{"id":7546,"date":"2021-11-30T17:28:05","date_gmt":"2021-11-30T16:28:05","guid":{"rendered":"http:\/\/fibrainternacional.org\/?p=7546"},"modified":"2021-12-09T20:49:39","modified_gmt":"2021-12-09T19:49:39","slug":"nao-existe-totalitarismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fibrainternacional.org\/?p=7546","title":{"rendered":"N\u00e3o existe totalitarismo","gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"text"}]},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.02.45-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7548\" width=\"292\" height=\"292\" srcset=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.02.45-1024x1024.png 1024w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.02.45-300x300.png 300w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.02.45-100x100.png 100w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.02.45-600x599.png 600w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.02.45-150x150.png 150w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.02.45-768x767.png 768w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.02.45-1536x1534.png 1536w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.02.45-1170x1169.png 1170w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.02.45.png 1594w\" sizes=\"(max-width: 292px) 100vw, 292px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">&#8220;<strong><strong>Museu de Aljube de resist\u00eancia e liberdade, h\u00e1 sempre algu\u00e9m que resiste, h\u00e1 sempre algu\u00e9m que diz n\u00e3o<\/strong><\/strong>.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Por In\u00eaz Olud\u00e9 da Silva, para o site da Fibra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap wp-block-paragraph\">O nazismo e o fascismo n\u00e3o d<strong>eram<\/strong> certo em lugar nenhum. O totalitarismo n\u00e3o se concretiza tampouco, h\u00e1 sempre algu\u00e9m que resiste, h\u00e1 sempre algu\u00e9m que diz n\u00e3o, como diz o poeta de Manoel Alegre. A ditadura de Hitler que foi pensada para durar mil anos, fez estragos terr\u00edveis, deixou 85 milh\u00f5es de mortos, felizmente s\u00f3 durou doze anos, a de Mussolini, durou dezenove anos. Eles acabaram como mereceram: um deu um tiro na cabe\u00e7a, o outro foi pendurado de cabe\u00e7a pra baixo pelos partigiani. Os ditadores se aliaram para dominar o mundo, mas os sonhos foram pro ralo. &nbsp;As ditaduras mais longevas foram as de Salazar, 48 anos, e Franco, 36 anos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.53.42-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7550\" width=\"224\" height=\"224\" srcset=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.53.42-1024x1024.png 1024w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.53.42-300x300.png 300w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.53.42-100x100.png 100w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.53.42-600x600.png 600w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.53.42-150x150.png 150w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.53.42-768x768.png 768w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.53.42-1536x1536.png 1536w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.53.42-1170x1170.png 1170w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.53.42.png 1596w\" sizes=\"(max-width: 224px) 100vw, 224px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este m\u00eas de novembro, estive em Portugal numa viagem para o lan\u00e7amento do meu livro, <em>Os poemas que o diabo amassou<\/em>, que tem algo de trajet\u00f3ria de vida, de perseguida pol\u00edtica, de exilada, de presa na Argentina. Me programei desta vez,&nbsp; foquei na visita dos museus de Lisboa que ainda n\u00e3o havia visitado em viagens anteriores, entre eles, o estarrecedor <a href=\"https:\/\/www.museudoaljube.pt\/en\/expo\/women-and-resistance-new-portuguese-letters-and-other-struggles\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Museu de Aljube<\/a>. Neste momento pude visitar a exposi\u00e7\u00e3o permanente e a exposi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria que \u201cMulheres e resist\u00eancia &#8211; novas cartas portuguesas e outras lutas\u201d, que me impactou profundamente e me fez pensar que n\u00e3o pode ser coincid\u00eancia, tantas semelhan\u00e7as entre os ditadores Salazar, Hitler, Francisco Franco, Mussolini, e tantos outros. Ou os tiranos sa\u00edram da mesma chocadeira, ou frequentam a mesma escola ou leem a mesma cartilha do abc do ditador,&nbsp;escrita por algum esp\u00edrito maligno.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Percorrendo as salas do museu, muitas lembran\u00e7as do passado me assaltam&nbsp; e me revoltam. N\u00e3o posso deixar de pensar na c\u00f3pia mal-acabada do ditadorzinho de merda que se instalou no Planalto por fraude da famigerada Lava Jato e do ex-juiz parcial, ex-ministro de Bolsonaro, S\u00e9rgio Moro, com grande apoio da m\u00eddia, das FFFA, do Senado, do Congresso, da Fiesp &#8211; \u201cFaria Laimer\u201d com judici\u00e1rio com tudo. &nbsp;A gang de nazi-fascistas, corruptos e&nbsp; babas hemorroida do miliciano, para obter cargos e mamatas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Meu c\u00e9rebro est\u00e1 a mil, registrando tudo. Me deparo com uma informa\u00e7\u00e3o incr\u00edvel: Salazar recebeu da CIA o Manual de Tortura. Sim, existem sete manuais de tortura, produzidas pelos Estados Unidos, os <em>defensores<\/em> dos direitos humanos, no pa\u00edses dos que se op\u00f5em \u00e0 domina\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio.&nbsp; Imediatamente o livro <em>Olga,<\/em> do jornalista Fernando Guimar\u00e3es me vem \u00e0 mente, j\u00e1 em 38, ela foi interrogada por um americano e 8 nazistas alem\u00e3es, na pris\u00e3o de Filinto Strumbing M\u00fcller, o torturador chefe de pol\u00edcia pol\u00edtica do governo de Get\u00falio Vargas, &nbsp;durante o velho Estado Novo!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Penso que a opera\u00e7\u00e3o Condor foi um nome de batismo tardio, dado ao plano bastardo dos ditadores latino-americanos, essa coopera\u00e7\u00e3o criminosa vem de longe. Houve tamb\u00e9m coopera\u00e7\u00e3o com nazistas alem\u00e3es, com os franceses que torturavam na Arg\u00e9lia e outros fac\u00ednoras, se pode ver no document\u00e1rio os <em>Esquadr\u00f5es da morte, uma escola francesa,<\/em> como foram dar aula de como esfolar opositores, aos ditadores sul-americanos, nos anos 60\/70, especialmente aos argentinos, uruguaios e brasileiros. Fu\u00e7ando na internet, aqui e ali se acha um documento do MRE (sim, o&nbsp;Minist\u00e9rio de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Brasil, que atuou&nbsp;durante a ditadura para articular a internacional do crime pol\u00edtico). Eu encontrei um&nbsp; que fazia refer\u00eancia \u00e0 minha pris\u00e3o na Argentina e aos exilados brasileiros em diferentes pa\u00edses. Neste documento se pode ler&nbsp; uma informa\u00e7\u00e3o sobre um nazista alem\u00e3o, que estava auxiliando no Uruguai, para limpar a imagem da ditadura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Chile e na Bol\u00edvia, os nazistas, protegidos pelos americanos e europeus, que conseguiram escapar dos tribunais aliados, com passaporte do Vaticano e outras institui\u00e7\u00f5es, eram legi\u00e3o e participaram ativamente de torturas,&nbsp; assassinatos, sequestros e desaparecimentos nas Am\u00e9ricas. Esta internacional do crime pol\u00edtico, se articula h\u00e1 mais de meio s\u00e9culo no mundo, impunemente, a assessorada pela escola das Am\u00e9ricas, um instituto do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, fundado em 1946. Em 1961, seu objetivo oficial passou a ser o de ensinar a <em>&#8220;forma\u00e7\u00e3o de contra-insurg\u00eancia anticomunista&#8221;.<\/em> A Escola de Assassinos, como \u00e9 conhecida desde&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/1946\">1946<\/a>, treinou mais de 60 mil militares da Argentina, Bol\u00edvia, Brasil, Chile, Col\u00f4mbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicar\u00e1gua, Panam\u00e1, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante os anos 1980, incluiu o uso de tortura em seu curr\u00edculo, mas, sem marcas vis\u00edveis, a Constitui\u00e7\u00e3o americana, n\u00e3o admite tortura, que deixe marcas. Recomendo o filme, <em>o Mauritaniano<\/em>, que ficou preso 14 anos em Guant\u00e1namo, acusado de terrorismo, depois inocentado. Ele sofreu as torturas que uma mente humana normalmente constitu\u00edda, n\u00e3o consegue nem imaginar, embora que nesse quesito, o ser humano \u00e9 mostrou-se expert, durante a inquis\u00e7\u00e3o, o per\u00edodo escravagista, antes, durante e depois da 2a guerra mundial, durante as ditaduras latino-americanas. Em suma, se vamos&nbsp; ver at\u00e9 o Cristo, s\u00e3o 2000 anos de pr\u00e1ticas bestiais, em nome de Deus, da p\u00e1tria e da fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por falar nisso, o que S\u00e9rgio Moro e Bolsonaro foram fazer na sede da CIA? At\u00e9 hoje isso n\u00e3o foi esclarecido. Precisamos saber antes que seja tarde, um projeto nazista est\u00e1 em curso no Brasil. Depois n\u00e3o com lorota de que n\u00e3o foram avisados ou que n\u00e3o sabiam, como aconteceu na Alemanha do p\u00f3s-guerra e a denazifica\u00e7\u00e3o \u00e0 meia boca .<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fado, F\u00e1tima e futebol<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ditadura de Salazar tinha como lema oficial: \u201cDeus, P\u00e1tria e Fam\u00edlia\u201d. Isso lembra algu\u00e9m no Brasil?&nbsp; Posteriormente desviado por esc\u00e1rnio pejorativo para \u201c&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Tr%C3%AAs_F\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" title=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Tr%C3%AAs_F\">Triplo F<\/a>&nbsp;\u201d para <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Fado\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Fado<\/em><\/a><em> , <\/em><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Nossa_Senhora_de_F%C3%A1tima\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" title=\"https:\/\/fr.wikipedia.org\/wiki\/Notre-Dame_de_F%C3%A1tima\"><em>F\u00e1tima<\/em><\/a><em> e <\/em><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Futebol\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Futebol <\/em><\/a>, Salazar n\u00e3o criou culto de personalidade como o Mito (mano) do Brasil, mas o p\u00e9ssimo, \u00e9 que essa coisa ficou no poder 48 anos, torturando, matando, esfolando.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O Museu do Aljube de resist\u00eancia e liberdade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A palavra Aljube, de origem \u00e1rabe, significa <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Po%C3%A7o_(%C3%A1gua)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">po\u00e7o<\/a> ou <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cisterna\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">cisterna<\/a>, tamb\u00e9m designa pris\u00e3o e, especialmente, pris\u00e3o obscura e profunda. Esta pris\u00e3o tem uma hist\u00f3ria singular: antigo c\u00e1rcere eclesi\u00e1stico subterr\u00e2neo, pris\u00e3o de padres, que geralmente ficava junto ao mosteiro,&nbsp;continuou sua triste voca\u00e7\u00e3o,&nbsp; sendo&nbsp; uma das cadeias do ditador Salazar, de 1928 a 1965, por a\u00ed passaram entre 30 e 50.000 presos pol\u00edticos, serviu como entreposto para deporta\u00e7\u00f5es de presos aos campos de concentra\u00e7\u00f5es do regime, instalados nas col\u00f4nias da \u00c1frica, como o de Tarrafal. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.52.25-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7549\" width=\"265\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.52.25-1024x1024.png 1024w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.52.25-300x300.png 300w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.52.25-100x100.png 100w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.52.25-600x600.png 600w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.52.25-150x150.png 150w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.52.25-768x768.png 768w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.52.25-1536x1536.png 1536w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.52.25-1170x1170.png 1170w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-16.52.25.png 1592w\" sizes=\"(max-width: 265px) 100vw, 265px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>\u201cGrande parte destes presos pol\u00edticos eram levados para o Aljube sem qualquer tipo de audi\u00eancias de acusa\u00e7\u00e3o nem culpa formada, passando alguns v\u00e1rios meses sem qualquer tipo de julgamento nem outro tipo de audi\u00eancias onde pudessem se defender. Ap\u00f3s a implanta\u00e7\u00e3o da <\/em><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ditadura_Militar\"><em>Ditadura Militar<\/em><\/a><em> em <\/em><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Revolu%C3%A7%C3%A3o_de_28_de_Maio_de_1926\"><em>28 de maio de 1926<\/em><\/a><em>, a cadeia do Aljube \u00e9 rapidamente utilizada para a deten\u00e7\u00e3o de \u201cpresos pol\u00edticos e sociais\u201d, designadamente na sequ\u00eancia das revoltas que marcam o in\u00edcio do novo regime\u201d. <\/em>(Museu do Aljube, Wikip\u00e9dia)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Tortura e morte no Aljube<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cadeia do Aljube foi usada pela pol\u00edcia pol\u00edtica, do sinistro ditador Salazar, para interrogat\u00f3rios, aplicando diversos m\u00e9todos de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Tortura\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">torturas<\/a>, como &nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Espancamento\">espancamentos<\/a>, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Priva%C3%A7%C3%A3o_de_sono\">priva\u00e7\u00e3o de sono<\/a> e &#8220;est\u00e1tua&#8221;, levando em alguns casos, a mortes.&nbsp; Quem tiver coragem leia o relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o da Verdade no Brasil, vai se deparar com os mesmos tipos de relatos de presos, mas n\u00e3o s\u00f3, todas as ditaduras usaram os mesmos procedimentos. Coincid\u00eancia? N\u00e3o, com certeza n\u00e3o! Apostaria que todos foram agraciados com os manuais de tortura da CIA. Se procurar bem h\u00e1 de se achar em alguma gaveta de algum quartel ou do DOPS, se n\u00e3o foram queimados, devem estar nos arquivos da ditadura. N\u00e3o \u00e9&nbsp; \u00e0-toa, que os milicos ficaram t\u00e3o melindrados com a comiss\u00e3o, \u00e9 que o rei ficaria com a bunda de fora em pra\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O isolamento: os curros ou gavetas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Cadeia do Aljube ficou especialmente conhecida pelas celas de isolamento que foram constru\u00eddas no in\u00edcio dos anos 40 do s\u00e9culo passado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-17.03.56-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7552\" width=\"259\" height=\"259\" srcset=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-17.03.56-1024x1024.png 1024w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-17.03.56-300x300.png 300w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-17.03.56-100x100.png 100w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-17.03.56-600x601.png 600w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-17.03.56-150x150.png 150w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-17.03.56-768x769.png 768w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-17.03.56-1534x1536.png 1534w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-17.03.56-1170x1171.png 1170w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-17.03.56.png 1594w\" sizes=\"(max-width: 259px) 100vw, 259px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><em>\u201cFeitos \u00e0 medida de um homem estendido ao comprido e parecendo sarc\u00f3fagos, os &#8220;curros&#8221; ou &#8220;gavetas&#8221; eram 13 pequenas celas de &#8220;solit\u00e1ria&#8221;, situadas no 2.\u00ba andar do Aljube. Cada uma dessas celas tinha um catre basculante (ou bailique), que, quando estava para baixo, girando numas dobradi\u00e7as, n\u00e3o possibilita ao preso mexer-se \u2013 da tarimba que era estreita sobravam uns 15 cent\u00edmetros at\u00e9 \u00e0 parede oposta.<\/em> <em>Era nos curros, no mais total isolamento e solid\u00e3o, que os presos incomunic\u00e1veis aguardavam que os viessem buscar para os interrogat\u00f3rios e mais torturas, na sede da pol\u00edcia pol\u00edtica. Durante o per\u00edodo de perman\u00eancia no isolamento, o preso n\u00e3o tinha absolutamente nada para se ocupar: nem caneta, nem l\u00e1pis, nem papel, nem jornais, nem livros, nem rel\u00f3gio, nem podia fazer a limpeza da cela ou qualquer outro trabalho, nem tinha qualquer horizonte para observar, nem sequer espa\u00e7o para se mover. No mesmo piso, no final de um corredor transversal, ao lado da retrete e do chuveiro, a existia ainda a cela disciplinar \u2013 a cela n.\u00ba 14, em que o isolamento parecia ainda maior, porque a escurid\u00e3o era praticamente total e porque a ordem de sil\u00eancio era cumprida ao limite, a que acrescia o sistem\u00e1tico mau cheiro que vinha da casa de banho cont\u00edgua\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pris\u00e3o de Villa Devoto, Buenos Aires, onde estive presa durante os anos de 1975\/76, com 1.200 mulheres, os curros eram chamados de <em>&#8220;chanchas&#8221;<\/em> (porcas), as condi\u00e7\u00f5es eram muito parecidas. Nos Estados Unidos, temos o mesmo tipo de cela de isolamento, no corredor da morte, muitos foram executados e anos depois inocentados. M\u00famia Abu Jamal (<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Jornalista\">Jornalista<\/a>, ativista pol\u00edtico,&nbsp;<a href=\"https:\/\/fr.wikipedia.org\/wiki\/Publiciste_(auteur)\">jornalista de opini\u00e3o<\/a>&nbsp;, pr\u00f3ximo dos Black Panthers que o diga, que est\u00e1 numa destas celas h\u00e1 40 anos). A tortura foi ou \u00e9 praticada, no mundo inteiro. Lembro que na Europa, al\u00e9m de Portugal, ditaduras existiram no Leste, na Gr\u00e9cia, na Espanha e na It\u00e1lia e todas foram muito sanguin\u00e1rias, se \u00e9 poss\u00edvel medir a ruindade, a pervers\u00e3o e a crueldade.&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Que ningu\u00e9m mais cerre as portas que Abril<\/strong> <strong>abriu<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aljube&nbsp; saiu de sua maldi\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria &nbsp; transformando-se em Museu do Aljube de Resist\u00eancia e Liberdade,trazendo \u00e0s mem\u00f3rias as lutas contra a ditadura mais longa da hist\u00f3ria, inaugurado em 25 de abril de 2015.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Brasil, abre as portas de tuas mem<\/strong>\u00f3r<strong>ias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-17.18.28-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7553\" width=\"388\" height=\"388\" srcset=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-17.18.28-1024x1024.png 1024w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-17.18.28-300x300.png 300w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-17.18.28-100x100.png 100w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-17.18.28-600x599.png 600w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-17.18.28-150x150.png 150w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-17.18.28-768x767.png 768w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-17.18.28-1536x1534.png 1536w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-17.18.28-1170x1169.png 1170w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Screenshot-2021-11-30-at-17.18.28.png 1598w\" sizes=\"(max-width: 388px) 100vw, 388px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, um projeto de nazismo est\u00e1 em curso. Estamos governados por um gogo mal parido, med\u00edocre, inepto, corrupto, incompetente, rei da rachadinha, pai da mentira e genocida, que se elegeu fazendo arminha, com promessa de campanha de metralhar a \u201cpetralhada\u201d e jogar a oposi\u00e7\u00e3o na Ponta da Praia, (onde os militares faziam desaparecer os opositores). Nost\u00e1lgico da ditadura militar, defensor da tortura, negacionista, que tem o torturador Coronel Brilhante Ustra como her\u00f3i, elogiou Pinochet,&nbsp; fez homenagem ao ditador ped\u00f3filo Strossner, e derrubou a Comiss\u00e3o da Verdade, que investiga os crimes da ditadura militar( 1964-1985). Se os&nbsp;cravos em Portugal est\u00e3o correndo perigo de murchar, no Brasil, nunca brotaram, pa. As mem\u00f3rias da escravid\u00e3o do \u00edndio e do negro est\u00e3o seladas, a mem\u00f3ria da ditadura de 64, est\u00e1 sob chantagem, criminalizada, negada, contada errada. Brasil, abre as portas de tuas mem\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">In\u00eaz Olud\u00e9 da Silva<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">inezolude@gmail.com<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bruxelas, 29\/11\/21<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size wp-block-paragraph\"><strong>Trova do Vento que Passa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Manuel Alegre<\/em>*<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Pergunto ao vento que passa<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">not\u00edcias do meu pa\u00eds<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">e o vento cala a desgra\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">o vento nada me diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Pergunto aos rios que levam<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">tanto sonho \u00e0 flor das \u00e1guas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">e os rios n\u00e3o me sossegam<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">levam sonhos deixam m\u00e1goas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Levam sonhos deixam m\u00e1goas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">ai rios do meu pa\u00eds<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">minha p\u00e1tria \u00e0 flor das \u00e1guas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">para onde vais? Ningu\u00e9m diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Se o verde trevo desfolhas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">pede not\u00edcias e diz<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">ao trevo de quatro folhas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">que morro por meu pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Pergunto \u00e0 gente que passa<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">por que vai de olhos no ch\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Sil\u00eancio &#8212; \u00e9 tudo o que tem<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">quem vive na servid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Vi florir os verdes ramos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">direitos e ao c\u00e9u voltados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">E a quem gosta de ter amos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">vi sempre os ombros curvados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">E o vento n\u00e3o me diz nada<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">ningu\u00e9m diz nada de novo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Vi minha p\u00e1tria pregada<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">nos bra\u00e7os em cruz do povo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Vi minha p\u00e1tria na margem<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">dos rios que v\u00e3o pr\u00f3 mar<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">como quem ama a viagem<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">mas tem sempre de ficar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Vi navios a partir<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">(minha p\u00e1tria \u00e0 flor das \u00e1guas)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">vi minha p\u00e1tria florir<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">(verdes folhas verdes m\u00e1goas).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">H\u00e1 quem te queira ignorada<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">e fale p\u00e1tria em teu nome.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Eu vi-te crucificada<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">nos bra\u00e7os negros da fome.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">E o vento n\u00e3o me diz nada<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">s\u00f3 o sil\u00eancio persiste.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Vi minha p\u00e1tria parada<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">\u00e0 beira de um rio triste.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Ningu\u00e9m diz nada de novo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">se not\u00edcias vou pedindo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">nas m\u00e3os vazias do povo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">vi minha p\u00e1tria florindo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">E a noite cresce por dentro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">dos homens do meu pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Pe\u00e7o not\u00edcias ao vento<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">e o vento nada me diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Mas h\u00e1 sempre uma candeia<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">dentro da pr\u00f3pria desgra\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">h\u00e1 sempre algu\u00e9m que semeia<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">can\u00e7\u00f5es no vento que passa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Mesmo na noite mais triste<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">em tempo de servid\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">h\u00e1 sempre algu\u00e9m que resiste<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">h\u00e1 sempre algu\u00e9m que diz n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(*) Manuel Alegre nasceu em 1936 e estudou na Faculdade de Direito de Coimbra, onde participou activamente nas lutas acad\u00e9micas. Cumpriu o servi\u00e7o militar&nbsp; na guerra colonial em Angola. Nessa altura, foi preso pela pol\u00edcia pol\u00edtica (PIDE) por se revoltar contra a guerra. Ap\u00f3s o regresso exilou-se no norte de \u00c1frica, em Argel, onde desenvolveu actividades contra o regime de Salazar. Em 1974 regressou definitivamente a Portugal, demonstrando, nos v\u00e1rios cargos governamentais que tem desempenhado ao longo dos anos, uma&nbsp; interven\u00e7\u00e3o fiel aos ideais da Liberdade.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Fernando Pessoa e a poesia antifascista<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ant\u00f3nio de Oliveira Salazar<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tr\u00eas nomes em sequ\u00eancia regular\u2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ant\u00f3nio \u00e9 Ant\u00f3nio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Oliveira \u00e9 uma \u00e1rvore.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Salazar \u00e9 s\u00f3 apelido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 a\u00ed est\u00e1 bem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que n\u00e3o faz sentido<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 o sentido que tudo isto tem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este senhor Salazar<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 feito de sal e azar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se um dia chove,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00e1gua dissolve<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sal,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E sob o c\u00e9u<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pica s\u00f3 azar, \u00e9 natural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Oh, c\u2019os diabos!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Parece que j\u00e1 choveu\u2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Coitadinho<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">do tiraninho!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o bebe vinho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nem sequer sozinho\u2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bebe a verdade<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E a liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E com tal agrado<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Que j\u00e1 come\u00e7am<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escassear no mercado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Coitadinho<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do tiraninho!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O meu vizinho<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Est\u00e1 na Guin\u00e9<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E o meu padrinho<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Limoeiro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aqui ao p\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas ningu\u00e9m sabe porqu\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas enfim \u00e9<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Certo e certeiro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Que isto consola<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E nos d\u00e1 f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Que o coitadinho<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do tiraninho<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o bebe vinho,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nem at\u00e9<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Caf\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este senhor t\u00e3o cruel<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 feito de maldade<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se um dia nos revoltarmos&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00e1gua avermelhar-se-\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ar purificar-se-\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E sob a nossa alma<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fica s\u00f3 esperan\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Oh, que nos liberte<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Parece que nunca mais acaba.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mata os piolhos maiores<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mata os piolhos maiores<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa droga que tu dizes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas inda h\u00e1 bichos piores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">V\u00ea l\u00e1 se arranjas veneno<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(Ou grande, ou m\u00e9dio e pequeno)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para matar directrizes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O rei reside em segredo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O rei reside em segredo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No governar da Na\u00e7\u00e3o,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Que \u00e9 um realismo com medo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Chama-se na\u00e7\u00e3o ao Rei<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E tudo isto \u00e9 Rei-Na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Rep\u00fablica pragm\u00e1tica<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Que hoje temos j\u00e1 n\u00e3o \u00e9<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A meretriz democr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como deixou de ser p\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora \u00e9 somente R\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E o Salazar, artefacto<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E o Salazar, artefacto<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De um deus de r\u00e9gua e caneta,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um material\u00e3o abstracto<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Que cr\u00ea que a ordem \u00e9 alma<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E que uma estrada a completa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o h\u00e1 poesia nele<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ai, nosso Sid\u00f3nio Pais,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tu \u00e9 que eras portugu\u00eas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um material\u00e3o abstracto,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vive na orgia do exacto<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Manda o pa\u00eds penhorado<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por uma estrada melhor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gr\u00e2ndola, vila morena<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Terra da fraternidade<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O povo \u00e9 quem mais ordena<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dentro de ti, \u00f3 cidade<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dentro de ti, \u00f3 cidade<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O povo \u00e9 quem mais ordena<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Terra da fraternidade<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gr\u00e2ndola, vila morena<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em cada esquina um amigo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em cada rosto igualdade<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gr\u00e2ndola, vila morena<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Terra da fraternidade<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Terra da fraternidade<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gr\u00e2ndola, vila morena<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em cada rosto igualdade<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O povo \u00e9 quem mais ordena<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 sombra duma azinheira<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Que j\u00e1 n\u00e3o sabia a idade<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jurei ter por companheira<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gr\u00e2ndola a tua vaade<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gr\u00e2ndola a tua vaade<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jurei ter por companheira<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 sombra duma azinheira<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Que j\u00e1 n\u00e3o sabia a idade<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>&#8220;As Portas que Abril Abriu&#8221; de Ary dos Santos por Napole\u00e3o Mira.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Para que a mem\u00f3ria n\u00e3o seja coisa v\u00e3. \u00c9 importante recordarmos o poeta e os homens que nos devolveram esse bem t\u00e3o precioso como o ar que respiramos. A NOSSA LIBERDADE!<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>As Portas que Abril Abriu<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jos\u00e9 Carlos Ary dos Santos, 1975<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Era uma vez um pa\u00eds<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">onde entre o mar e a guerra<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">vivia o mais infeliz<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">dos povos \u00e0 beira-terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Onde entre vinhas sobredos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">vales socalcos searas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">serras atalhos veredas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">lez\u00edrias e praias claras<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">um povo se debru\u00e7ava<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">como um vime de tristeza<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">sobre um rio onde mirava<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">a sua pr\u00f3pria pobreza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Era uma vez um pa\u00eds<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">onde o p\u00e3o era contado<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">onde quem tinha a raiz<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">tinha o fruto arrecadado<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">onde quem tinha o dinheiro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">tinha o oper\u00e1rio algemado<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">onde suava o ceifeiro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">que dormia com o gado<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">onde tossia o mineiro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">em Aljustrel ajustado<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">onde morria primeiro<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">quem nascia desgra\u00e7ado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Era uma vez um pa\u00eds<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">de tal maneira explorado<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">pelos cons\u00f3rcios fabris<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">pelo mando acumulado<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">pelas ideias nazis<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">pelo dinheiro estragado<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">pelo dobrar da cerviz<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">pelo trabalho amarrado<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">que at\u00e9 hoje j\u00e1 se diz<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">que nos tempos do passado<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">se chamava esse pa\u00eds<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portugal suicidado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ora passou-se por\u00e9m<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">que dentro de um povo escravo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">algu\u00e9m que lhe queria bem<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">um dia plantou um cravo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Era a semente da esperan\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">feita de for\u00e7a e vontade<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">era ainda uma crian\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">mas j\u00e1 era a liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quem o fez era soldado<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">homem novo capit\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">mas tamb\u00e9m tinha a seu lado<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">muitos homens na pris\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Posta a semente do cravo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">come\u00e7ou a flora\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">do capit\u00e3o ao soldado<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">do soldado ao capit\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Capit\u00e3o que n\u00e3o comanda<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">n\u00e3o pode ficar calado<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00e9 o povo que lhe manda<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">ser capit\u00e3o revoltado<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00e9 o povo que lhe diz<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">que n\u00e3o ceda e n\u00e3o hesite<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211; pode nascer um pa\u00eds<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">do ventre duma chaimite.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi ent\u00e3o que Abril abriu<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">as portas da claridade<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">e a nossa gente invadiu<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">a sua pr\u00f3pria cidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Disse a primeira palavra<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">na madrugada serena<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">um poeta que cantava<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">o povo \u00e9 quem mais ordena.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E ent\u00e3o por vinhas sobredos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">vales socalcos searas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">serras atalhos veredas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">lez\u00edrias e praias claras<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">desceram homens sem medo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">marujos soldados \u00abp\u00e1ras\u00bb<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">que n\u00e3o queriam o degredo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">dum povo que se separa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E chegaram \u00e0 cidade<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">onde os monstros se acoitavam<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">era a hora da verdade<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">para as hienas que mandavam<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">a hora da claridade<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">para os s\u00f3is que despontavam<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">e a hora da vontade<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">para os homens que lutavam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em idas vindas esperas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">encontros esquinas e pra\u00e7as<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">n\u00e3o se pouparam as feras<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">arrancaram-se as morda\u00e7as<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">e o povo saiu \u00e0 rua<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">com sete pedras na m\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">e uma pedra de lua<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">no lugar do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dizia soldado amigo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">meu camarada e irm\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">este povo est\u00e1 contigo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">nascemos do mesmo ch\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">trazemos a mesma chama<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">temos a mesma ra\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">dormimos na mesma cama<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">comendo do mesmo p\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Camarada e meu amigo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">soldadinho ou capit\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">este povo est\u00e1 contigo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">a malta d\u00e1-te raz\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi esta for\u00e7a viril<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">de antes quebrar que torcer<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">que em vinte e cinco de Abril<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">fez Portugal renascer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;Ary dos Santos &#8211; As Portas que Abril Abriu &#8211; YouTubehttps:\/\/www.youtube.com \u203aassistir<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bibliografia<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/fr.wikipedia.org\/wiki\/Estado_Novo_(Portugal)\">Estado Novo (Portugal) &#8211; &#8211; Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/fr.wikipedia.org\/wiki\/Estado_Novo_(Portugal)\">https:\/\/fr.wikipedia.org \u203awiki\u203a Estado_Novo_ (Portugal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estado Novo (Portugal) \u00b7 1 Hist\u00f3ria. 1.1 Contexto \u00b7 2 O projeto nacional-cat\u00f3lico de Salazar . 2.1 Evolu\u00e7\u00e3o do regime entre 1933 e 1945 3 Presidentes do &#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><em>Aljube, A Voz das V\u00edtimas<\/em>, Cat\u00e1logo da Exposi\u00e7\u00e3o, Lisboa, Imprensa Nacional Casa da Moeda, 2011<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">obre a vida e obra de Manuel Alegre consulte: <a href=\"http:\/\/www.manuelalegre.com\/\">http:\/\/www.manuelalegre.com<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/The_Torture_Manuals\">Os Manuais da Tortura &#8211; Wikipedia, a enciclop\u00e9dia livre<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/The_Torture_Manuals\">https:\/\/es.wikipedia.org \u203awiki\u203a O &#8230;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Manuais de tortura<strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos mais conhecidos manuais de tortura utilizados para treinamento na Escola das Am\u00e9ricas recebeu o t\u00edtulo de&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Manuais_KUBARK\">Manuais KUBARK<\/a>. Parte dos manuais foram desclassificados pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/CIA\">CIA<\/a>&nbsp;em 1994.<sup><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Escola_das_Am%C3%A9ricas#cite_note-NSA-17\">[17]<\/a><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Campo_de_Concentra%C3%A7%C3%A3o_do_Tarrafal\">Campo de Concentra\u00e7\u00e3o do Tarrafal &#8211; Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Campo_de_Concentra%C3%A7%C3%A3o_do_Tarrafal\">https:\/\/pt.wikipedia.org \u203awiki\u203a Ca &#8230;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O seu principal objetivo era aniquilar f\u00edsica e psicologicamente os opositores portugueses e africanos \u00e0 ditadura Salazarista , isolando-os do resto mundo em &#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<a href=\"https:\/\/mundoeducacao.uol.com.br\/historiageral\/salazarismo.htm\">Salazarismo &#8211; Mundo Educa\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/mundoeducacao.uol.com.br\/historiageral\/salazarismo.htm\">https:\/\/mundoeducacao.uol.com.br \u203a&#8230;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ant\u00f3nio Salazar a f\u00e9 o l\u00edder da ditadura conhecida como Estado Novo. Governou Portugal, de 1933 a 1968, e f\u00e9 por problemas de sa\u00fade. *.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"http:\/\/cnv.memoriasreveladas.gov.br\/index.php\/2-uncategorised\/417-operacao-condor-e-a-ditadura-no-brasil-analise-de-documentos-desclassificados\">Opera\u00e7\u00e3o Condor e Outros Ditadura no Brasil &#8211; Comiss\u00e3o Nacional &#8230;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"http:\/\/cnv.memoriasreveladas.gov.br\/index.php\/2-uncategorised\/417-operacao-condor-e-a-ditadura-no-brasil-analise-de-documentos-desclassificados\">http:\/\/cnv.memoriasreveladas.gov.br \u203a&#8230;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O GT Opera\u00e7\u00e3o Condor da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade examinou um conjunto de documentos, obtido junto a acervos no Brasil, Argentina, Estados Unidos e Paraguai &#8230;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/sul21.com.br\/ultimas-noticiaspolitica\/2014\/04\/um-torturador-frances-na-ditadura-brasileira\/\">Um torturador franc\u00eas na ditadura brasileira &#8211; Sul 21<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/sul21.com.br\/ultimas-noticiaspolitica\/2014\/04\/um-torturador-frances-na-ditadura-brasileira\/\">https:\/\/sul21.com.br \u203a2014\/04\u203a um &#8230;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">5 de abril de 2014 &#8211; Paul Aussaresses reconheceu a pr\u00e1tica de torturas, &#8230; a escola francesa \u201dde 2003, que entrevistou militares americanos que tiveram aulas &#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;<a href=\"https:\/\/redib.org\/Record\/oai_articulo899486-origens-da-guerra-revolucion%C3%A1ria-e-o-uso-da-tortura-pela-%C3%B3tica-do-document%C3%A1rio-esquadr%C3%B5es-da-morte-a-escola-francesa-%E2%80%93-a-hist%C3%B3ria-de-um-legado\">As origens da guerra revolucion\u00e1ria e o uso da tortura pela &#8230; &#8211; Redib<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/redib.org\/Record\/oai_articulo899486-origens-da-guerra-revolucion%C3%A1ria-e-o-uso-da-tortura-pela-%C3%B3tica-do-document%C3%A1rio-esquadr%C3%B5es-da-morte-a-escola-francesa-%E2%80%93-a-hist%C3%B3ria-de-um-legado\">https:\/\/redib.org \u203aRegistro\u203a oai_artic &#8230;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ensaio analisa o documentrio Esquadres da Morte: a Escola francesa (2003), da cineasta francesa Marie-Monique Robin. A proposta analtica volta-se parece m<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"%0dRatlines%20-%20Wikipedia,%20uma%20enciclop\u00e9dia%20de%20livros%0dhttps:\/pt.wikipedia.org&nbsp;\u203awiki\u203a%20Ratl%20...%0d\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><a href=\"%0dRatlines%20-%20Wikipedia,%20uma%20enciclop\u00e9dia%20de%20livros%0dhttps:\/pt.wikipedia.org&nbsp;\u203awiki\u203a%20Ratl%20...%0d\">Ratlines &#8211; Wikipedia, uma enciclop\u00e9dia de livros<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"%0dRatlines%20-%20Wikipedia,%20uma%20enciclop\u00e9dia%20de%20livros%0dhttps:\/pt.wikipedia.org&nbsp;\u203awiki\u203a%20Ratl%20...%0d\">https:\/\/pt.wikipedia.org&nbsp;\u203awiki\u203a Ratl &#8230;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As ratlines (em portugu\u00eas, literalmente, linhas de ratos ou caminhos de ratos) eram sistemas de&nbsp;<em><strong>fuga<\/strong><\/em>&nbsp;para&nbsp;<em><strong>nazistas<\/strong><\/em>&nbsp;e outros fascistas que deixavam a Europa ..<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ravensbr\u00fcck: A hist\u00f3ria do campo de concentra\u00e7\u00e3o nazista para mulheres, de Sarah Helm (2017) &#8211; <a href=\"https:\/\/amzn.to\/33uHoi8\">https:\/\/amzn.to\/33uHoi8<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Olga Benario Prestes: uma comunista nos arquivos da Gestapo, Anita Leocadia Prestes (&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2017) &#8211; <a href=\"https:\/\/amzn.to\/2utmV08\">https:\/\/amzn.to\/2utmV08<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/livre.fnac.com\/a3670421\/Christian-Ingrao-Croire-et-detruire\">Croire et d\u00e9truire<\/a>, les intellectuels dans la machine de guerre SS<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Christian Ingrao<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/livre.fnac.com\/a9930909\/Christian-Ingrao-La-Promesse-de-l-Est-Esperance-nazie-et-genocide-1939-1943\">La Promesse de l&#8217;Est. Esp\u00e9rance nazie et g\u00e9nocide (1939-1943)<\/a>Esp\u00e9rance nazie et g\u00e9nocide, 1939-1944<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Christian Ingrao r<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;(Relat\u00f3rio sobre a tortura de Amnesty International de 1973),Ed L\u2019air du Temps, Gallimard<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/journals.openedition.org\/lectures\/15724\"><em>Johann Chapoutot<\/em><\/a><em>, La r\u00e9volution culturelle nazie, Paris, Gallimard, coll. \u00ab Biblioth\u00e8que des histoires \u00bb, 201<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"%0d\u201cNosotras%20en%20libertad\u201d,%20el%20nuevo%20libro%20de%20la%20Colectiva%20ex%20...%0dhttps:\/elcolectivo.com.ar&nbsp;\u203a2021\/10%0d\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><a href=\"%0d\u201cNosotras%20en%20libertad\u201d,%20el%20nuevo%20libro%20de%20la%20Colectiva%20ex%20...%0dhttps:\/elcolectivo.com.ar&nbsp;\u203a2021\/10%0d\">\u201cNosotras en libertad\u201d, el nuevo libro de la Colectiva ex &#8230;<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"%0d\u201cNosotras%20en%20libertad\u201d,%20el%20nuevo%20libro%20de%20la%20Colectiva%20ex%20...%0dhttps:\/elcolectivo.com.ar&nbsp;\u203a2021\/10%0d\">https:\/\/elcolectivo.com.ar&nbsp;\u203a2021\/10<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211;&nbsp;\u201c&nbsp;<em><strong>Nosotras en libertad<\/strong><\/em>&nbsp;\u201d \u00e9 um&nbsp;<em><strong>livro<\/strong><\/em>&nbsp;web realizado para a cole\u00e7\u00e3o de express\u00f5es pol\u00edticas que cont\u00e9m depoimentos, fotos e v\u00eddeos de 200 ex presas politicas na Argentina..<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false,"gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"html"}]},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Museu de Aljube de resist\u00eancia e liberdade, h\u00e1 sempre algu\u00e9m que resiste, h\u00e1 sempre algu\u00e9m que diz n\u00e3o.&#8221; Por In\u00eaz Olud\u00e9 da Silva, para o<\/p>\n","protected":false,"gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"html"}]},"author":2,"featured_media":7650,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_eb_attr":"","footnotes":""},"categories":[6,197,201,9,10],"tags":[],"class_list":["post-7546","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-colunistas","category-inez","category-opiniao","category-reportagens","three-columns"],"aioseo_notices":[],"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Fibra-e\u0301-verbo-Post-para-Twitter-2.png",1600,900,false],"landscape":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Fibra-e\u0301-verbo-Post-para-Twitter-2.png",1600,900,false],"portraits":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Fibra-e\u0301-verbo-Post-para-Twitter-2.png",1600,900,false],"thumbnail":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Fibra-e\u0301-verbo-Post-para-Twitter-2-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Fibra-e\u0301-verbo-Post-para-Twitter-2-300x169.png",300,169,true],"large":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Fibra-e\u0301-verbo-Post-para-Twitter-2-1024x576.png",640,360,true],"1536x1536":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Fibra-e\u0301-verbo-Post-para-Twitter-2-1536x864.png",1536,864,true],"2048x2048":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Fibra-e\u0301-verbo-Post-para-Twitter-2.png",1600,900,false],"refined-magazine-carousel-img":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Fibra-e\u0301-verbo-Post-para-Twitter-2-783x450.png",783,450,true],"refined-magazine-carousel-img-landscape":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Fibra-e\u0301-verbo-Post-para-Twitter-2-783x225.png",783,225,true],"refined-magazine-carousel-large-img":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Fibra-e\u0301-verbo-Post-para-Twitter-2-1000x574.png",1000,574,true],"refined-magazine-carousel-large-img-landscape":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Fibra-e\u0301-verbo-Post-para-Twitter-2-1000x287.png",1000,287,true],"refined-magazine-large-thumb":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Fibra-e\u0301-verbo-Post-para-Twitter-2-1170x658.png",1170,658,true],"refined-magazine-small-thumb":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Fibra-e\u0301-verbo-Post-para-Twitter-2-350x220.png",350,220,true]},"rttpg_author":{"display_name":"clearwaterdijk","author_link":"https:\/\/fibrainternacional.org\/?author=2"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/?cat=6\" rel=\"category\">Artigos<\/a> <a href=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/?cat=197\" rel=\"category\">Colunistas<\/a> <a href=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/?cat=201\" rel=\"category\">In\u00eaz Olud\u00ea<\/a> <a href=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/?cat=9\" rel=\"category\">opiniao<\/a> <a href=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/?cat=10\" rel=\"category\">Reportagens<\/a>","rttpg_excerpt":"&#8220;Museu de Aljube de resist\u00eancia e liberdade, h\u00e1 sempre algu\u00e9m que resiste, h\u00e1 sempre algu\u00e9m que diz n\u00e3o.&#8221; 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