{"id":8562,"date":"2022-04-02T11:13:05","date_gmt":"2022-04-02T09:13:05","guid":{"rendered":"http:\/\/fibrainternacional.org\/?p=8562"},"modified":"2022-04-03T00:11:55","modified_gmt":"2022-04-02T22:11:55","slug":"guerras-e-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fibrainternacional.org\/?p=8562","title":{"rendered":"Guerras e paz","gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"text"}]},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\">Por In\u00eaz Olud\u00e9, para o site da Fibra.<\/p>\n<!-- \/wp:post-content --><!-- wp:paragraph -->\n<p class=\"MsoNormal\">Bruxelas, 1 de abril de 2022.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n\n<strong>O culto ancestral \u00e0 guerra<\/strong>\n\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:image {\"align\":\"right\",\"id\":8558,\"width\":239,\"height\":135,\"sizeSlug\":\"large\",\"linkDestination\":\"none\"} -->\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-8558\" src=\"http:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Screenshot-2022-04-02-at-10.33.19-1024x577.png\" alt=\"\" width=\"239\" height=\"135\" srcset=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Screenshot-2022-04-02-at-10.33.19-1024x577.png 1024w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Screenshot-2022-04-02-at-10.33.19-600x338.png 600w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Screenshot-2022-04-02-at-10.33.19-300x169.png 300w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Screenshot-2022-04-02-at-10.33.19-768x433.png 768w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Screenshot-2022-04-02-at-10.33.19-1536x865.png 1536w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Screenshot-2022-04-02-at-10.33.19-2048x1154.png 2048w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Screenshot-2022-04-02-at-10.33.19-1170x659.png 1170w\" sizes=\"(max-width: 239px) 100vw, 239px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<!-- \/wp:image -->\n\n<!-- wp:paragraph {\"dropCap\":true} -->\n<p class=\"has-drop-cap\">Pude perceber que existe um verdadeiro culto \u00e0 guerra, museus, monumentos, filmes, festejos e paradas militares, hinos, bandeiras, e outros s\u00edmbolos militares que invadem a vida do civil supostamente por patriotismo e defesa da p\u00e1tria.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n\nPor todos os lados h\u00e1 manipula\u00e7\u00f5es e se pode observar comportamentos patrioteiros onde imbecis exaltam idiotas e servis a se alistarem para a guerra, a fim de defender os interesses dos poderosos que nos governam e seus aliados fabricantes de armas.\n\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n\n\u00c9 ineg\u00e1vel que o mundo est\u00e1 vivendo um momento dram\u00e1tico, com as propor\u00e7\u00f5es guardadas, semelhante aos anos 30 na Europa, com o mesmos ingredientes que levaram \u00e0 ascens\u00e3o do fascismo e do nazismo: crise econ\u00f4mica, \u00e9tica e moral que pode terminar em trag\u00e9dia. O pior \u00e9 que, as atitudes e in\u00e9rcia s\u00e3o as mesmas, se deixa crescer a hidra do fascismo, depois n\u00e3o se sabe o que fazer para estanc\u00e1-la. J\u00e1 o contexto internacional \u00e9 muito favor\u00e1vel ao neofascismo, e o maior exemplo \u00e9 a Ucr\u00e2nia, que tem um contingente de neonazistas inclu\u00eddo no ex\u00e9rcito, financiado pelos &#8220;ocidentais&#8221; que seja dito, sempre fizeram isso, mas n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico exemplo. A Europa est\u00e1 de novo contaminada pela peste marrom, os EUA com seus supremacistas e neonazistas, que tem partidos legalizados, em nome do direito \u00e0 liberdade de express\u00e3o. Veja no Brasil, os \u201cnazitupinikins\u201d, estes sim que s\u00e3o bons exemplos da peste marrom, todos mesti\u00e7os, se forem \u00e0 Ucr\u00e2nia ou aos EUA se juntarem com os nazistas, v\u00e3o levar cacete!\n\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n\nNo dia 31 de mar\u00e7o, os milicos mamateiros comemoram o golpe de 64, que se deu no dia 1\u00b0 de abril, a rep\u00fablica dos assassinos, continua assombrando a sociedade porque ficaram impunes. Voltaram ao poder, agora temos a rep\u00fablica de milicianos corruptos, parasitas, vagabundos, traidores da p\u00e1tria e entreguistas.\n\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n\n<strong>A paz<\/strong>\n\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n\nA paz, \u00e9 uma coisa dif\u00edcil e complexa. Estou h\u00e1 anos tentando chegar a alguma conclus\u00e3o, algum consenso, para isso foi necess\u00e1rio entender a guerra, seus mecanismos, suas mentiras, suas proje\u00e7\u00f5es.\n\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n\nMinha primeira pergunta foi a mais simples: por que os homens fazem guerra? Pois, n\u00f3s, as mulheres, n\u00e3o temos nada a ver com isso, mesmo se algumas se deixam levar pelo militarismo, vestem farda, fazem aqui e ali uma guerra, como Madame Thatcher, mulher \u00e9 vida.\n\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n\nS\u00f3 esta pergunta boba me levou alguns anos de buscas e reflex\u00f5es; ora duvidosas, ora contradit\u00f3rias, na maior parte do tempo amargas e tristes.\n\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n\nS\u00f3 a poesia d\u00e1 conta\nDa estupidez da guerra\n\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n\n<strong>Victor Hugo<\/strong>\n\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n\nTrabalhadora sem olhos,\nPen\u00e9lope imbecil,\nCan\u00e7\u00e3o de ninar do caos\nonde o nada oscila,\nGuerra, \u00f3 guerra ocupada\ncom o choque de esquadr\u00f5es,\nCheia do som furioso das cornetas,\n\u00f3 bebedora de sangue, que,\nferoz, murcha,\nHedionda, arrasta o homem\nem esta embriaguez,\nNuvem onde o destino se\ndeforma, onde Deus foge,\nOnde flutua uma luz mais\nnegra que a noite,\nImensa louca,\narmada de vento e raios,\nDe que serve voc\u00ea, giganta,\nde que serve voc\u00ea, fuma\u00e7a,\nSe seus colapsos reconstroem o mal,\nSe para o bestial voc\u00ea ca\u00e7a o animal,\nSe voc\u00ea n\u00e3o sabe, na sombra\nonde sua chance chafurda,\nDesfazer um imperador\ns\u00f3 para fazer outro?\n\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n\nN\u00e3o acredite em contos de fardas!\n\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n\nP.s. &#8211; Este poema Victor Hugo escreveu em 1871, morreu em 1885. Escandalosa ironia do destino, aberra\u00e7\u00e3o cultural ou absurdo sem nome: menos de 20 anos ap\u00f3s seu desaparecimento, a Fran\u00e7a construiu e lan\u00e7ou um navio de guerra com seu nome! &#8211; o cruzador blindado &#8220;Victor Hugo&#8221;, uma grande canalhice e desrespeito \u00e0 obra e ao seu autor.\n\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:separator -->\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n<!-- \/wp:separator -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n\nSigra as letras de In\u00eaz:\n\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n\nFacebook: @inezoludedasilva\n\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n\nInstagram: @inezitaolude\n\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n\nNota: Os textos, cita\u00e7\u00f5es, e opini\u00f5es s\u00e3o fornecidos pela autora, sendo de sua exclusiva responsabilidade, e podem n\u00e3o expressar \u2013 no todo ou em parte, a opini\u00e3o dos Coletivos da Fibra.\n\n<!-- \/wp:paragraph -->","protected":false,"gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"html"}]},"excerpt":{"rendered":"<p>Por In\u00eaz Olud\u00e9, para o site da Fibra. 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