{"id":9076,"date":"2022-08-12T22:57:40","date_gmt":"2022-08-12T20:57:40","guid":{"rendered":"http:\/\/fibrainternacional.org\/?p=9076"},"modified":"2022-08-13T16:38:48","modified_gmt":"2022-08-13T14:38:48","slug":"afrofoka","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fibrainternacional.org\/?p=9076","title":{"rendered":"AFROFOKA","gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"text"}]},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Essa conversa d\u00e1 pano pra manga!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Texto de Dai Sombra Aisha, para o site da FIBRA<br>Barcelona, 12 de agosto de 2022.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-medium is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Screenshot-2022-08-13-at-16.34.26-300x168.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-9092\" width=\"412\" height=\"231\" srcset=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Screenshot-2022-08-13-at-16.34.26-300x168.png 300w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Screenshot-2022-08-13-at-16.34.26-1024x574.png 1024w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Screenshot-2022-08-13-at-16.34.26-768x431.png 768w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Screenshot-2022-08-13-at-16.34.26-1536x861.png 1536w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Screenshot-2022-08-13-at-16.34.26-2048x1148.png 2048w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Screenshot-2022-08-13-at-16.34.26-1170x656.png 1170w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Screenshot-2022-08-13-at-16.34.26-600x336.png 600w\" sizes=\"(max-width: 412px) 100vw, 412px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Todo o ser humano tem um interesse natural de saber da vida de outra pessoa. Somos seres sociais e nossa experi\u00eancia s\u00f3 \u00e9 percebida com o atravessamento de outras pessoas na nossa vida. \u00c9 imposs\u00edvel viver sem (con)viver.<\/p>\n\n\n\n<p>Nosso interesse inato na vida alheia pode ter v\u00e1rias inten\u00e7\u00f5es.<br>Saber sobre a vida dos nossos pais, ouvir as experi\u00eancias vividas de nossos irm\u00e3os, conhecer as hist\u00f3rias da nossa fam\u00edlia \u2026 Tudo isso est\u00e1 inserido no nosso dia a dia h\u00e1 anos!<br>Para um melhor conv\u00edvio social, seja na constru\u00e7\u00e3o de uma nova amizade, no \u00e2mbito laboral ou afetivo, utilizamos do interesse de melhor conhecer tal entorno e pessoas para o melhor aproveitamento destas rela\u00e7\u00f5es.<br><strong>\u201cT\u00e1, mas isso n\u00e3o \u00e9 fofoca!\u201d<\/strong><br>Ou sim! A fofoca consiste no ato de descobrir uma informa\u00e7\u00e3o sobre algu\u00e9m e posteriormente contar essa informa\u00e7\u00e3o a uma ou v\u00e1rias pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o significado acima, quando voc\u00ea conhece aquela pessoa interessante e conta para alguma amizade sua sobre uma nova paquera, voc\u00ea est\u00e1 fofocando sobre essa pessoa.<br>Ou quando voc\u00ea ouve de algu\u00e9m a hist\u00f3ria da sua fam\u00edlia, tamb\u00e9m est\u00e1 sendo c\u00famplice da fofoca.<br><strong>\u201cAh\u2026mas n\u00e3o nos referimos \u00e0 fofoca, em situa\u00e7\u00f5es assim<\/strong>.\u201d<br>Efetivamente! A fofoca \u00e9 relacionada a falar mal. Aquilo que se comenta com o intuito de causar intrigas. Conversa sem fundamento, especula\u00e7\u00e3o.<br>Os exemplos que eu citei podem ser entendidos como conversas a partir de experi\u00eancias vividas e\/ou ouvidas e da\u00ed \u00e9 normal que surjam nomes e experi\u00eancias, mas dentro do escamo de \u2018coment\u00e1rio\u2019.<br>&nbsp;Porque se o que se diz \u00e9 positivo, baseado em admira\u00e7\u00e3o e inspira\u00e7\u00e3o, \u00e9 s\u00f3 um coment\u00e1rio. Ou seja, apenas opini\u00f5es sem julgamentos, ressaltando uma forma de pensar sobre dita experi\u00eancia.<br>Entendemos a fofoca no ato de fazer afirma\u00e7\u00f5es n\u00e3o baseadas em fatos concretos, especulando em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida alheia, mas tamb\u00e9m, em divulgar fatos da vida de outras pessoas sem o consentimento das mesmas, independente da inten\u00e7\u00e3o de difama\u00e7\u00e3o ou de um simples coment\u00e1rio sem fins malignos.<br>Mas o que seriam fatos concretos em um mundo onde nossas percep\u00e7\u00f5es do mundo s\u00e3o impalp\u00e1veis? Uma mesma experi\u00eancia vivida por um grupo de pessoas em um mesmo espa\u00e7o e tempo podem ter interpreta\u00e7\u00f5es e aprendizados totalmente diferentes. O que \u00e9 concreto para uma pessoa, pode ser abstrato para outra.<br>Deve ser por isso que a fofoca traz tanta intriga. Todo mundo buscando ser concreto em uma realidade hipot\u00e9tica da vida.<br>Se pensarmos nesse conceito na atualidade, onde as redes sociais para muitas pessoas \u00e9 uma plataforma de expor sua vida cotidiana e o \u00eaxito que isso tem, podemos dizer que toda a humanidade \u00e9 fofoqueira! Sim, incluindo voc\u00ea, rsrssrsr\u2026<br>Mas eu me interesso mais pelo fundamento \u2026<br>Dentro das minhas investiga\u00e7\u00f5es afrocentradas eu encontrei o sentido original da palavra e o quanto esse conceito est\u00e1 colonizado.<br>N\u00e3o podemos esquecer que aprendemos sob o dicion\u00e1rio portugu\u00eas, onde muita etimologia foi apropriada, distorcida e\/ou invisibilizada. Mas antes de apresentar sua origem vou contar um fato pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu resido h\u00e1 duas d\u00e9cadas na cidade de Barcelona e tenho familiares pela Espanha. Nesse caso espec\u00edfico, um dos meus irm\u00e3os, na cidade de Madrid. Nossa m\u00e3e vive no Rio de Janeiro e nossas conversas, se d\u00e3o via telef\u00f4nica. Ora com chamadas grupais ou diretas.<br>\u00c9 comum nas nossas liga\u00e7\u00f5es conversarmos sobre a fam\u00edlia. E dependendo do assunto, a escuta pode levar a interven\u00e7\u00f5es diretas desde informa\u00e7\u00f5es indiretas.<br>Exemplificando a quest\u00e3o. Eu posso ligar pra minha m\u00e3e l\u00e1 no Brasil e contar algum problema pessoal pela manh\u00e3 e pela tarde meu irm\u00e3o, de Madrid, me ligar para poder me ajudar na solu\u00e7\u00e3o. E essa din\u00e2mica \u00e9 circular e fluida.<br>Em nenhum momento vemos isso como fofoca ou coment\u00e1rio. Simplesmente como quest\u00f5es familiares onde algum de n\u00f3s pode colaborar para dissolver a situa\u00e7\u00e3o.<br>Mas se a gente pegar nosso significado lingu\u00edstico e social atual e colonial, isso seria visto como fofoca.<br><strong>\u201cE se n\u00e3o \u00e9 fofoca o que \u00e9 ent\u00e3o?\u201d<\/strong><br>\u00c9 cuidado ancestral!<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Dai_2-1024x683.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9084\" width=\"653\" height=\"435\" srcset=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Dai_2-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Dai_2-300x200.jpeg 300w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Dai_2-768x512.jpeg 768w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Dai_2-1536x1024.jpeg 1536w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Dai_2-1170x780.jpeg 1170w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Dai_2-600x400.jpeg 600w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Dai_2.jpeg 1599w\" sizes=\"(max-width: 653px) 100vw, 653px\" \/><figcaption>Fotos de arquivo pessoal: Irma Teixeira @mirandairma, Dai Aisha e Gisele Aguiar @giseleaguiar93<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A palavra <strong>fofoca<\/strong> \u00e9 de origem africana, mais precisamente da regi\u00e3o entre Angola e Congo. Ela deriva do termo <em>fuka<\/em>, que no idioma Quimbundo, dos povos bantos, quer dizer revolver, remexer.<br>Para os povos bantus, a comunidade \u00e9 um n\u00facleo de cuidado e responsabilidade.<br>Em tribos como os Dagara, em Burkina Faso, o erro de uma pessoa \u00e9 o reflexo do erro de toda sua comunidade, assim como seus acertos tamb\u00e9m s\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das caracter\u00edsticas que eu notei com meu entorno de pessoas africanas \u00e9 que o questionamento de como vai a pessoa diante de si, e os membros da sua fam\u00edlia, \u00e9 muito recorrente at\u00e9 os dias de hoje. Isso \u00e9 um rasgo de saber que se voc\u00ea est\u00e1 bem e sua fam\u00edlia n\u00e3o, realmente voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 bem.<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia da di\u00e1spora africana para <em>Abya Yala<\/em> (Am\u00e9rica) foi de vida e morte. S\u00f3 sobrevivemos a essa experi\u00eancia com um sentido de cuidado comunit\u00e1rio que os povos africanos trouxeram para Pindorama, pa\u00eds que conhecemos como Brasil.<br>Esse cuidado comunit\u00e1rio se manteve e continua ativo em muitos espa\u00e7os.<br>O pensamento colonizador fomentou a individualidade, o altru\u00edsmo e a independ\u00eancia. Para isso, uma pessoa deve acreditar que ela \u00e9 sua \u00fanica prioridade e que seu sucesso \u00e9 o seu caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>O cristianismo, sempre de m\u00e3os dadas com a coloniza\u00e7\u00e3o, batizou conceitos com o monote\u00edsmo, fazendo-nos acreditar que \u00e9 somente entre Deus (branco, hetero e cisnormativo) e voc\u00ea. E tudo que interfere \u00e9 inveja, competi\u00e7\u00e3o e inimizades. Para acabar de criar o abismo, \u00e9 s\u00f3 mudar a conota\u00e7\u00e3o da palavra <em>Fuka<\/em> e convert\u00ea-la em fofoca.<br><strong>\u201cEu disse que essa conversa d\u00e1 pano pra manga! Rssrsrsr\u2026\u201d<\/strong><br>Quando criamos um espa\u00e7o fraternal seguro, seja familiar ou amistoso, o que se d\u00e1 \u00e9 uma comunidade que se escuta, se apoia e se compromete a colaborar para a harmonia coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>As experi\u00eancias e aprendizados compartilhados fomentam o crescimento de saber de um povo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso a import\u00e2ncia dos <em>Gri\u00f4s<\/em> em comunidades africanas, onde no Brasil, muitas vezes se remete \u00e0 fun\u00e7\u00e3o aos mais velhos da fam\u00edlia, \u00e0s av\u00f3s ou a algu\u00e9m que tem algum saber ou experi\u00eancia para transmitir \u00e0 sua comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cEnt\u00e3o \u00e9 Fuka ou Fofoca?\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conhecer uma palavra nova n\u00e3o tem nenhum efeito se n\u00e3o h\u00e1 uma mudan\u00e7a de perspectiva e conduta. Criar um entorno onde haja a <em>Fuka<\/em> e n\u00e3o a fofoca s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel com muito cuidado, respeito, sinceridade e sobretudo, discernimento. H\u00e1 pessoas do seu conv\u00edvio que operaram sistematicamente sobre o conceito da fofoca que conhecemos hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Esteja atenta!<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m haver\u00e1 aquelas que de verdade se preocupam com seu bem estar e queiram saber de e sobre ti. Saiba reconhec\u00ea-las!<\/p>\n\n\n\n<p>Mas\u2026 antes de qualquer outra pessoa, voc\u00ea fofoca ou <em>fuka<\/em>?<br>Eu, misturei os nomes na terceira caba\u00e7a de Exu e na minha comunidade segura, eu <em>afrofoko<\/em>, pra cuidar e ser cuidada.<br>Salve o senhor da comunica\u00e7\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Dai Sombra Aisha <\/strong>\u00e9 Produtora s\u00f3cio-cultural, capoeirista, ativista antirracista Decolonial, Mulherista africana, poeta e escrevivente.<br><strong>Acompanhe as m\u00eddias de Dai Sombra Aisha:<\/strong> @daisombraaisha<br><strong>Acesse seu livro de poesia marginal em <em>ebook<\/em> Manifestar <\/strong>em:<br>Amazon.es<br>Amazon.com.br<br>#Manifestar #livromanifestar #libromanifestar #poesiamarginal #literaturapreta #pretasescritoras #soufilhadoil\u00ea #Di\u00e1sporaProductora<\/p>\n\n\n\n<p><strong><mark>Nota: <\/mark>Os textos, cita\u00e7\u00f5es, e opini\u00f5es s\u00e3o fornecidos pela autora, sendo de sua exclusiva responsabilidade e podem n\u00e3o expressar \u2013 no todo ou em parte, a opini\u00e3o dos Coletivos da Fibra<\/strong>.<\/p>\n","protected":false,"gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"html"}]},"excerpt":{"rendered":"<p>Essa conversa d\u00e1 pano pra manga! 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