{"id":8572,"date":"2022-04-16T00:10:08","date_gmt":"2022-04-15T22:10:08","guid":{"rendered":"http:\/\/fibrainternacional.org\/?p=8572"},"modified":"2022-04-16T00:10:09","modified_gmt":"2022-04-15T22:10:09","slug":"o-perverso-narcisista-quer-te-devorar-nao-a-esfinge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fibrainternacional.org\/?p=8572","title":{"rendered":"O perverso narcisista quer te devorar, n\u00e3o a esfinge.","gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"text"}]},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O perverso narcisista quer te devorar, n\u00e3o a esfinge<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>@1flaviocarvalho, soci\u00f3logo e escritor. @quixotemacunaima.<\/p>\n\n\n\n<p>Barcelona, 14 de abril de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">\u201c<em>Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas<br>Vivem pros seus maridos, orgulho e ra\u00e7a de Atenas<\/em>\u201d \u2026<br>(Chico Buarque)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Era um momento de guerra (do Peloponeso). Naquele tempo, no Templo de Delfos, o grego Pausanias atribuiu a S\u00f3crates o aforismo mais importante da filosofia ocidental: \u201cConhece-te a ti mesmo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Durante s\u00e9culos este aforismo foi considerado &#8211; principalmente pela institui\u00e7\u00e3o mais triunfante da hist\u00f3ria da humanidade (o catolicismo) &#8211; como o mais subversivo, mais revolucion\u00e1rio e, portanto, mais perigoso modo de pensar. N\u00e3o podemos esquecer que houve uma \u00e9poca em que o conhecimento n\u00e3o poderia vir de dentro, era algo somente oferecido \u201cpelo divino\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Screenshot-2022-04-16-at-00.04.15-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-8573\" width=\"330\" height=\"185\" srcset=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Screenshot-2022-04-16-at-00.04.15-1024x576.png 1024w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Screenshot-2022-04-16-at-00.04.15-600x337.png 600w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Screenshot-2022-04-16-at-00.04.15-300x169.png 300w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Screenshot-2022-04-16-at-00.04.15-768x432.png 768w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Screenshot-2022-04-16-at-00.04.15-1536x863.png 1536w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Screenshot-2022-04-16-at-00.04.15-2048x1151.png 2048w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Screenshot-2022-04-16-at-00.04.15-1170x658.png 1170w\" sizes=\"(max-width: 330px) 100vw, 330px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Entretanto, a busca interior sobreviveu \u00e0quela repress\u00e3o \u2013 curiosamente a palavra <em>religare<\/em>, que deu origem \u00e0 palavra religi\u00e3o, sugeria o reconectar-se com sua pr\u00f3pria divindade, ou, aquela que todos trazem em si. Talvez por isso, persiste vigente, ao longo do tempo, essa incessante busca.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem o teme? A quem interessa, hoje, a variante do \u201cConhece-te a ti mesmo?\u201d A quem mais deveria interessar a sua m\u00edtica vers\u00e3o, \u201cDecifra-me ou te devoro?\u201d, popularmente conhecido como Enigma da Esfinge, um dos pilares da filosofia moderna. Deveria interessar ao Homem (\u00e0 humanidade). Digamos melhor, hoje em dia: \u00e0 mulher!<\/p>\n\n\n\n<p>Jean-Charles Bouchoux, psiquiatra franc\u00eas, vendeu mais de trezentos mil exemplares do seu livro mais famoso (Os Perversos Narcisistas), com base naquela mesma afirma\u00e7\u00e3o: a primeira coisa a fazer \u00e9 observar-se e, contra os perversos narcisistas, tomar consci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Bouchoux n\u00e3o hesita em afirmar que n\u00e3o inventou moda: est\u00e1 na base de todas as filosofias orientais, n\u00e3o somente as ocidentais. Universal, portanto.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, porque uma pessoa v\u00edtima da \u201cS\u00edndrome da Mulher Maltratada\u201d deveria olhar-se pra dentro e n\u00e3o centrar-se na figura do maltratador? Como fazer isso, \u201cpre-ocupar-se\u201d mais com si mesma, sem aliviar o peso de quem deveria ser \u201ctratado\u201d, o maltratador? \u00c9 o que tenta responder Bouchoux.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00faltima coisa que um maltratador espera de uma mulher maltratada \u00e9 que ela se reconecte com si mesma. E far\u00e1 de tudo para impedir que isso aconte\u00e7a. Porque a situa\u00e7\u00e3o, sem d\u00favida, lhe beneficia, como maltratador. O ser maltratador lhe exige uma pessoa a ser maltratada.<\/p>\n\n\n\n<p>Fa\u00e7amos outra pergunta e assim caminharemos juntos a uma tentativa de melhor entendimento. Porque demoramos tanto tempo para chegar \u00e0s atuais evid\u00eancias, emp\u00edricas e epistemol\u00f3gicas, de que a viol\u00eancia machista \u00e9 uma das mais fortes bases de domina\u00e7\u00e3o entre seres humanos?<\/p>\n\n\n\n<p>Mais forte no sentido de que transcende a domina\u00e7\u00e3o de classe, e provavelmente se iguala \u00e0 quest\u00e3o racial. Lembremos que persiste, ele, o machismo, mesmo entre \u201cricos e pobres\u201d \u2013 embora com agravantes de desigualdade econ\u00f4mica e social. Lembremos que, enquanto a desigualdade entre os \u201cmais ricos\u201d e os \u201cmais pobres\u201d pode chegar a ser verificada numa escala de entre 99 e 1%, a exist\u00eancia de \u201cnegros e brancos\u201d num pa\u00eds como o Brasil, em geral, pode ser de 51 a 49%; igual que a exist\u00eancia (bin\u00e1ria, equivocada, cada vez mais superada, pelas teorias de desconstru\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao g\u00eanero) de sociedades numericamente divididas quase por igual entre \u201cmulheres e homens\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Bouchoux e seus diversos seguidores pelo mundo, nos induzem a pensar em algo. Se fosse uma pessoa, a viol\u00eancia machista j\u00e1 se conhece, a si mesma e, portanto, sabe como se manter, tirar proveito e multiplicar-se ao longo dos anos. Uma das formas que mais utiliza para chegar at\u00e9 aqui \u00e9 desconcertar, desorientar, desnortear o outro (melhor dizendo, A outra) por mais que ela esteja no seu caminho de autoconhecimento. Conhecer-se empodera, e querer \u00e9 poder: tudo o que um machista n\u00e3o deseja para a pessoa com quem convive.<\/p>\n\n\n\n<p>No fundo, cada gesto machista \u00e9 um ato de afirma\u00e7\u00e3o de poder. Quem j\u00e1 ouviu a express\u00e3o <em>gaslighting<\/em>, sobre a manipula\u00e7\u00e3o e o abuso psicol\u00f3gico t\u00edpicos do relacionamento imposto pelo machista, compreender\u00e1 bem o que estamos querendo trazer \u00e0 luz. Se lhe interessou o tema, procure saber mais sobre ele!<\/p>\n\n\n\n<p>Qual a \u201cf\u00f3rmula\u201d, portanto, proposta por Bouchoux? Escreveu outro livro, chamado Viol\u00eancia Invis\u00edvel. Um excelente complemento.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes se falava muito dos chamados micro-machismos. Por\u00e9m, quanto mais analisados houvessem sido, conclu\u00eda-se que seria muito melhor chamar de macro-machismos (por sua expans\u00e3o, variedade e capacidade de adaptar-se, como um v\u00edrus mutante, dos novos tempos). O que era micro, por ser sutil, cotidiano, nos pequenos detalhes, configura uma verdadeira forma de olhar o macro, como uma praga social; seu nome? Patriarcado. O sistema de domina\u00e7\u00e3o patriarcal \u00e9 a conjuga\u00e7\u00e3o entre os micro-machismos e aquilo que os torna macro-machismos.<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos diante de um debate que se revela muito atual, porque o escondiam debaixo daquela velha, e tamb\u00e9m perversa &#8211; express\u00e3o: \u201cmas sempre foi assim!\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante andar nessa linha t\u00eanue entre saber que, sim, foram se reproduzindo ao longo do (muito e muito) tempo; tanto quanto \u00e9 fundamental saber que por mais tempo que tenham existido nunca \u00e9 tarde para n\u00e3o deixar de (re)produzir-lhes.<\/p>\n\n\n\n<p>Dou-te um exemplo. Sabe aquela estrat\u00e9gia do marido machista que, dentro de casa, se cala durante dias? Havia outro livro famoso, Homens s\u00e3o de Marte e Mulheres s\u00e3o de V\u00eanus, que comparava ao fen\u00f4meno dA Caverna de Plat\u00e3o, como uma necessidade de reclus\u00e3o masculina; como se as mulheres n\u00e3o tivessem a mesma necessidade. \u201cTodo homem necessita o seu momento de acavernar-se\u201d &#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Recordo que, antigamente, a mulher era impelida a pensar que se tratava de uma mera fuga masculina, como uma boa estrat\u00e9gia para a rela\u00e7\u00e3o. Como uma bondade do homem vitimizado (\u201c\u00e9 melhor mesmo que ele se cale; at\u00e9 para ver se assim se tranquiliza\u201d). Pois Bouchoux caracteriza isto, na rela\u00e7\u00e3o do casal, como a Viol\u00eancia do Sil\u00eancio. N\u00e3o \u00e9 um sil\u00eancio de mero recuo, bonzinho. Possui a inten\u00e7\u00e3o de ferir o outro (melhor dizendo, A outra). \u00c9 perverso, portanto. N\u00e3o existe simplesmente por existir. Existe para fazer o mal \u00e0 outra pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu me lembro de hav\u00ea-la exercido \u2013 sim, eu mesmo \u2013 tanto quanto lembro do meu pai haver exercido com minha m\u00e3e (e da minha m\u00e3e tentar reproduz\u00ed-la, sem o mesmo \u00eaxito, com meu pai).<\/p>\n\n\n\n<p>E aqui vamos nos encaminhando ao desfecho de ambos os livros do psiquiatra franc\u00eas. De onde surgem, ent\u00e3o, todas essas \u201cmerdas\u201d? Bouchoux criou uma express\u00e3o menos escatol\u00f3gica: Ang\u00fastia de Fundo. Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, a hist\u00f3ria da psican\u00e1lise (Freud, principalmente; ou os seus principais disc\u00edpulos \u2013 hoje estamos descobrindo que seria melhor dizer disc\u00edpulAs) nos facilita a vida na hora de compreender e tentar dialogar sobre estes fen\u00f4menos. Pois sabem de onde Bouchoux cr\u00ea que se origina o que ele chama de Ang\u00fastia de Fundo? Do medo infantil.<\/p>\n\n\n\n<p>Conclus\u00e3o: analisemos profundamente cada etapa das nossas vidas, antes da vida adulta, e encontraremos a raiz das nossas pr\u00f3prias ang\u00fastias. Enfim&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>O Perverso Narcisista, encarnado num machista maltratador (um pleonasmo?) ser\u00e1 incapaz de dedicar-se \u2013 por mais hip\u00f3crita que tente mentir-se a si mesmo \u2013 a um processo de autoconhecimento. Disso j\u00e1 sabemos. A quest\u00e3o \u00e9 o quanto ele, deliberadamente, intencionalmente, interessadamente, pode atrapalhar o processo alheio de autoconhecimento, da sua parceira ou parceiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, ser\u00e1 importante encarar toda e qualquer prov\u00e1vel solu\u00e7\u00e3o por um equil\u00edbrio entre al\u00edvio e autorresponsabilidade; n\u00e3o da pessoa maltratadora e sim da pessoa maltratada. N\u00e3o \u00e9 por outro motivo que o primeiro cap\u00edtulo de Perverso Narcisista \u00e9 sublinhar o pr\u00f3prio conceito de pervers\u00e3o: o fazer mal.<\/p>\n\n\n\n<p>O humanismo cl\u00e1ssico \u00e9 aquele que compreende que as pessoas, em geral, nascem para o bem. \u00c9 a sociedade e a forma com que guiam a sua pr\u00f3pria atitude que as pervertem. E assim iremos a uma obviedade que pode ser transformadora: o que perverte, pode reorientar para o bem. O que foi deformado pode sim, reformar-se (e at\u00e9 mesmo revolucionar-se). O que encaminhou-se para a pervers\u00e3o pode mudar para melhor. Porque sempre pode ficar melhor. Ou pior.<\/p>\n\n\n\n<p>Com uma \u00fanica condi\u00e7\u00e3o: h\u00e1 que ser de dentro pra fora. Uma maltratada jamais deveria preocupar-se em recuperar ao maltratador. J\u00e1 ter\u00e1 suficiente trabalho para conhecer-se ou reconhecer-se a si mesma. E por n\u00e3o ser perversa, por querer ser (ou por j\u00e1 ser) \u201cboa pessoa\u201d, \u00e9 incapaz de uma pervers\u00e3o como a do maltratador.<\/p>\n\n\n\n<p>E o que nos faz boas ou m\u00e1s pessoas? O que nos perverte?<\/p>\n\n\n\n<p>Perguntar-se \u00e9 um dos melhores caminhos do autoconhecimento. E terminar um texto com pergunta \u00e9 algo que me faz ainda mais feliz.<\/p>\n\n\n\n<p>Aquele abra\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p>Acesse as m\u00eddias de Fl\u00e1vio Carvalho:<\/p>\n\n\n\n<p>T<em>witter e Instagram: <\/em><strong><em>@1flaviocarvalho<\/em><\/strong><br><em>Facebook: <\/em><strong><em>@quixotemacunaima<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nota: Os textos, cita\u00e7\u00f5es, e opini\u00f5es s\u00e3o fornecidos pelo autor, sendo de sua exclusiva responsabilidade, e podem n\u00e3o expressar \u2013 no todo ou em parte, a opini\u00e3o dos Coletivos da Fibra.<\/p>\n","protected":false,"gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"html"}]},"excerpt":{"rendered":"<p>O perverso narcisista quer te devorar, n\u00e3o a esfinge @1flaviocarvalho, soci\u00f3logo e escritor. @quixotemacunaima. 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