{"id":8821,"date":"2022-07-20T16:33:52","date_gmt":"2022-07-20T14:33:52","guid":{"rendered":"http:\/\/fibrainternacional.org\/?p=8821"},"modified":"2022-07-20T16:33:54","modified_gmt":"2022-07-20T14:33:54","slug":"amefricanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fibrainternacional.org\/?p=8821","title":{"rendered":"Amefricanidade","gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"text"}]},"content":{"rendered":"\n<p>Texto de Dai Sombra Aisha, para o site da FIBRA<br>@daisombraaisha<\/p>\n\n\n\n<p>Barcelona, 20 de julho de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 25 de julho do ano passado, eu mulher afro-brasileira, migrante em Espanha escrevi esse texto:<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor que o Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha n\u00e3o deve ter uma v\u00edrgula (,) depois da palavra negra?\u201d<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/Screenshot-2022-07-20-at-10.19.08-1024x575.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-8822\" width=\"402\" height=\"224\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Muitas pessoas j\u00e1 sabem que desde 1992, o dia 25 de julho, tornou-se um marco internacional para a luta e resist\u00eancia das mulheres negras latino-americanas e caribenhas.<\/p>\n\n\n\n<p>A data foi criada a partir do primeiro Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingo, Rep\u00fablica Dominicana.<\/p>\n\n\n\n<p>A v\u00edrgula ap\u00f3s mulher negra (Dia da Mulher Negra, Latinoamericana e Caribenha) muda o significado intr\u00ednseco daquela data, que foi reconhecido, mas n\u00e3o antes, com base em muita luta das mulheres destes territ\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o foi um presente, foi uma vit\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma mulher negra europeia est\u00e1 historicamente longe das quest\u00f5es que habitam um corpo afro-latino e caribenho, desde seu pa\u00eds de origem at\u00e9 o processo e experi\u00eancia em di\u00e1sporas para o ocidente.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, n\u00e3o busco a interpreta\u00e7\u00e3o da individualidade, e sim, para um questionamento sobre o perigo de universalizar mulheres que partem de experi\u00eancias de vida geograficamente diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Confiar plenamente em uma agenda branca pode contribuir para esse universalismo que lutamos tanto para n\u00e3o existir.<\/p>\n\n\n\n<p>Criar uma agenda de quest\u00f5es desses territ\u00f3rios, sua historicidade e suas buscas \u00e9 dar voz \u00e0s experi\u00eancias dessas mulheres &#8220;afropeias&#8221;, al\u00e9m de promover a integra\u00e7\u00e3o interseccional da hist\u00f3ria de muitas mulheres afro.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 muito para compartilhar e aprender umas com as outras. A diversidade de datas, agendas, interesses \u00e9 poss\u00edvel. Mas para isso, removemos a v\u00edrgula e deixamos de universalizar s\u00f3cios experi\u00eancias distintas.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu acredito que as irm\u00e3s desses territ\u00f3rios t\u00eam o direito, o poder e as experi\u00eancias de ter uma data pr\u00f3pria para que as ou\u00e7amos e aprendamos sobre suas hist\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, eu vivo a data de hoje da minha <a href=\"https:\/\/www.sescsp.org.br\/amefricanidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Amefricanidade<\/a>. \ud83d\udda4<\/p>\n\n\n\n<p>***<\/p>\n\n\n\n<p>Meu texto reflete a reivindica\u00e7\u00e3o em alerta sobre a apropria\u00e7\u00e3o, com risco a ser distorcida, de uma data que tem sua pr\u00f3pria agenda, criada com as demandas das mulheres do Abya Yala (nome verdadeiro ao que os colonos chamaram Am\u00e9rica).<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m indico a import\u00e2ncia de cada territ\u00f3rio estudar suas demandas e criar sua pr\u00f3pria agenda afrodescendente.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, a divis\u00e3o n\u00e3o \u00e9 individualista?<\/p>\n\n\n\n<p>O ocidente, no processo de coloniza\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntico, universalizou alguns conceitos dividindo-os e classificando-os em bons ou maus. A dualidade \u00e9 colonial.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando pegamos minha proposta de que cada territ\u00f3rio deveria criar sua pr\u00f3pria agenda, o que proponho transmitir \u00e9 que cada experi\u00eancia social afro \u00e9 importante, que cada territ\u00f3rio tem seus c\u00f3digos de comunica\u00e7\u00e3o, sua experi\u00eancia hist\u00f3rica e sua subjetividade e se somos conscientes das nuances do nosso espa\u00e7o, poderemos afrontar com mais for\u00e7a de transforma\u00e7\u00e3o nossa afrovida.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma guerra combatida no ver\u00e3o tem uma t\u00e1tica totalmente diferente quando confrontada no inverno. O espa\u00e7o, tempo e lugar n\u00e3o podem ser ignorados em uma batalha.<\/p>\n\n\n\n<p>E quando falamos desde a perspectiva &#8220;afro-diasp\u00f3rica&#8221; no mundo, que cada povo saiba qual \u00e9 sua arma de combate, faz da nossa luta mais forte, portanto minha sugest\u00e3o ao contr\u00e1rio de individualista, \u00e9 agregadora porque parte de uma perspectiva descolonizadora e afrocentrada, ou como eu terminei o texto: desde a minha Amefricanidade.<\/p>\n\n\n\n<p>E a\u00ed eu cito a grandiosa <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/L%C3%A9lia_Gonzalez\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">L\u00e9lia Gonzalez<\/a>, antrop\u00f3loga afro-brasileira, ativista e pertencente das bases de constru\u00e7\u00e3o de movimentos t\u00e3o importantes como MNU (<a href=\"https:\/\/mnu.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Movimento Negro Unificado<\/a>), ITCN (<a href=\"https:\/\/ipcnbrasil.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instituto de Pesquisa de Culturas Negras<\/a>), <a href=\"https:\/\/www.fundobrasil.org.br\/projeto\/nzinga-coletivo-de-mulheres-negras-de-belo-horizonte\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Coletivo de Mulheres Negras N\u2019Zinga<\/a>, dentre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Professora e parlamentar, L\u00e9lia foi pioneira nos debates sobre a rela\u00e7\u00e3o entre g\u00eanero e ra\u00e7a. Nos nutriu com a Amefricanidade, centrando as experi\u00eancias afros al\u00e9m do g\u00eanero, tendo a mulher negra como o centro desse reflex\u00e3o, j\u00e1 que em \u00fanico g\u00eanero se pode encontrar a filha, a irm\u00e3, a amiga e a m\u00e3e de um homem negro.<\/p>\n\n\n\n<p>E com o senso de comunidade caracter\u00edstico das \u00c1fricas no Brasil, onde todos os corpos, corpas e corpes s\u00e3o importantes para a sustenta\u00e7\u00e3o e perpetua\u00e7\u00e3o de uma tribo, a Amefricanidade da L\u00e9lia nos demonstra que uma mulher negra s\u00f3 ser\u00e1 plena se ela tiver a sua volta sua fam\u00edlia, constitu\u00edda tamb\u00e9m por homens.<\/p>\n\n\n\n<p>A intersec\u00e7\u00e3o com recorte de g\u00eanero somente prop\u00f5e \u00e0 mulher negra sua plenitude humana, ignorando que o processo escravocrata feriu todo um povo preto.<\/p>\n\n\n\n<p>O feminismo que traz a mulher preta, mas muitas vezes ignora seu espa\u00e7o familiar citado acima.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o seremos plenas sem a plenitude do nosso povo .<\/p>\n\n\n\n<p>A Amefricanidade \u00e9 pensado, atrav\u00e9s das mulheres pretas, para todo olhar \u00e0s pessoas minorizadas, exclu\u00eddas e marginalizadas na sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu n\u00e3o pretendo chegar sozinha. Merecemos a emancipa\u00e7\u00e3o do nosso povo! A retomada do que fomos e somos! E que o processo colonial inviabiliza e degrada.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, desde 2014, no dia 25 de julho tamb\u00e9m se celebra o dia de Tereza de Benguela, sob a Lei n\u00ba 12.987 que decreta o <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Tereza_de_Benguela\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Dia de Tereza de Benguela e da Mulher Negra<\/a>. Essa lei demonstra na pr\u00e1tica o exemplo de criar sua agenda, associar, somar e fortalecer.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a minha mensagem.<\/p>\n\n\n\n<p>O 25 de julho \u00e9 sobre:<\/p>\n\n\n\n<p>Teresa de Benguela, Luiza Mahim, Akotirene, Zeferina, L\u00e9lia Gonzales.<\/p>\n\n\n\n<p>A figura de Dandara de Palmares, Sueli Carneiro, M\u00e3e Stella de Ox\u00f3ssi, V\u00f3 Silva, Beatriz Nascimento, Elza Soares, Aline Barreto, Victoria Santa Cruz, Cl\u00e1udia Ferreira, Mariele Franco, Glaucenira Maximiano, M\u00e3e beata de Yemanj\u00e1, Em\u00eddia da Silva, Rita Stylus, V\u00f3 Vitalina, Mirla Riomar, Benedita da Silva, Irma Miranda, Sara Lemos, Katherine Reyes, Nega Uara ,Gisele Aguiar, Kelly Lua, Betania Ramos, Irene Innocencio ,Luciana Tita, T\u00e2mara Alves, Marianna de Castro, Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, N\u00eaga Lucas, Tia Rosa \u2026<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 sobre mim e sobre todas as irmandades negras latinoamericas e caribenhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Presentes! Hoje e sempre\u2026<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Dai Sombra Aisha <\/strong>\u00e9 Produtora s\u00f3cio-cultural, capoeirista, ativista antirracista Decolonial, Mulherista africana, poeta e escrevivente.<br><strong>Acompanhe as m\u00eddias de Dai Sombra Aisha:<\/strong> @daisombraaisha<br><strong>Acesse seu livro de poesia marginal em <em>ebook<\/em> Manifestar <\/strong>em:<br>Amazon.es<br>Amazon.com.br<br>#Manifestar #livromanifestar #libromanifestar #poesiamarginal #literaturapreta #pretasescritoras #soufilhadoil\u00ea #Di\u00e1sporaProductora<\/p>\n\n\n\n<p><strong><mark>Nota: <\/mark>Os textos, cita\u00e7\u00f5es, e opini\u00f5es s\u00e3o fornecidos pela autora, sendo de sua exclusiva responsabilidade e podem n\u00e3o expressar \u2013 no todo ou em parte, a opini\u00e3o dos Coletivos da Fibra<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.sescsp.org.br\/amefricanidade\/\"><\/a><\/p>\n","protected":false,"gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"html"}]},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto de Dai Sombra Aisha, para o site da FIBRA@daisombraaisha Barcelona, 20 de julho de 2022. 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