{"id":9596,"date":"2023-03-03T10:13:34","date_gmt":"2023-03-03T09:13:34","guid":{"rendered":"http:\/\/fibrainternacional.org\/?p=9596"},"modified":"2023-03-10T17:10:40","modified_gmt":"2023-03-10T16:10:40","slug":"o-feminicidio-avanca-a-indignacao-ainda-espera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fibrainternacional.org\/?p=9596","title":{"rendered":"<strong>O feminic\u00eddio avan\u00e7a. A indigna\u00e7\u00e3o ainda espera.<\/strong>","gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"text"}]},"content":{"rendered":"\n<p>Por <strong>Ana Isa v Dijk<\/strong>, para o site da Fibra.<\/p>\n\n\n\n<p>Holanda, 02 de mar\u00e7o de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size\">Este texto \u00e9 homenagem pessoal<br>\u00e0s que ousam caminhar onde as querem tombadas,<br>\u00e0s que ousam falar, onde as querem caladas,<br>e \u00e0s que mesmo amadas, protegidas, emancipadas e livres,<br>ousam indignar-se quando as querem felizes e conformadas.<br>(Ana Isa van Dijk, autora)<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos \u00e0s v\u00e9speras do <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Dia_Internacional_das_Mulheres\">8 de mar\u00e7o<\/a>. Data que n\u00e3o come\u00e7ou com festa e n\u00e3o deveria ser lembrada com presentes, bolo ou flores ofertadas como galanteio! O dia \u00e9 de luta e a hist\u00f3ria mostra que s\u00e3o muitas ainda neste s\u00e9culo XXI!<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\">\n<figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Screenshot-2023-03-03-at-09.14.28-1024x575.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-9597\" width=\"302\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Screenshot-2023-03-03-at-09.14.28-1024x575.png 1024w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Screenshot-2023-03-03-at-09.14.28-300x168.png 300w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Screenshot-2023-03-03-at-09.14.28-768x431.png 768w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Screenshot-2023-03-03-at-09.14.28-1536x862.png 1536w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Screenshot-2023-03-03-at-09.14.28-2048x1149.png 2048w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Screenshot-2023-03-03-at-09.14.28-1170x657.png 1170w, https:\/\/fibrainternacional.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Screenshot-2023-03-03-at-09.14.28-600x337.png 600w\" sizes=\"(max-width: 302px) 100vw, 302px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A Holanda \u00e9 um dos pa\u00edses mais desenvolvidos e ricos da Europa. Conhecido por sua agenda liberal na pol\u00edtica e nos costumes, desfruta, via de regra, no imagin\u00e1rio popular, da confort\u00e1vel ideia que aqui se \u00e9 livre para ser o que se quiser ser. A realidade de muitas mulheres no entanto est\u00e1 permeada de viv\u00eancias violentas que n\u00e3o se alinham a este tal \u201csenso comum\u201d que pretende ser o contraponto civilizado se comparado aos \u201cnot\u00f3rios machistas\u201d latino-americanos ou seus vizinhos do sul europeu. Quando se fala de feminic\u00eddio a Holanda derrapa, e feio, nos fatos! Seja pelas estat\u00edsticas, seja pelo ensurdecedor sil\u00eancio social.<\/p>\n\n\n\n<p>O in\u00edcio deste ano de 2023 trouxe \u00e0 luz dos notici\u00e1rios a palavra <em>FEMICIDE<\/em> (tradu\u00e7\u00e3o holandesa de feminic\u00eddio), no bojo do julgamento de dois not\u00f3rios casos de viol\u00eancia fatal cometida por ex-parceiros de mulheres assassinadas. A novidade foi o uso do conceito de feminic\u00eddio <a href=\"https:\/\/www.om.nl\/actueel\/nieuws\/2023\/02\/07\/om-eist-in-hoger-beroep-23-jaar-cel-voor-femicide-ter-aar\">utilizado pela justi\u00e7a<\/a> para elevar as <a href=\"https:\/\/www.om.nl\/actueel\/nieuws\/2023\/02\/22\/vijftien-jaar-gevangenisstraf-geeist-voor-moord-op-partner-in-amersfoort\">penas dos condenados<\/a> j\u00e1 em grau de recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>Como assim novidade??? Para n\u00f3s brasileiras, habituadas ao termo nas m\u00eddias em que rotineiramente navegamos \u00e9 surpreendente o enorme desconhecimento do termo pela sociedade holandesa e, ainda mais chocante, o <a href=\"https:\/\/nos.nl\/artikel\/2461767-ook-nederland-kent-femicide-maar-we-gaan-er-niet-de-straat-voor-op\">sil\u00eancio omisso das ruas<\/a> diante dos n\u00fameros alarmantes e da brutalidade ineg\u00e1vel que teima em ocupar espa\u00e7o nos notici\u00e1rios e nas estat\u00edsticas mais importantes do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A linguagem tem for\u00e7a e pode contribuir para o combate ou disfar\u00e7ar a coniv\u00eancia com este tipo de crime, depende se a usamos como de h\u00e1bito ou rejeitamos. O termo <em>FEMICIDE<\/em> (feminic\u00eddio em portugu\u00eas), pasmem!, \u00e9 ainda <a href=\"https:\/\/www.vandale.nl\/gratis-woordenboek\/nederlands\/betekenis\/femicide#.ZABi7rTMLMI\">inexistente<\/a> no dicion\u00e1rio mais consultado do pa\u00eds, o <a href=\"https:\/\/www.vandale.nl\/\">Van Dale<\/a>. <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Diana_E._H._Russell\">Diana Russel, criadora do termo FEMICIDE<\/a> em 1976, afirmou que \u201cn\u00e3o existe neutralidade de g\u00eanero na palavra assassinato\u201d. <a href=\"https:\/\/nl.linkedin.com\/in\/lotterensen?original_referer=https%3A%2F%2Fwww.google.com%2F\">Lotte Rensen<\/a>, antiga membra do centro de estudos <a href=\"https:\/\/atria.nl\/\">Atria &#8211; Atria Kennisinstituut voor Emancipatie en Vrouwengeschiedenis<\/a> na Holanda, pautou em janeiro de 2022: \u201cn\u00e3o chamem de viol\u00eancia dom\u00e9stica, n\u00e3o h\u00e1 nada dom\u00e9stico ali , \u2026 \u00e9 assassinato de mulheres\u201d. Ainda de acordo com a professora em\u00e9rita da Universidade de Amsterdam, <a href=\"https:\/\/www.uva.nl\/profiel\/r\/o\/g.m.f.romkens\/g.m.f.romkens.html?cb\">Ren\u00e9e R\u00f6mkens<\/a>, esta \u00e9 uma discuss\u00e3o rapidamente rotulada como <strong>exagero<\/strong>: \u201cSomos um pa\u00eds civilizado e somos emancipados. Temos dificuldade em reconhecer que h\u00e1 mais do que isso, ao contr\u00e1rio da Espanha ou da Fran\u00e7a\u201d. Para ela, trata-se de uma <a href=\"https:\/\/www.rijksoverheid.nl\/ministeries\/ministerie-van-buitenlandse-zaken\/het-werk-van-bz-in-de-praktijk\/weblogs\/2021\/gendergerelateerd-geweld\">epidemia silenciosa<\/a> que se causasse algum dist\u00farbio m\u00e9dico, \u201cos alarmes j\u00e1 teriam soado h\u00e1 muito tempo!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com dados do CBS \u2013 Centraal Bureau voor de Statistiek (o IBGE daqui), dois fatos chamam bastante a aten\u00e7\u00e3o. Para come\u00e7ar, n\u00e3o trabalham com o conceito e por isso n\u00e3o computam este tipo de viol\u00eancia como feminic\u00eddio. A seguir, a bizarrice do desprezo conceitual fica ainda mais evidente diante de seus pr\u00f3prios registros sobre assassinatos\/g\u00eanero: quase <a href=\"https:\/\/www.huiselijkgeweld.nl\/actueel\/nieuws\/2021\/09\/27\/6-op-de-10-omgebrachte-vrouwen-vermoord-door-ex-partner\">60% destas mulheres<\/a> <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=YvlB0IM3Vcs\">foram mortas por (ex-)companheiros<\/a> (ver gr\u00e1fico no v\u00eddeo aos 2\u201913\u2019\u2019), comparados aos 4% dos homens que perderam a vida em mesma situa\u00e7\u00e3o. Por outro lado, os n\u00fameros holandeses mostram (ao contr\u00e1rio do que o imagin\u00e1rio comum acredita quanto ao quesito pa\u00eds-n\u00e3o-machista), que proporcionalmente a sua popula\u00e7\u00e3o, a Holanda amarga a 3<sup>a<\/sup> posi\u00e7\u00e3o no ranking europeu de assassinatos de mulheres, perdendo somente para os escandinavos Su\u00e9cia (1<sup>o<\/sup>) e Dinamarca (2<sup>o<\/sup>) e pouco acima da Finl\u00e2ndia (4<sup>o<\/sup>)! <a href=\"https:\/\/eige.europa.eu\/gender-equality-index\/2022\/compare-countries\">Estes n\u00fameros<\/a> da <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Eurostat\">Eurostat<\/a> (o IBGE da Europa) revelam uma Holanda que assassina 1 mulher a cada 8 dias, independente de classe social, ra\u00e7a ou n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o! Imagino o frio no est\u00f4mago das muitas que diariamente temam ser a bola da vez!<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o s\u00e3o poucas as vozes que procuram alertar para a necessidade de dar nome espec\u00edfico a crime t\u00e3o recorrente. No entanto, as observa\u00e7\u00f5es da professora de Amsterdam e os term\u00f4metros ativados de algumas organiza\u00e7\u00f5es sociais n\u00e3o t\u00eam tido for\u00e7a capaz de motivar a indigna\u00e7\u00e3o e lev\u00e1-las \u00e0s ruas. A aus\u00eancia de press\u00e3o popular talvez explique o pragmatismo conveniente da neutralidade da linguagem das pol\u00edticas p\u00fablicas, as quais pouco contribuem para uma leitura mais cr\u00edtica dos sinais emitidos pelos males estruturais do patriarcado legados \u00e0 sociedade holandesa. Emblem\u00e1tica a solicita\u00e7\u00e3o enviada em 22 de janeiro de 2022, por um membro do parlamento holand\u00eas questionando a ministra da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a, Sra. <a href=\"https:\/\/www.rijksoverheid.nl\/regering\/bewindspersonen\/dilan-yesilgoz-zegerius\">Ye\u015filg\u00f6z-Zegerius<\/a> sobre a necessidade de se <a href=\"https:\/\/zoek.officielebekendmakingen.nl\/ah-tk-20212022-1864.html#ID-2022Z01051-d37e52\">criar uma lei espec\u00edfica<\/a> para os casos de feminic\u00eddio; sua resposta foi taxativa: \u201cN\u00e3o h\u00e1 necessidade.\u201d \u2013 de acordo com a ministra, o arcabou\u00e7o legal existente, sem distin\u00e7\u00e3o, d\u00e1 conta de todos os tipos de crimes. \u00c9 a neutralidade das palavras que invisibiliza os riscos de morte de tantas mulheres e sequer serve de escudo aos que ficam para tr\u00e1s mortificados pela dor de suas perdas. E imagino que sobre riscos e perdas tal se repita no \u00e2mbito da comunidade LGBTQIA+.<\/p>\n\n\n\n<p>Drama ou conflito familiar, crime passional, viol\u00eancia dom\u00e9stica, defesa da honra, s\u00e3o todas express\u00f5es que se utilizam de palavras emocionalmente mais leves, quase romantizando a aceita\u00e7\u00e3o dessas ocorr\u00eancias como parte da vida em comum, desprovidas do peso real com que percebemos e reagimos \u00e0 ideia de um assassinato. Feminic\u00eddio \u00e9 ao fim e ao cabo o resultado na pr\u00e1tica e sem maquiagem das viol\u00eancias \u2013 potencial e real, que assombram as mulheres desde sempre e as atingem simplesmente por serem mulheres. \u00c9 urgente, para ontem, nos educarmos todas e todos quanto \u00e0 linguagem cr\u00edtica, que pode sim nos cuidar e proteger, medida essa ao alcance de qualquer pessoa e sem custo ou dano a ningu\u00e9m. Quem sabe assim tomamos as ruas, a meu ver \u00fanica forma de press\u00e3o efetiva, para exigir do poder p\u00fablico que reconhe\u00e7a sua responsabilidade em participar do debate, dar nome ao feminic\u00eddio e aprofundar o combate \u00e0 viol\u00eancia que rouba vidas e segue sorrateira at\u00e9 a pr\u00f3xima!<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do que afirmo no in\u00edcio, festejo no 8 de mar\u00e7o as pequenas vit\u00f3rias, os passos talvez min\u00fasculos para olhos desavisados, mas que significam o cruzar definitivo do limiar de uma fronteira que sinaliza a vida de muitas e a Paz para todas n\u00f3s! Todas temos em nossa hist\u00f3ria de vida o contato com a viol\u00eancia de g\u00eanero. Seja conosco ou com quem amamos, esta viol\u00eancia nos atinge de uma forma ou de outra, por vezes mutila, revolta, entristece. Os espa\u00e7os de supera\u00e7\u00e3o se revezam continuamente, mas o que fazer com estas experi\u00eancias? <\/p>\n\n\n\n<p>Podemos seguir, cancelar, relembrar, lutar\u2026 S\u00f3 n\u00e3o podemos desistir de n\u00f3s! A luta \u00e9 di\u00e1ria, mas no 8 de mar\u00e7o paramos para que a viol\u00eancia pare de nos matar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ana Isa v Dijk<br>Integrante do Coletivo Amsterdam pela Democracia e da FIBRA.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Nota: <mark>Os textos, cita\u00e7\u00f5es, e opini\u00f5es s\u00e3o fornecidos pela autora, sendo de sua exclusiva responsabilidade, e podem n\u00e3o expressar \u2013 no todo ou em parte, a opini\u00e3o dos Coletivos da Fibra.<\/mark><\/strong><\/p>\n","protected":false,"gt_translate_keys":[{"key":"rendered","format":"html"}]},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ana Isa v Dijk, para o site da Fibra. Holanda, 02 de mar\u00e7o de 2023. 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