{"id":8134,"date":"2022-02-01T11:17:23","date_gmt":"2022-02-01T10:17:23","guid":{"rendered":"http:\/\/fibrainternacional.org\/?p=8134"},"modified":"2022-03-13T14:54:04","modified_gmt":"2022-03-13T13:54:04","slug":"nao-tem-nada-a-ver-com-chico-o-afeto-e-meu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fibrainternacional.org\/?p=8134","title":{"rendered":"N\u00e3o tem nada a ver com Chico. O Afeto \u00e9 meu.","gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"text"}]},"content":{"rendered":"\n<p>@1flaviocarvalho. @quixotemacunaima. Soci\u00f3logo e Escritor. Barcelona.<\/p>\n\n\n\n<p>31 de janeiro de 2022<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-medium-font-size\">\u201cUm dia vestido de saudade viva faz ressuscitar. <br>Casas mal vividas, camas repartidas, faz se revelar. <br>Quando a gente tenta de toda maneira dele se guardar, <br>sentimento ilhado, morto, amorda\u00e7ado, volta a incomodar\u201d <br>(Raimundo Fagner)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">M\u00fasica, emo\u00e7\u00e3o, pol\u00edtica. Vida! Indissociavelmente, inseparavelmente&#8230; de forma coerente.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-medium\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"169\" src=\"http:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32-300x169.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-8137\" srcset=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32-300x169.png 300w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32-600x338.png 600w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32-1024x577.png 1024w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32-768x433.png 768w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32-1536x865.png 1536w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32-2048x1154.png 2048w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32-1170x659.png 1170w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sei viver sem m\u00fasica. \u00c9 um v\u00edcio. Admito.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como j\u00e1 n\u00e3o consigo come\u00e7ar um texto sem epigrafar com um trecho de m\u00fasica. Percebeu?<\/p>\n\n\n\n<p>Eu sempre fui de escutar coisas novas, mais que as velhas, repetidas vezes. Me ajuda muito a lidar com as minhas <em>felissaudades<\/em>, de quem mora \u201clonge\u201d. Al\u00e9m do tempo que me separa de quando eu as conheci. Se n\u00e3o posso agora mesmo voltar \u00e0s terras, aquelas&#8230;, me conformo em sentir que, igualmente, me separam delas, das can\u00e7\u00f5es e momentos, daqueles sentimentos, o n\u00e3o poder voltar no tempo. Ainda bem. N\u00e3o h\u00e1 mal que n\u00e3o venha para o bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sindemia, confinado, em casa, descobri que h\u00e1 mais m\u00fasicas entre o c\u00e9u e a terra do que possa supor minha v\u00e3 filosofia. A cada dia, h\u00e1 uma alegre revela\u00e7\u00e3o. E o tempo \u00e9 ouro para o meu jovem cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Fico pensando na imensa quantidade de boas artistas que existem, sempre existiram, num pa\u00eds gigante como o Brasil, e que acabamos consumindo algumas mesmas de sempre (at\u00e9 do Chico!), processadas pelos mesmos filtros das grandes ind\u00fastrias capitalistas. Nas artes, como um todo. Para cada bom livro que eu descubro \u201cdo nada\u201d, fico pensando em quantos outros eu vou morrer sem nem saber que existem. Me concentro no que eu tenho e deixo de ficar antecipando sofrimento pelo que eu n\u00e3o tenho. Bem melhor assim.<\/p>\n\n\n\n<p>E eis que n\u00e3o de repente, comecei eu mesmo a criar meus pr\u00f3prios filtros, por n\u00e3o separar arte, pol\u00edtica, vida. Carrego tudo na como\u00e7\u00e3o, at\u00e9 mais que na \u201cmera\u201d emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Atribu\u00ed pontos, pra mim mesmo, \u00e0s artistas negras, mulheres, trans, ind\u00edgenas, quilombolas, sem-terra, e um imenso etecetera que eu nem queria escrever etecetera pra n\u00e3o resumir essa maravilhosa diversidade. Ganharam ponto, passaram na frente, no meu processo \u00edntimo de repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<p>Inating\u00edvel, inatac\u00e1vel. Sabe por qu\u00ea? Porque \u00e9 meu, dentro de mim, de mim pra mim, comigo mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa auto declara\u00e7\u00e3o afugenta fascistas e racionalistas (que nem sempre s\u00e3o os mesmos), pois n\u00e3o h\u00e1 margem de contestar o que eu sinto, o que \u00e9 sentimento. E mesmo assim, de vez, em quando, ainda aparece algu\u00e9m que se diz antifascista, equiparando-se a eles (aos que n\u00e3o respeitam os sentimentos) e ainda tenta se intrometer \u2013 n\u00e3o na minha vida, mas no meu \u00edntimo.<\/p>\n\n\n\n<p>E isso explica muito, no que eu sinto, sobre quem ainda tenta se meter com um cara como Chico.<\/p>\n\n\n\n<p>Acho que foi a paternidade que me ensinou que quando um filho diz que sente algo, jamais devo dizer: \u201cmas n\u00e3o foi nada; levanta e anda; isso n\u00e3o d\u00f3i\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Guardo uma m\u00e1goa angustiada de um grande amigo europeu \u2013 de enormes afinidades pol\u00edticas comigo &#8211; que a cada vez que eu lhe confessava que me sentia mal, discriminado, por imigrante, ele tentava (mal) me ajudar explicando-me os seus problemas de haver nascido pobre. Empatia zero. Um sentimento jamais suplanta o outro. Podem at\u00e9 complementar-se, mas s\u00e3o \u00fanicos, antes de tudo. Tentar universaliz\u00e1-los pode significar um terr\u00edvel menosprezo PARA MIM.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, nem sempre um pouquinho menos do imenso velho da barba branca do s\u00e9culo passado significa, automaticamente, maximizar o jovem negro favelado assassinado hoje. \u00c9 compat\u00edvel. Mas quem est\u00e1 morrendo a cada quatro horas, assassinado no Brasil de hoje em dia? Quem?<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 claro que eu aceito o di\u00e1logo, mas n\u00e3o posso negar que eles s\u00f3 podem partir de algo. E esse algo, muito forte \u00e9 o meu sentir.<\/p>\n\n\n\n<p>Ego\u00edsta? Individualista? SINTO que n\u00e3o. Voc\u00ea ainda pode at\u00e9 pensar que sim. \u00c9 o seu direito. Mas se assim o ENTENDEU, perdeu seu tempo. N\u00e3o era pra entender nada. \u00c9 pra sentir. E sentir pra mim \u00e9 o que mais te legitima. At\u00e9 mesmo &#8211; e principalmente \u2013 diferentemente o Teu do Meu sentir.<\/p>\n\n\n\n<p>Fagner, por exemplo, eu n\u00e3o reescuto, apesar de estar ressignificando seus velhos discos, por ME permitir. Eu escuto as suas velhas m\u00fasicas, por n\u00e3o gostar nada das mais recentes (assim como n\u00e3o gosto dos seus mais recentes depoimentos). Eu n\u00e3o me canso de escutar suas velhas composi\u00e7\u00f5es como se fossem novas, buscando mais a base instrumental, que eu adoro. E ressignificando a poesia delas, para os meus atuais dias. Musicalidade (Hermeto Pascoal, Manass\u00e9s, Robertinho&#8230;) e Poesia (Gullar, Manduka, Florbela..). Eu consigo seguir escutando e at\u00e9 gostando ainda mais das velhas m\u00fasicas dele. Opera assim, dentro de mim, uma equa\u00e7\u00e3o perene, mesmo sem pensar, nada racional, que flui, por ser muito (muito!) mais sentimento que pensamento. Eu me deixo levar por isso. E me sinto bem. N\u00e3o \u00e9 o que me importa?<\/p>\n\n\n\n<p>Em quase tudo que eu escrevo, deixo sempre aparecer que eu, ultimamente, valorizo mais o sentir que qualquer vest\u00edgio do meu lado racional. E com isso eu te permito sentir o que quiser de mim. Claro.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos ao Chico.<\/p>\n\n\n\n<p>O privil\u00e9gio de morar no exterior tirou-me coisas. Deu-me outras.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nada compar\u00e1vel para mim (algum dia deixarei de reiterar o \u201cpara mim\u201d, pois s\u00f3 escrevo mesmo o que eu sinto) com os momentos de \u00eaxtase, as epifanias de, longe de Olinda, ter nas m\u00e3os e come\u00e7ar a ler um novo livro de Chico, ou escutar um dos seus novos discos. \u00c9 respeito muit\u00edssimo.<\/p>\n\n\n\n<p>Faz muitos anos que ele n\u00e3o canta essa m\u00fasica da qual todos falam e os jornais adoram que todo mundo fale, pra vender mais jornal \u2013 gra\u00e7as \u00e0s redes sociais que lhes prejudicaram, aos jornais.<\/p>\n\n\n\n<p>Pois eu dou-me o direito de n\u00e3o escutar mais nada que eu n\u00e3o queira \u2013 e vou escutar o universo infinito do que ainda quero e h\u00e1 pra escutar. Quem dir\u00e1 do autor, que tanta emo\u00e7\u00e3o me deu, de deixar de fazer ou de dizer ou de querer ou de cantar ou de escutar o que saiu de dentro dele, ainda ontem ou d\u00e9cadas atr\u00e1s? \u00c9 Chico Buarque de Holanda, minha gente. Se fosse eu, at\u00e9 eu j\u00e1 podia. Imagina sendo um g\u00eanio. E isso n\u00e3o lhe obriga a gostar de tudo dele. Nem a ele dizer tudo o que queira, por dizer. Mas de expressar o seu sentimento sim. Basta eu gostar do que ele diz ou n\u00e3o. Criticar ou n\u00e3o. Comprar seu livro ou n\u00e3o. Falar mal do que ele fala ou n\u00e3o. Concordar com ele ou n\u00e3o. Mas, porque estou falando tanto dele?<\/p>\n\n\n\n<p>Eu n\u00e3o quero que se intrometam nos meus sentimentos \u2013 a n\u00e3o ser que eu os queira declaradamente, explicitamente, manifestar em p\u00fablico, em dupla, ou nos meus textos, ou poesia&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Eu j\u00e1 n\u00e3o gosto dessa m\u00fasica, que continua sendo linda, mesmo se por mim j\u00e1 n\u00e3o gostada.<\/p>\n\n\n\n<p>Se eu sentir que ela maltrata \u2013 algo ou algu\u00e9m &#8211; eu te garanto que ela para mim passar\u00e1 a ser sentida como maltrato. E ent\u00e3o, para mim (de novo, olha a\u00ed, \u201cpara mim\u201d), \u00e9 o que vale. O sentimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso elimina completamente algumas palavras do TEU vocabul\u00e1rio. Pode seguir gritando, claro, mas n\u00e3o me obrigue a escut\u00e1-las: vitimismo, mimimi, identitarismo, politicamente correto e outras merdas. At\u00e9 aqui chegamos. E daqui, lamento informar que j\u00e1 n\u00e3o passas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, n\u00e3o passar\u00e3o. E eu, passarinho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuem me levar\u00e1 sou eu. Quem regressar\u00e1 sou eu\u201d (Fagner).<\/p>\n\n\n\n<p>Viva Chico. E viva oS movimentoS feministas, no plural.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a\u00e7\u00facar com afeto \u00e9 para mim machista e ponto. Eu n\u00e3o mais a escutarei. Se at\u00e9 o cara deixou de cantar ela h\u00e1 d\u00e9cadas! Se at\u00e9 nisso o pr\u00f3prio Chico concordaria hoje comigo. Tenho tantas m\u00fasicas dele pra escutar. Vejam o que acha de tudo disso um <em>bolsonazista<\/em>, aquele que inventou o politicamente correto somente pra seguir atacando com a incorre\u00e7\u00e3o pol\u00edtica sua, de sempre.<\/p>\n\n\n\n<p>Aquele abra\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>PS.: n\u00e3o esque\u00e7amos jamais de uma coisa importante em todo o debate de repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Cumprem expl\u00edcito objetivo de chamar a aten\u00e7\u00e3o, trazer \u00e0 superf\u00edcie o que era somente uma discuss\u00e3o subterr\u00e2nea. Porque algu\u00e9m estava sendo privilegiado pelo fato de que o verdadeiro sentimento sobre aquilo estivesse durante todo esse tempo bem guardado, bem enterrado, com algu\u00e9m sendo beneficiado. Enquanto outras quantas pessoas estavam sendo prejudicadas. Fazer-nos falar sobre algo que antes passou batido nos ajuda a pensar no que, de fato, passou batido. Foi a hist\u00f3ria, a can\u00e7\u00e3o, o tal contexto em que foi composta, a sociedade, que passou batida? Ou fomos n\u00f3s mesmos que engolimos sem degustar, sem paladar, sem o sentir?<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>Acesse as m\u00eddias de Fl\u00e1vio Carvalho:<\/p>\n\n\n\n<p>T<em>witter e Instagram: <\/em><strong><em>@1flaviocarvalho<\/em><\/strong><br><em>Facebook: <\/em><strong><em>@quixotemacunaima<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nota: Os textos, cita\u00e7\u00f5es, e opini\u00f5es s\u00e3o fornecidos pelo autor, sendo de sua exclusiva responsabilidade, e podem n\u00e3o expressar \u2013 no todo ou em parte, a opini\u00e3o dos Coletivos da Fibra.<\/p>\n","protected":false,"gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"html"}]},"excerpt":{"rendered":"<p>@1flaviocarvalho. @quixotemacunaima. Soci\u00f3logo e Escritor. Barcelona. 31 de janeiro de 2022 \u201cUm dia vestido de saudade viva faz ressuscitar. Casas mal vividas, camas repartidas, faz<\/p>\n","protected":false,"gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"html"}]},"author":2,"featured_media":8137,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_eb_attr":"","footnotes":""},"categories":[6,197,202,10],"tags":[],"class_list":["post-8134","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-colunistas","category-flavio","category-reportagens","three-columns"],"aioseo_notices":[],"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32.png",2546,1434,false],"landscape":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32.png",2546,1434,false],"portraits":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32.png",2546,1434,false],"thumbnail":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32-300x169.png",300,169,true],"large":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32-1024x577.png",640,361,true],"1536x1536":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32-1536x865.png",1536,865,true],"2048x2048":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32-2048x1154.png",2048,1154,true],"refined-magazine-carousel-img":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32-783x450.png",783,450,true],"refined-magazine-carousel-img-landscape":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32-783x225.png",783,225,true],"refined-magazine-carousel-large-img":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32-1000x574.png",1000,574,true],"refined-magazine-carousel-large-img-landscape":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32-1000x287.png",1000,287,true],"refined-magazine-large-thumb":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32-1170x659.png",1170,659,true],"refined-magazine-small-thumb":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/Screenshot-2022-02-01-at-15.31.32-350x220.png",350,220,true]},"rttpg_author":{"display_name":"clearwaterdijk","author_link":"https:\/\/fibrainternacional.org\/?author=2"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/?cat=6\" rel=\"category\">Artigos<\/a> <a href=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/?cat=197\" rel=\"category\">Colunistas<\/a> <a href=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/?cat=202\" rel=\"category\">Fl\u00e1vio Carvalho<\/a> <a href=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/?cat=10\" rel=\"category\">Reportagens<\/a>","rttpg_excerpt":"@1flaviocarvalho. @quixotemacunaima. Soci\u00f3logo e Escritor. Barcelona. 31 de janeiro de 2022 \u201cUm dia vestido de saudade viva faz ressuscitar. Casas mal vividas, camas repartidas, faz","gt_translate_keys":[{"key":"link","format":"url"}],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fibrainternacional.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8134","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fibrainternacional.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fibrainternacional.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fibrainternacional.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fibrainternacional.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8134"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/fibrainternacional.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8134\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8475,"href":"https:\/\/fibrainternacional.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8134\/revisions\/8475"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fibrainternacional.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8137"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fibrainternacional.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8134"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fibrainternacional.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8134"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fibrainternacional.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8134"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}