{"id":9388,"date":"2022-11-27T15:12:13","date_gmt":"2022-11-27T14:12:13","guid":{"rendered":"http:\/\/fibrainternacional.org\/?p=9388"},"modified":"2022-11-27T15:12:15","modified_gmt":"2022-11-27T14:12:15","slug":"violencia-machista-contra-a-mulher-a-imigrante-e-a-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fibrainternacional.org\/?p=9388","title":{"rendered":"Viol\u00eancia Machista contra a mulher, a imigrante e a brasileira.","gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"text"}]},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-size:32px\"><strong>Ac\u00famulo de opress\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De Fl\u00e1vio Carvalho, para o site da FIBRA. Soci\u00f3logo e Escritor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Barcelona<\/strong>, 25 de novembro de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">\u201cMaria, Maria, \u00e9 a dor, o suor, uma dose mais forte e lenta.<br>De uma gente que ri quando deve chorar e n\u00e3o vive, apena aguenta\u201d<br>(Nascimento &amp; Brant).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">A viol\u00eancia machista \u00e9 um assunto de extrema gravidade na vida das mulheres brasileiras que migram, em busca de uma vida melhor, fora do nosso pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de tudo, tal como escrevo, Viol\u00eancia Machista, uma express\u00e3o muito mais direta e realista do que viol\u00eancia de g\u00eanero, por exemplo. Como se tentasse esconder a raiz do problema: o machismo. Crescente, lamentavelmente.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\">\n<figure class=\"alignright size-medium\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"168\" src=\"http:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53-300x168.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-9389\" srcset=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53-300x168.png 300w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53-1024x573.png 1024w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53-768x430.png 768w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53-1536x860.png 1536w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53-2048x1146.png 2048w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53-1170x655.png 1170w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53-600x336.png 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Pergunte-se a qualquer brasileira no exterior, por um epis\u00f3dio marcante de viol\u00eancia machista. Haver\u00e1 acumulado, infelizmente, sucessivos epis\u00f3dios de viol\u00eancia. Por ser mulher, por ser imigrante e por ser brasileira. A teoria de ac\u00famulos na opress\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nenhuma novidade. \u00c9 fato. E realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 deste \u00faltimo aspecto que devemos tratar.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhei, durante muitos anos, os estudos de uma Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o Social, em Barcelona, chamada Maria Badet. Dedicou muito tempo a entrevistar espanh\u00f3is de diversas idades, inclusive dentro de escolas da rede p\u00fablica. O tema era sempre o mesmo: a imagem estereotipada que os espanh\u00f3is demonstram, ao tratar das brasileiras no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho presente na imagem uma revista vendida em todas as bancas e livrarias de Barcelona: uma bunda, numa foto imensa, de biqu\u00edni, e uma palavra \u2013 somente \u2013 escrita em letras grandes. BRASIL.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados da pesquisa de Maria Badet foram muito reveladores e podem encontrar-se facilmente suas produ\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas e associativas na Internet. \u00c9 a atual impulsora da associa\u00e7\u00e3o Casa da Gente, na Catalunha. Foi gra\u00e7as a ela que a associa\u00e7\u00e3o Coletivo Brasil Catalunha, um dia saiu do papel.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas suas obras, encontrar\u00e1s os diferentes fatores com que a viol\u00eancia se exerce, principalmente em espiral ascendente. Sempre \u00e9 melhor eliminar o mal j\u00e1 na raiz.<\/p>\n\n\n\n<p>Como dissemos, tudo \u00e9 muito evidente.<\/p>\n\n\n\n<p>As estat\u00edsticas que indicam que migram mais as mulheres, apesar de terem menos oportunidades, em rela\u00e7\u00e3o aos homens, majoritariamente privilegiados.<\/p>\n\n\n\n<p>A forma como (sobre)valorizam-se e se reinventam ao migrar, tornando-se a maioria do universo de empreendedoras, de l\u00edderes, de artistas, de educadoras, entre outras posi\u00e7\u00f5es destacadas \u2013 tratando-se sempre do caso das brasileiras emigradas.<\/p>\n\n\n\n<p>Este homem que vos escreve, no entanto, necessita ir mais al\u00e9m. Fundamentalmente, expresso o sentimento de tentar dialogar com homens (atendo-se \u00e0s velhas categorias, estabelecidas por um sistema patriarcal, opressor): homens, heterossexuais, dominados por um padr\u00e3o cisg\u00eanero, entre outras limita\u00e7\u00f5es que muitos de n\u00f3s enfrentamos. Sem espa\u00e7os para vitimismos nossos, por favor.<\/p>\n\n\n\n<p>Dialogar sobre o nosso papel numa rela\u00e7\u00e3o violenta. S\u00f3 existe a viol\u00eancia quando parte de algu\u00e9m. E esse algu\u00e9m, na sua imensa maioria \u00e9 um homem. N\u00e3o se trata de mera coincid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Pois pelo tanto que muito vem se revelando a pergunta que se faz \u00e0s mulheres (\u201cj\u00e1 sofreu este abuso, como, quando, onde e por quem?\u201d), cada vez mais nem precisa perguntar-se aos homens: basta olhar l\u00e1 bem dentro de n\u00f3s mesmos! J\u00e1 sabendo que a resposta n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil aos homens que me l\u00eaem, se somente buscam superficialmente. H\u00e1 que ir-se, pelo menos ao inconsciente ou ao subconsciente: Freud explica, tal como Jung, Foucault o Wilhelm Reich&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Quantas vezes voc\u00ea se perguntou se j\u00e1 exerceu viol\u00eancia machista?<\/p>\n\n\n\n<p>Quantas vezes voc\u00ea sentiu que nem mesmo percebeu cometer esse mal?<\/p>\n\n\n\n<p>Percebeu que n\u00e3o somente a viol\u00eancia pode ter te beneficiado em algo, mas tamb\u00e9m que o fato de n\u00e3o dizer que \u201caquilo\u201d n\u00e3o foi assim t\u00e3o violento, em algo \u2013 igualmente \u2013 \u201caquilo\u201d te beneficiou? Como? Beneficiou-te, sim? De que forma? Analisar \u00e9 bom caminho para compreender.<\/p>\n\n\n\n<p>Qual a diferen\u00e7a entre sentir que algu\u00e9m se beneficiou (muito geralmente, um homem) e que isso deu-se em preju\u00edzo de algu\u00e9m (muito geralmente, uma mulher)? O de cima sobe e o de baixo desce&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>As datas de protestos e reivindica\u00e7\u00f5es dos movimentos mundiais de mulheres n\u00e3o s\u00e3o um problema menos nosso do que delas. O Feminismo deveria interessar mais aos homens, sendo algo \u201cdelas!\u201d, sim.<\/p>\n\n\n\n<p>Na d\u00favida, diante do risco de que tentemos, novamente, os homens, opinar por elas (sim, isso nos beneficia!), inventou-se, faz tempo, solu\u00e7\u00e3o bem pr\u00e1tica: cala e escuta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 s\u00f3 um primeiro passo. Mas j\u00e1 \u00e9 muito pra toda essa luta.<\/p>\n\n\n\n<p>Convido-te a vir conosco participar dos debates sobre a constru\u00e7\u00e3o, reconstru\u00e7\u00e3o ou desconstru\u00e7\u00e3o do que se chama Masculinidade. De fato, queremos construir uma nova forma de viver em sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Se te interessa, envia-me uma mensagem: <a href=\"mailto:1flaviobcn@gmail.com\">1flaviobcn@gmail.com<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Aquele abra\u00e7o especial a todos os nossos leitores que se identificam com novas masculinidades. Bem-vindos aos novos tempos!<\/p>\n","protected":false,"gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"html"}]},"excerpt":{"rendered":"<p>Ac\u00famulo de opress\u00e3o. De Fl\u00e1vio Carvalho, para o site da FIBRA. Soci\u00f3logo e Escritor. Barcelona, 25 de novembro de 2022. \u201cMaria, Maria, \u00e9 a dor,<\/p>\n","protected":false,"gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"html"}]},"author":2,"featured_media":9389,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_eb_attr":"","footnotes":""},"categories":[6,197,202,10],"tags":[],"class_list":["post-9388","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-colunistas","category-flavio","category-reportagens","three-columns"],"aioseo_notices":[],"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53.png",2558,1432,false],"landscape":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53.png",2558,1432,false],"portraits":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53.png",2558,1432,false],"thumbnail":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53-300x168.png",300,168,true],"large":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53-1024x573.png",640,358,true],"1536x1536":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53-1536x860.png",1536,860,true],"2048x2048":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53-2048x1146.png",2048,1146,true],"refined-magazine-carousel-img":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53-783x450.png",783,450,true],"refined-magazine-carousel-img-landscape":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53-783x225.png",783,225,true],"refined-magazine-carousel-large-img":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53-1000x574.png",1000,574,true],"refined-magazine-carousel-large-img-landscape":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53-1000x287.png",1000,287,true],"refined-magazine-large-thumb":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53-1170x655.png",1170,655,true],"refined-magazine-small-thumb":["https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Screenshot-2022-11-27-at-15.02.53-350x220.png",350,220,true]},"rttpg_author":{"display_name":"clearwaterdijk","author_link":"https:\/\/fibrainternacional.org\/?author=2"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/?cat=6\" rel=\"category\">Artigos<\/a> <a href=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/?cat=197\" rel=\"category\">Colunistas<\/a> <a href=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/?cat=202\" rel=\"category\">Fl\u00e1vio Carvalho<\/a> <a href=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/?cat=10\" rel=\"category\">Reportagens<\/a>","rttpg_excerpt":"Ac\u00famulo de opress\u00e3o. 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