil\u00e9gio j\u00e1 n\u00e3o se trata daquilo que te beneficia, naquela desgra\u00e7ada escala de valores: homem, branco, bin\u00e1rio&#8230; O seu privil\u00e9gio \u00e9 mais impercept\u00edvel naquilo que cria dificuldades para os outros que n\u00e3o o tem. \u00c9 t\u00e3o complexo e ao mesmo tempo f\u00e1cil de ser entendido quando voc\u00ea n\u00e3o olha para o outro (o que j\u00e1 deveria ter feito, mas n\u00e3o fez \u2013 e agora \u00e9 tarde), mas basta olhar-se no espelho para perceb\u00ea-lo. N\u00e3o se trata meramente de individualizar solu\u00e7\u00f5es de t\u00e3o imensos problemas. Por\u00e9m, saltar para o caminho da transforma\u00e7\u00e3o coletiva, sem investir no que temos mais perto, tu mesmo, o mais perto entre os mais pertos, e o companheiro, aqui ao lado, pode n\u00e3o apenas ser perda de tempo, e sim um desperd\u00edcio de oportunidade. E se o errinho estrat\u00e9gico tivesse sido esse durante todo esse tempo?<\/p>\n\n\n\n<p>Aten\u00e7\u00e3o, pois este n\u00e3o \u00e9 um debate novo. Eu s\u00f3 estou propondo \u201crevisit\u00e1-lo\u201d, \u00e0 luz do dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Sim, havia outro caminho. E o debatemos, in\u00fameras vezes, entre n\u00f3s mesmos \u2013 dentro \u201cda esquerda\u201d. \u00c9 claro que Marx j\u00e1 disso n\u00e3o teria mais culpa. E ainda h\u00e1 que agradecer-lhe.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas urge aquele caminho outro, novo, agora mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>O nunca antes provado. O duro caminho do reconhecimento. O dos passos b\u00e1sicos: reconhecer, assumir, mudar&#8230; Nem \u00e9 primeiro mudar a si para s\u00f3 depois mudar o mundo; e sim, uma compreens\u00e3o mais ampla de que \u201cse transformando\u201d o mundo \u2013 inexoravelmente, e ao qual estamos todos relacionados \u2013 vai mudando, tudo junto. De forma indissoci\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o deixarei de insistir em lutar contra fascista. Mas n\u00e3o \u00e9 incompat\u00edvel de lutar comigo mesmo. E com meus companheiros, dentro da minha pr\u00f3pria bolha. E se n\u00e3o for somente o caminho de querer ampliar a tal da nossa bolha? E se for tamb\u00e9m para torn\u00e1-la, aqui dentro mesmo, melhor e mais atrativa, possibilitando-a seduzir quem, l\u00e1 de fora, mereceria entrar.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular\"><div class=\"tiled-gallery__gallery\"><div class=\"tiled-gallery__row\"><div class=\"tiled-gallery__col\" style=\"flex-basis:52.16919%;\"><figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" data-height=\"2000\" data-id=\"3284\" data-link=\"https:\/\/fibrabrasil.wordpress.com\/0_barc1\/\" data-url=\"https:\/\/fibrabrasil.files.wordpress.com\/2021\/06\/0_barc1.jpeg\" data-width=\"1500\" src=\"https:\/\/fibrabrasil.files.wordpress.com\/2021\/06\/0_barc1.jpeg\" data-amp-layout=\"responsive\" \/><\/figure><\/div><div class=\"tiled-gallery__col\" style=\"flex-basis:47.83081%;\"><figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" data-height=\"1500\" data-id=\"3286\" data-link=\"https:\/\/fibrabrasil.wordpress.com\/0_barc3\/\" data-url=\"https:\/\/fibrabrasil.files.wordpress.com\/2021\/06\/0_barc3.jpeg\" data-width=\"2000\" src=\"https:\/\/fibrabrasil.files.wordpress.com\/2021\/06\/0_barc3.jpeg\" data-amp-layout=\"responsive\" \/><\/figure><figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" data-height=\"1421\" data-id=\"3285\" data-link=\"https:\/\/fibrabrasil.wordpress.com\/0_barc2\/\" data-url=\"https:\/\/fibrabrasil.files.wordpress.com\/2021\/06\/0_barc2.jpeg\" data-width=\"2048\" src=\"https:\/\/fibrabrasil.files.wordpress.com\/2021\/06\/0_barc2.jpeg\" data-amp-layout=\"responsive\" \/><\/figure><\/div><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p>(Imagens por Fl\u00e1vio Carvalho. Barcelona, 2021)<\/p>\n\n\n\n<p>Porque n\u00e3o sou ing\u00eanuo. H\u00e1 gente no mundo que n\u00e3o merece minha menor perda de tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se trata de deixar de enfocar a concentra\u00e7\u00e3o de riquezas do 1% mais rico (algo que, sim, seguiremos fazendo); e da\u00ed vir\u00e1 a nossa for\u00e7a, em um novo est\u00e1gio. Sim, vir\u00e1! N\u00e3o se trata do repartimento das nossas mis\u00e9rias. Isso n\u00e3o! Mas \u00e9 o reconhecimento de que, mesmo na mis\u00e9ria, h\u00e1 quem perde mais que o outro. Reconhecer o que (eis o caminho diferente para chegar ao mesmo) nos far\u00e1 recuperar o tempo perdido. Recuperar daquele que mais acumulou, sim senhor. Mas TAMB\u00c9M recuperarmos de e entre n\u00f3s mesmos. Recuperar quando realmente percebermos o que \u00e9, de fato, riqueza.<\/p>\n\n\n\n<p>Lamento, mas j\u00e1 n\u00e3o temos tempo a perder. \u201cS\u00f3 o Mundo n\u00e3o percebeu\u201d, diria Publius.<\/p>\n\n\n\n<p>Fl\u00e1vio Carvalho. Barcelona, 25 de maio; 5 de junho de 2021. Primavera na Catalunha.<\/p>\n\n\n\n<p>Conto (contamos) contigo. Vamos?<\/p>\n","protected":false,"gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"html"}]},"excerpt":{"rendered":"<p>@1flaviocarvalho. @quixotemacunaima. Soci\u00f3logo e Escritor. 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