{"id":7957,"date":"2022-01-09T22:13:26","date_gmt":"2022-01-09T21:13:26","guid":{"rendered":"http:\/\/fibrainternacional.org\/?p=7957"},"modified":"2022-01-09T22:13:28","modified_gmt":"2022-01-09T21:13:28","slug":"porque-nao-festejar-no-brasil-a-reforma-trabalhista-espanhola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fibrainternacional.org\/?p=7957","title":{"rendered":"Porque n\u00e3o festejar, no Brasil, a reforma trabalhista espanhola.","gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"text"}]},"content":{"rendered":"\n<p>@1flaviocarvalho. @quixotemacunaima. Soci\u00f3logo e Escritor.<\/p>\n\n\n\n<p>Barcelona, 8 de janeiro de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">\u201cTem vinte anos e j\u00e1 est\u00e1 cansado de sonhar\u2026 Caminhou sem cessar detr\u00e1s da verdade\u2026\u201d (Livre, can\u00e7\u00e3o espanhola de Nino Bravo).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>No hay mal que por el bien no venga<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Esta \u00e9 uma das primeiras e melhores frases espanholas que eu aprendi. E uma das minhas prediletas por aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 algo de bom no festejo de uma reforma trabalhista na Espanha, por parte da esquerda brasileira: abrir nossos olhos. Por\u00e9m, incomodei-me tanto com o endeusamento dessa reforma que resolvi tamb\u00e9m jogar \u00e1gua na festa brasileira. Como? Demonstrando suas contradi\u00e7\u00f5es para o povo do nosso tamb\u00e9m contradit\u00f3rio pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Em primeiro lugar, melhor contextualizar a rela\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica Brasil \u2013 Espanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Poucos brasileiros sabem a import\u00e2ncia desenfreada que representa o lucro do capitalismo espanhol no Brasil. Pouca gente conhece o dado que diz que desde o ano de 1992 a Espanha segue lucrando muito com o Brasil. N\u00e3o houve (grande!) empres\u00e1rio que mais dinheiro (privado!) investisse no Brasil do que o espanhol. Teve sim, de fato: os Estados Unidos e a China; informa\u00e7\u00e3o que j\u00e1 n\u00e3o espanta ningu\u00e9m. E teve a Holanda, por outro lado; mas isso \u00e9 mais complexo e tem a ver com para\u00edsos fiscais. Fica pra outro texto.<\/p>\n\n\n\n<p>O importante para come\u00e7ar a contextualizar o di\u00e1logo fluido entre as pol\u00edticas de direita na Espanha e no Brasil foi a alian\u00e7a de direita, desde sempre. As ditaduras militares foram t\u00e3o amigas que Madri e o Rio tornaram-se cidades irm\u00e3s h\u00e1 50 exatos anos (e disso quase ningu\u00e9m sabe, nem dos acordos militares de coopera\u00e7\u00e3o, desde ent\u00e3o). A <em>Famil\u00edcia Bolsonazi<\/em> e VOX, a nova cara do fascismo espanhol, se amam. E h\u00e1 uma foto de poucos anos atr\u00e1s que n\u00e3o passou despercebida. A que o anterior presidente espanhol, Mariano Rajoy, direitista e nacionalista espanhol, do PP, fez em Bras\u00edlia, com o golpista Temer. Logo depois do <em>impeachment<\/em> da Dilma. E logo depois da direita espanhola aprovar a sua reforma trabalhista, mesmo depois de duas greves gerais com a participa\u00e7\u00e3o dos \u201csocialistas espanh\u00f3is\u201d quando ainda estavam na oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa foto, Rajoy e Temer, \u00e9 t\u00e3o equivalente em import\u00e2ncia quanto outra, de semelhante contexto, embora inversamente proporcional. Sabe qual foi o primeiro presidente de um grande pa\u00eds europeu a posar nos jornais, no auge da Lava Jato, com uma foto onde estava escrito Lula Livre? O sucessor de Mariano Rajoy, o socialista Pedro S\u00e1nchez, atual presidente na Espanha.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 muito importante saber onde estamos nos metendo quando come\u00e7amos a estabelecer qualquer an\u00e1lise pol\u00edtica comparativa entre o Brasil e a Espanha. Principalmente de olho nos calend\u00e1rios eleitorais. Os interesses econ\u00f4micos dizem muito mais do que o que escondem. De fato, nem \u00e9 pol\u00edtica o que mais interessa: \u00e9 o lucro imenso este, que cada dia cruza o Atl\u00e2ntico, sugado do Brasil para o famoso IBEX-35, a bolsa de valores da Espanha. Ou seja, o fluxo de lucros para as pouco mais de tr\u00eas dezenas de empresas aristocr\u00e1ticas que adoram ganhar dinheiro no Brasil. O que \u00e9, por exemplo, a companhia el\u00e9trica privatizada, <em>Telef\u00f3nica<\/em>, para a Espanha? E o que significa, no Brasil, o lucro da Telef\u00f4nica brasileira, maior em S\u00e3o Paulo do que em toda a Espanha? E o Santander? E a Editora Moderna, Santillana? E a empresa construtora que tamb\u00e9m pertence ao dono do clube de futebol Real Madri? E&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Em segundo lugar, n\u00e3o existe pol\u00edtica econ\u00f4mica ou reforma trabalhista na Espanha que n\u00e3o passe primeiro pela caneta europeia. A Espanha est\u00e1 correndo para aprovar uma reforma trabalhista porque sabe que \u00e9 o requisito imposto pela Uni\u00e3o Europeia para receber a bolada dos fundos relativos \u00e0 crise do Covid. Os chamados Fundos Next Generation da UE.<\/p>\n\n\n\n<p>A Espanha tem um insustent\u00e1vel \u00edndice de precariedade trabalhista. 11% mais, em m\u00e9dia, que qualquer outro pa\u00eds europeu. A Espanha n\u00e3o fez nem far\u00e1 os seus deveres em mat\u00e9ria de frear o capitalismo selvagem. Nunca far\u00e1 porque n\u00e3o interessa a quem manda na Europa, desde o final da \u201cSegunda Guerra\u201d: grandes bancos privados e acionistas dos principais fundos de investimento. Trilion\u00e1rios, em resumo. Fundos de investimento que cresceram desde a crise de 2008, principalmente no pa\u00eds europeu que mais construiu casas do que espanh\u00f3is havia para morar nelas. Mesmo pa\u00eds onde se executam trezentas ordens de despejo residencial a cada dia.<\/p>\n\n\n\n<p>E se nunca o fez antes, n\u00e3o ser\u00e1 agora \u2013 exatamente na crise sind\u00eamica, onde os trabalhadores mais necessitam. Sindemia \u00e9 pior que pandemia. Sindemia \u00e9 castigar mais os pobres, na pandemia. E pra cada pobre prejudicado, h\u00e1 o rico que cresce o lucro. O nome disso \u00e9 capitalismo.<\/p>\n\n\n\n<p>E sabe tamb\u00e9m o porqu\u00ea n\u00e3o o far\u00e1, a Espanha, a prote\u00e7\u00e3o dos direitos sociais dos trabalhadores?<\/p>\n\n\n\n<p>A economia espanhola \u00e9 um jogo de equil\u00edbrio hip\u00f3crita. N\u00e3o sobrevive sem os trabalhadores mais baratos, os que mais contribuem para o equil\u00edbrio da previd\u00eancia social, por exemplo. Quem s\u00e3o os mais prec\u00e1rios entre os prec\u00e1rios? Imigrantes, jovens, mulheres, nessa ordem de explora\u00e7\u00e3o. E qual \u00e9 hoje, ontem e sempre o principal problema que aparece em todas as estat\u00edsticas eleitorais que avalizam o crescimento do fascismo europeu? Migra\u00e7\u00e3o. Ou precariedade trabalhista, que no Reino da Espanha significa a mesma coisa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 incr\u00edvel como determinados aspectos da lei trabalhista espanhola chegam a ser piores que a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista brasileira. Desde as primeiras reprodu\u00e7\u00f5es, no Brasil, da lei fascista de Mussolini.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Espanha de hoje, nove de cada dez novos contratos de trabalho s\u00e3o tempor\u00e1rios. Muitos deles de um dia de dura\u00e7\u00e3o. E h\u00e1 muit\u00edssimos trabalhadores com mais de cinquenta ou cem contratos por ano. Na Espanha, foram vinte e sete milh\u00f5es de contratos de dura\u00e7\u00e3o de menos de um m\u00eas, somente no ano 2019, segundo dados do pr\u00f3prio Servi\u00e7o P\u00fablico de Emprego. E n\u00e3o esque\u00e7amos que a popula\u00e7\u00e3o total da Espanha \u00e9 de quarenta e sete milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, pra come\u00e7o de conversa, perguntemos \u00e0 OIT, a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho, o porqu\u00ea do Minist\u00e9rio do Trabalho espanhol do \u201csocialista\u201d Pedro S\u00e1nchez n\u00e3o querer nem ouvir falar de satisfazer o acordado, por exemplo, no Conv\u00eanio 158 da OIT.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 que S\u00e1nchez odeie os trabalhadores. Mas h\u00e1 que compreender por quem ele foi eleito e para quem ele efetivamente governa. E principalmente h\u00e1 que entender em quais votos ele est\u00e1 de olho, agora que os partidos mais \u00e0 esquerda, tanto no Pa\u00eds Basco quanto na Catalunha \u2013 os tend\u00f5es de Aquiles da economia espanhola \u2013 j\u00e1 aventaram a possibilidade de n\u00e3o apoiar a reforma trabalhista de Pedro S\u00e1nchez.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode compreender o bipartidismo (Partido Socialista e Partido Popular), sem entender o que foi o Franquismo na Espanha. Assim como n\u00e3o se pode entender o&nbsp; sindicalismo atual sem compreender a hist\u00f3ria das duas principais Centrais Sindicais: UGT e Comisiones Obreras, que j\u00e1 n\u00e3o conseguem esconder as dezenas de sindicalismos n\u00e3o maiorit\u00e1rios, mas com cada vez maior presen\u00e7a social e capacidade de fazer barulho. Professores, transportes e outras categorias como as trabalhadoras da limpeza ou entregadores de aplicativos, por exemplo, que cada vez assumem protagonismo, n\u00e3o necessariamente dentro das centrais sindicais tradicionais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Melhor (ou pior) ainda. Em mat\u00e9ria da centralidade ontol\u00f3gica do trabalho, perguntemos a Pablo Iglesias, o fundador de Podemos, atual s\u00f3cio de Governo de S\u00e1nchez, porque ele, Iglesias, j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 mais nesse governo que ele mesmo ajudou a ser governo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNosso acordo de governo n\u00e3o falava de melhorar a Lei Trabalhista anterior. Falava de derrub\u00e1-la e de construir outra, absolutamente sobre novas bases\u201d, disse Iglesias, logo depois de deixar de ser vice-presidente.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo acontece com a lei que vai de m\u00e3o dada com a lei trabalhista, a Lei de Migra\u00e7\u00e3o. Perguntada sobre o que fazer para modificar para melhor a atual Lei de Migra\u00e7\u00e3o em vigor, responde enf\u00e1tica a deputada Maria Dantas, brasileira no Parlamento Espanhol: \u201c- N\u00e3o h\u00e1 o que mudar nela, na Lei de Migra\u00e7\u00e3o; h\u00e1 que acabar totalmente com ela, pois devemos implodir absolutamente o que h\u00e1 nela, e come\u00e7ar tudo de novo.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ningu\u00e9m hoje duvida que o n\u00edvel anterior estava t\u00e3o baixo que pior n\u00e3o podia ficar.<\/p>\n\n\n\n<p>Faz tempo que deixou de ser irresponsabilidade pol\u00edtica na Espanha, a sensa\u00e7\u00e3o de que algo h\u00e1 de fazer-se para n\u00e3o deixar as coisas pior do que est\u00e3o. J\u00e1 n\u00e3o serve aquele falso argumento de que impedir qualquer mudan\u00e7a \u00e9 deixar tudo t\u00e3o ruim como est\u00e1, beneficiando os capitalistas. O imobilismo n\u00e3o somente beneficia a direita. Ele mata, a cada dia. Ent\u00e3o, o que essa classe trabalhadora precarizada teria a perder, \u201csen\u00e3o os seus pr\u00f3prios grilh\u00f5es?\u201d. Basta amedrontar com mais fascismo?<\/p>\n\n\n\n<p>Na Espanha, como foi no caso recente e perene do conflito sobre a independ\u00eancia da Catalunha, \u00e9 mais f\u00e1cil saber-se o que n\u00e3o se quer do que ter claridade sobre o que, sim, efetivamente se quer. Como se explica que o sistema pol\u00edtico ainda garanta uma monarquia corrupta, em pleno s\u00e9culo XXI e no que se considera um \u201cestado moderno europeu\u201d?<\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o se esperava do atual governo, outra coisa que n\u00e3o fosse conseguir que a foto do acordo tivesse sindicalistas e patr\u00f5es sorrindo de ambos os lados da mesa. Sinal de que algo n\u00e3o est\u00e1 bem: classes sociais em luta, posando feliz para a foto. <em>Es lo que hay<\/em>, dizem as principais centrais sindicais, <em>Comisiones Obreras<\/em> e UGT.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabe o que \u00e9 ainda mais interessante? \u00c9 que o debate que a Espanha hoje est\u00e1 fazendo, sobre a primazia dos grandes contratos coletivos sobre os desgra\u00e7ados acordos de empresa, na lei da selva capitalista (pior ainda com a sindemia), \u00e9 algo que a CUT no Brasil j\u00e1 fazia quinze ou vinte anos atr\u00e1s. Como apostar no poder de negocia\u00e7\u00e3o do velho conceito de representa\u00e7\u00e3o com base na Organiza\u00e7\u00e3o no Local de Trabalho, quando j\u00e1 \u00e9 p\u00fablico e not\u00f3rio que este poder nunca esteve t\u00e3o condicionado e enfraquecido quanto agora est\u00e1? A lei de seguran\u00e7a p\u00fablica espanhola mais recente chamou-se, nas ruas e jornais, de Lei Morda\u00e7a, por cercear a sagrada liberdade de express\u00e3o dos movimentos sociais espanh\u00f3is. Que mais dizer?<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje sabemos que o processo de terceiriza\u00e7\u00e3o (precariza\u00e7\u00e3o) dos servi\u00e7os na Espanha s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 comparativamente feroz como foi no Brasil do s\u00e9culo passado. Porque o nosso pa\u00eds nunca experimentou o alt\u00edssimo grau de imigra\u00e7\u00e3o de trabalhadores, onde a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica bate recordes sucessivamente. A precariedade espanhola se alimenta, sobretudo, de imigra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>E, pra rematar a dificuldade das compara\u00e7\u00f5es. Jamais ser\u00e1 a mesma coisa o ano eleitoral brasileiro com o iminente retorno de um grande l\u00edder sindicalista, como Lula, em compara\u00e7\u00e3o com o extremo oposto momento pol\u00edtico espanhol. Com o \u201cpartido bolsonarista da Espanha\u201d (VOX) crescendo nas pesquisas com o apoio interessado do grande capitalismo nacionalista espanhol. Hoje Lula ganharia. Hoje os \u201csocialistas espanh\u00f3is\u201d perderiam.<\/p>\n\n\n\n<p>Conclu\u00edmos, portanto, com a palavra, em castelhano, do artigo do Programa de Governo de quem atualmente governa na Espanha: \u201c<em>Los y las socialistas derogaremos con car\u00e1cter inmediato toda la reforma laboral del PP, que estableci\u00f3 un modelo de empleo precario, de bajos salarios, de despidos baratos y un sistema de relaciones laborales sin equilibrio de poder entre trabajadores y empresarios. <\/em><em>Un modelo que ya ha sido desautorizado en muchos de sus contenidos por la jurisprudencia del Tribunal Supremo. Un modelo que preocupa a la OIT y a la OCDE por las consecuencias que origina en el nivel de pobreza de nuestra ciudadan\u00eda y en el deterioro de nuestro clima social. Y la sustituiremos por una norma dialogada con los agentes sociales<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo, S\u00e1nchez n\u00e3o enganou ningu\u00e9m. S\u00f3 n\u00e3o viu quem n\u00e3o quis ver. <em>Es lo que hay<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A pergunta \u00e9: e pro Brasil, o que n\u00f3s queremos? Vamos querer somente o mesmo? Nos conformaremos com o \u201cpior do que est\u00e1 n\u00e3o pode mais ficar\u201d? <em>Es lo que hay<\/em>?<\/p>\n\n\n\n<p>Aquele abra\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Fl\u00e1vio Carvalho.<\/p>\n","protected":false,"gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"html"}]},"excerpt":{"rendered":"<p>@1flaviocarvalho. @quixotemacunaima. Soci\u00f3logo e Escritor. 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