{"id":7195,"date":"2021-10-25T11:26:20","date_gmt":"2021-10-25T09:26:20","guid":{"rendered":"http:\/\/fibrainternacional.org\/?p=7195"},"modified":"2021-12-09T21:07:55","modified_gmt":"2021-12-09T20:07:55","slug":"poesia-antifa-a-luta-e-verbo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fibrainternacional.org\/?p=7195","title":{"rendered":"Poesia antifa, a luta \u00e9 verbo.","gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"text"}]},"content":{"rendered":"\n<p><em>\u201cSalvo raras exce\u00e7\u00f5es, os poemas inspirados pela Resist\u00eancia, n\u00e3o s\u00e3o grandes poemas<\/em>\u201d, escreveu o ensa\u00edsta Georges Jean.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-thumbnail is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Screenshot-2021-10-15-at-09.41.49-150x150.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7116\" width=\"238\" height=\"238\" srcset=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Screenshot-2021-10-15-at-09.41.49-150x150.png 150w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Screenshot-2021-10-15-at-09.41.49-300x300.png 300w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Screenshot-2021-10-15-at-09.41.49-100x100.png 100w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Screenshot-2021-10-15-at-09.41.49-600x600.png 600w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Screenshot-2021-10-15-at-09.41.49-1024x1024.png 1024w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Screenshot-2021-10-15-at-09.41.49-768x768.png 768w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Screenshot-2021-10-15-at-09.41.49-1536x1536.png 1536w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Screenshot-2021-10-15-at-09.41.49-1170x1170.png 1170w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/Screenshot-2021-10-15-at-09.41.49.png 1596w\" sizes=\"(max-width: 238px) 100vw, 238px\" \/><figcaption>Foto: In\u00eaz Olud\u00e9<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Segundo ele, os poetas com preocupa\u00e7\u00f5es sociais perdem a qualidade, s\u00e3o rasos, e na sua deprecia\u00e7\u00e3o, sugere que o poeta n\u00e3o \u00e9 um ser pensante, e que seria influenci\u00e1vel, logo, sem esp\u00edrito cr\u00edtico, reflex\u00e3o, ou seja, sem autonomia. Fiz uma busca na Internet, para relembrar que desde Plat\u00e3o, os poetas s\u00e3o estigmatizados, malditos, criticados, Acusados de viver no mundo da lua.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c0<\/strong> diferen\u00e7a da can\u00e7\u00e3o de protesto, do teatro <strong>e<\/strong> dos cantos revolucion\u00e1rios, a poesia dita engajada, de cunho pol\u00edtico ou social, foi mal avaliada pelos literatos acad\u00eamicos e cr\u00edticos da literatura. Segundo eles, seria um g\u00eanero circunstancial, poesia passageira, simplista e sem est\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Seria interessante saber se estes cr\u00edticos leram os poetas que criticam ou se repetem &nbsp;<em>ad nauseam<\/em> as falas de outros a fim de criar controv\u00e9rsias, ou pior, manter os poetas numa esp\u00e9cie de aura por tr\u00e1s das nuvens de narcose, fora da realidade, como se fossem diferentes dos comuns dos mortais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os poetas s\u00e3o iguais a qualquer pessoa, o que os caracteriza \u00e9 o uso da linguagem, eles t\u00eam as mesmas preocupa\u00e7\u00f5es, os mesmos traumas, as mesmas feridas hist\u00f3ricas, o mesmo papel no mundo e o mesmo destino final.<\/p>\n\n\n\n<p>Poeta n\u00e3o \u00e9 santo, nem deus, nem anjo, nem dem\u00f4nio, mas pode ser tudo isso. Empatia, antipatia, crueldade, bondade s\u00e3o dados a todos os seres. Ningu\u00e9m escapa da condi\u00e7\u00e3o humana, os poetas s\u00e3o humanos, logo n\u00e3o escapam da reflex\u00e3o &nbsp;do tempo presente. Os poetas engajados, est\u00e3o atentos ao que acontece ao redor deles. Os poetas em tempos de opress\u00e3o s\u00e3o testemunhas vivas, e enquanto as democracias recusarem ou n\u00e3o tiverem centros que abriguem os arquivos da mem\u00f3ria do mundo, ser\u00e3o as caixas pretas, desmontando as narrativas negacionistas e os revisionistas.<\/p>\n\n\n\n<p>As pessoas adoram criar mitos, passam da admira\u00e7\u00e3o ao \u00f3dio e se decepcionam quando descobrem que os poetas s\u00e3o iguais a elas. Os poetas n\u00e3o precisam ser inventados. Trabalho, disciplina, concentra\u00e7\u00e3o, interesse pelo mundo que os rodeiam, curiosidade pelas coisas da vida, prestar aten\u00e7\u00e3o nas pessoas, conviver com as desgra\u00e7as do mundo, ter empatia. O trabalho do artista engajado, \u00e9 canibalizar as viv\u00eancias e experi\u00eancias, transformar em poesia, expressar nelas suas alegrias e tristezas. Sonhar, apesar de tudo, \u00e9 o que faz de qualquer poeta, o que ele \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Victor Hugo, afirmava que \u201co poema e o poeta t\u00eam potencial para transformar o homem e a sociedade, ao contr\u00e1rio de uma concep\u00e7\u00e3o puramente sentimental do g\u00eanero po\u00e9tico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As obras de centenas de grandes autores, da literatura universal, que tiveram alguma preocupa\u00e7\u00e3o com o social, s\u00e3o exemplares e numerosas, Maxime Gorki, Dostoiesksky, Victor Hugo, Maiakovsky, Garcia Lorca, Primo Levi, entre muitos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Em todos os movimentos ao redor do mundo, a poesia social, sempre esteve presente, e quem ousaria dizer que a <em>Rosa do povo<\/em> de Drummond, <em>Morte e Vida Severina, o Navio Negreiro<\/em>, de Castro Alves, o Romanceiro da Inconfid\u00eancia, de Cecilia Meirelles, <em>Poemas de abril,<\/em> de Sid\u00f4nio Muralha, a <em>M<\/em>\u00e3<em>e Coragem,<\/em> de Bertolt Brecht, que s\u00e3o poemas \u201cmenores\u201d ou que eles sejam poetas med\u00edocres? Pesquisem e constatem o que digo.<\/p>\n\n\n\n<p>A circunvolu\u00e7\u00e3o po\u00e9tica<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta coluna, tratarei de publicar uma vez por m\u00eas, a voz dos poetas brasileiros e de outras paragens, de ontem e de hoje, que usaram ou usam poesia como arma de resist\u00eancia e luta. Principalmente os poetas das ideias progressistas e revolucion\u00e1rias: comunistas, anarquistas, socialistas, guerrilheiros, ou seja, os poetas de esquerda. Homens e mulheres da foice e do martelo, mas n\u00e3o s\u00f3, tamb\u00e9m os revoltados, antifascistas, marginais, perif\u00e9ricos, exclu\u00eddos, anticapitalistas, engajados ou n\u00e3o. Enfim, o Humanistas que de uma forma ou de outra, mudaram ou tentaram mudar o mundo e me inspiram. Em tempos de obscurantismo, de medos e covardias, o nazi-fascismo batendo \u00e0s nossas portas, \u00e9 dever de todos de combater as tiranias.<\/p>\n\n\n\n<p>Com todas as armas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Pequenos deuses caseiros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sid\u00f4nio Muralha<\/strong> (Portugal 1920 \u2013 Brasil 1982)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Pequenos deuses caseiros<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">que brincais aos temporais,<br>passam-se os dias, as semanas,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">&nbsp;os meses e os anos<br>e v\u00f3s jogais, jogais<br>o jogo dos tiranos.<br><br>Pequenos deuses caseiros,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">&nbsp;cantai cantigas macias,<br>tomai vossa morfina,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">perdulai vossos dinheiros,<br>derramai a vossa raiva,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">gozai vossas tiranias,<br>pequenos deuses caseiros.<br><br>Erguei vossos castelos,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">elegei vossos senhores,<br>espancai vossos criados,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">violai vossas criadas,<br>e bebei, o vinho dos traidores<br>servido em ta\u00e7as roubadas.<br><br>Dormi em colch\u00f5es de penas,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">&nbsp;dan\u00e7ai dias inteiros,<br>comprai os que se vendem,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">e alteai vossas janelas,<br>e trancai vossas portas,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">pequenos deuses caseiros,<br>e refor\u00e7ai, refor\u00e7ai as sentinelas.<br><br>Que \u00e9 sempre um dia a menos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">este dia que passa,<br>e cada dia a mais<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">aumenta o pre\u00e7o da trai\u00e7\u00e3o,<br>e cada dia a mais aumenta<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">&nbsp;o pre\u00e7o da desgra\u00e7a,<br>e a nossa moeda<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">n\u00e3o \u00e9 piedade nem perd\u00e3o<br>porque foi temperada<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">com todas as l\u00e1grimas da ra\u00e7a.<br>N\u00e3o,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">pequenos deuses caseiros, n\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>EPIT\u00c1FIO PARA O S\u00c9CULO XX<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<strong>AFFONSO ROMANO SANT\u2019ANNA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Aqui jaz um s\u00e9culo<br>onde houve<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">duas ou tr\u00eas guerras<br>mundiais e milhares<br>de outras pequenas<br>e igualmente bestiais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Aqui jaz um s\u00e9culo<br>onde se acreditou<br>que estar \u00e0 esquerda<br>ou \u00e0 direita<br>eram quest\u00f5es centrais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Aqui jaz um s\u00e9culo<br>que quase se esvaiu<br>na nuvem at\u00f4mica.<br>Salvaram-no o acaso<br>e os pacifistas<br>com sua homeop\u00e1tica<br>atitude<br>-nux v\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Aqui jaz o s\u00e9culo<br>que um muro dividiu.<br>Um s\u00e9culo de concreto<br>armado, canceroso,<br>drogado,empestado,<br>que enfim sobreviveu<br>\u00e0s bact\u00e9rias que pariu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Aqui jaz um s\u00e9culo<br>que se abismou<br>com as estrelas<br>nas telas<br>e que o suic\u00eddio<br>de supernovas<br>contemplou.<br>Um s\u00e9culo filmado<br>que o vento levou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Aqui jaz um s\u00e9culo<br>semi\u00f3tico e desp\u00f3tico,<br>que se pensou dial\u00e9tico<br>e foi pat\u00e9tico e aid\u00e9tico.<br>Um s\u00e9culo que decretou<br>a morte de Deus,<br>a morte da hist\u00f3ria,<br>a morte do homem,<br>em que se pisou na Lua<br>e se morreu de fome.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Aqui jaz um s\u00e9culo<br>que opondo classe a classe<br>quase se desclassificou.<br>S\u00e9culo cheio de an\u00e1temas<br>e antenas,sib\u00e9rias e gestapos<br>e ideol\u00f3gicas safenas;<br>s\u00e9culo tecnicolor<br>que tudo transplantou<br>e o branco, do negro,<br>a custo aproximou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Aqui jaz um s\u00e9culo<br>que se deitou no div\u00e3.<br>S\u00e9culo narciso &amp; esquizo,<br>que n\u00e3o p\u00f4de computar<br>seus neologismos.<br>S\u00e9culo vanguardista,<br>marxista, guerrilheiro,<br>terrorista, freudiano,<br>proustiano, joyciano,<br>borges-kafkiano.<br>S\u00e9culo de utopias e hippies<br>que caberiam num chip.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Aqui jaz um s\u00e9culo<br>que se chamou moderno<br>e olhando presun\u00e7oso<br>o passado e o futuro<br>julgou-se eterno;<br>s\u00e9culo que de si<br>fez tanto alarde<br>e, no entanto,<br>-j\u00e1 vai tarde.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Manoel Bandeira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Vi ontem um bicho<br>Na imund\u00edcie do p\u00e1tio<br>Catando comida<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">entre os detritos.<br><br>Quando achava alguma coisa,<br>N\u00e3o examinava nem cheirava:<br>Engolia com voracidade.<br><br>O bicho n\u00e3o era um c\u00e3o,<br>N\u00e3o era um gato,<br>N\u00e3o era um rato.<br><br>O bicho, meu Deus,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">era um homem.<br><br><\/p>\n\n\n\n<p>In\u00eaz Olud\u00e9 da Silva, artista pl\u00e1stica, poeta antifa<\/p>\n\n\n\n<p>Bruxelas, 29\/10\/2021<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"mailto:inezolude@gmail.com\">inezolude@gmail.com<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><strong>Nota<\/strong>: Os textos, cita\u00e7\u00f5es, e opini\u00f5es s\u00e3o fornecidos como tal pela autora, sendo por tanto de sua exclusiva responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false,"gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"html"}]},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSalvo raras exce\u00e7\u00f5es, os poemas inspirados pela Resist\u00eancia, n\u00e3o s\u00e3o grandes poemas\u201d, escreveu o ensa\u00edsta Georges Jean. 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